Fora de casa, Sesc consegue incrível vitória de virada



O Sesc conquistou uma virada épica para sair na frente nas semifinais da Superliga Cimed Feminina. Com a Arena Minas lotada, em Belo Horizonte, vitória sobre o Camponesa/Minas por 3 sets a 2, parciais de 24-26, 23-25, 25-21, 27-25 e 15-7, no primeiro confronto da série em melhor de cinco. E com direito a virar um placar de 24 a 20 no quarto set.

Seria óbvio escrever que o triunfo carioca foi importante, mas ressalto esse ponto pelo desenho dos mandos de quadra. A pedido do próprio Sesc, time com melhor campanha, o segundo e o terceiro jogos acontecerão no Rio de Janeiro. Ou seja: chances de carimbar o passaporte para a decisão jogando em casa.

Monique, que foi titular nas duas últimas parciais, foi eleita a melhor do jogo e faturou o Troféu VivaVôlei Cimed.

A novidade do desafio eletrônico para auxiliar a arbitragem, como não poderia deixar de ser, também foi protagonista.

No segundo set, dois lances polêmicos acionaram o desafio. No primeiro deles, o Minas pediu um toque na rede de Roberta. O lance analisado pelo árbitro de vídeo, porém, foi outro. E o ponto ficou com o Sesc, para desespero de Stefano Lavarini no banco de reservas, tentando explicar para a capitã Carol Gattaz que o pedido era diferente.

Logo depois, o Minas ficou desconcentrado, errou outras duas bolas em sequência e viu o Sesc abrir três pontos. Gattaz acabou indo para o banco.

O desafio voltou a ser pedido pelo italiano após um ataque de Rosamaria ser marcado como fora. Ele pediu o desvio no bloqueio. Pelo comunicador eletrônico, o árbitro que revê a jogada confirmou o toque no block ao juíz de cadeira. Mas a imagem demorou para ser mostrado no placar, irritando desta vez Bernardinho. Após a confirmação do ponto mineiro, foi a vez do Sesc se desconcentrar e ver as rivais abrirem vantagem.

Jogaço na abertura da semifinal em BH (Divulgação)

Com Monique e Carol Leite em quadra, o time carioca buscou uma reação que parecia impossível e encostou: 24 a 23. E quem entrou em cena? O desafio.

Gabi teve a chance de empatar no contra-ataque, mas mandou um ataque alto para fora. Bernardinho pediu o auxílio alegando toque no block. Mas a bola foi reta, confirmando a vitória do Camponesa/Minas.

No terceiro set, Bernardinho, com um braço na tipoia após se machucar em um treino durante a semana, mexeu na estrutura. Monique, retornando de lesão, começou na saída de rede, com Peña na ponta, no lugar de Gabi, em noite até então apagada.

As trocas poderiam não ser suficientes, com o Minas comandando o placar até a metade do set (18 a 14). Mas viu o Sesc conseguir uma reação brilhante, com destaque para Monique. No fim, com Gabi novamente em quadra na posição da dominicana Peña, o time carioca confirmou a virada na parcial para estender um jogo que parecia decidido.

Hooker, maior pontuadora do jogo, apareceu para virar bolas importantes logo no início do quarto set, compensando uma importante baixa. Lavarini precisou tirar Carol Gattaz após ela sentir a lesão que a incomoda no joelho direito. E o Minas perdeu assim uma bola de segurança pelo meio.

A destacar ainda no quarto set um rally com duração de 58 segundos, uma raridade no vôlei moderno. Foram pelo menos duas defesas cinematográficas de Léia, aquelas para colocar no DVD. No fim, Monique fez o ponto para o Sesc em uma largadinha. A torcida mineira aplaudiu o esforço das atletas.

O Camponesa/Minas chegou a ter 24 a 20 para sacramentar a vitória. Mas Drussyla fez uma excelente passagem pelo saque, anulou os match points, sendo decisiva para a incrível virada carioca para forçar o tie-break.

O resultado fez as donas da casa entrarem abatidas no set final. Lavarini voltou com Rosamaria, mas a sacou logo nos primeiros pontos. Sem Gattaz, o time teve apenas Hooker como “viradora” de bolas. E foi pouco. O Sesc abriu 5 a 1 e a partir daí não foi mais incomodado, até fechar em 15 a 7.

O Minas precisa juntar os cacos já para a partida de segunda-feira, às 21h30, na Jeunesse Arena. O Sesc, por sua vez, se enche de moral após realizar algo que parecia impossível em BH.

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