França sai da Série B, é campeã e mostra muita força



Pela primeira vez a Liga Mundial tem um campeão vindo da “Série B”. Neste domingo, a França derrotou a Sérvia, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, por 3 sets a 0, parciais de 25-19, 25-21 e 25-23.

E não quero desmerecer o inédito título francês com esse lead, que fique claro. Para quem não está tão por dentro do regulamento da competição, uma explicação: nos últimos anos a FIVB inflou o número de participantes da competição, criando três divisões e permitindo que o vencedor da segunda tenha a possibilidade de participar das finais com os destaques da primeira no mesmo ano. E foi isso que a França fez, na bola, em 2015, apenas cumprindo o regulamento, que não me agrada, que também fique claro.

Franceses antes da final no Rio (FIVB Divulgação)

Franceses antes da final no Rio (FIVB Divulgação)

Na primeira fase da Série B, ela atropelou Japão, República Tcheca e Coreia, vencendo os 12 jogos disputados e se credenciando para a etapa decisiva da “Segundona”. Na sequência, fez incontestáveis 3 a 0 sobre Argentina e Bulgária, se garantindo entre os seis finalistas (os outros cinco jogaram na elite). Já no Rio de Janeiro, a França venceu Brasil, Polônia e Sérvia, perdendo apenas para os EUA, no jogo que eliminou os donos da casa.

Regulamento à parte, o título coroa uma seleção que está em franco crescimento no cenário mundial. E ainda tem muito espaço para evoluir. O técnico Laurent Tillie possui uma geração jovem e talentosa nas mãos, incluindo o filho Kevin (24). O líbero Grebennikov, o melhor da posição atualmente, fará 25 anos no próximo mês. O levantador e capitão Toniutti fará 26 em outubro.  O ponta Ngapeth, o termômetro do time, tem 24 e um longo caminho a percorrer ainda. Le Goff e Le Roux, os centrais, possuem 23 e 26, respectivamente. O “tiozão” dos Bleus é o oposto Rouzier, que fará 29 no próximo mês.

E esse time vem jogando um vôlei de gente grande. Destaco principalmente o volume de jogo, que em alguns momentos me faz lembrar dos times asiáticos. A diferença da França para eles é possuir um ataque muito mais explosivo, com Rouzier e Ngapeth.

Pensando na Rio-2016, a França deu o recado para os rivais das Séries A e B do vôlei mundial. É bom tratar os Bleus como candidatos a um lugar no pódio olímpico.

 

 



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