“Formado” por Bernardinho, ex-assistente quer levar ensinamentos para os EUA



Em março de 1997, Vinicius Afonso Petrunko, um estudante de Educação Física em Curitiba, soube, por intermédio de uma colega de classe, da realização da primeira peneira do projeto do Rexona na cidade. Candidatou-se a ser um ajudante, colocando os números das camisas das crianças antes dos testes, pegando bolas, fazendo anotações. Tinha ao lado dele Bernardinho, Hélio Griner e Ricardo Tabach. Não imaginava que ali estava começando uma carreira no vôlei.

– No fim da peneira deixei meu contato com eles. Dias depois o Tabach me ligou e comecei a trabalhar no projeto, como assistente do Hélio na escolinha. Na época eles conciliavam o Rexona com a Seleção feminina. Eram praticamente quatro treinos por dia em Curitiba. Com o tempo passei a ajudar nos trabalhos da equipe, ajudando em treinos, aprendendo a fazer estatísticas. Foi uma escola e tanto – relembra Vinicius, que foi o primeiro professor da levantadora Roberta, atual titular da Seleção Brasileira, nas escolinhas de vôlei.

Vinicius em um reencontro com Roberta, já consolidada como atleta de elite no país (Divulgação)

Hoje, com toda a bagagem de ter sido um dos assistentes de Bernardinho durante toda a passagem do time adulto pelo Paraná até 2004, além de ter coordenado os 24 núcleos do Instituto Compartilhar após a mudança da equipe para o Rio de Janeiro, Vinicius planeja levar todo o conhecimento para os Estados Unidos.

Após passar férias no país e conhecer trabalhos de base em cidades como Dallas e Seattle, ele acredita ser possível adaptar a metodologia brasileira na exemplar estrutura do esporte escolar americano.

– Talvez a maior diferença entre Brasil e Estados Unidos neste caso seja a mão de obra dos técnicos. Lá muitos são formados por cursos online e fazem “bicos” como professores de vôlei. Eles, porém, organizam campeonatos de base e em uma única categoria chegam a contar com 100 equipes. No Brasil, a Taça Paraná, que é uma referência, chega a ter 120 equipes, um número considerado bom para nossos padrões, mas em quatro categorias somadas – conta Vinicius, que foi assistente de Hélio Griner em três edições da Universíade: 2009 em Belgrado (SER), 2011 em Shenzen (CHN) e 2013 em Kazan (RUS), com a conquista de um ouro e uma prata.

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