Foi um jogaço em Osasco!



Não faltou emoção na abertura do playoff semifinal entre Vôlei Nestlé e Rexona-Ades, no Ginásio José Liberatti, nesta segunda-feira.

Cinco sets, alternâncias táticas, belos rallies, bate boca de técnico com torcedor e até lances polêmicos de arbitragem… E após mais de 2h30min de jogo, as donas da casa levaram a melhor, parciais de 25-22, 14-25, 26-25, 19-25 e 15-10.

O resultado encerra dois anos de invencibilidade das cariocas no clássico dos clássicos. E deixa o Vôlei Nestlé a uma vitória da decisão. O Rexona terá um ou dois jogos em casa, no Ginásio do Tijuca, para virar a série.

Bela imagem captada pelo fotógrafo Luiz Pires

Bela imagem captada pelo fotógrafo Luiz Pires

A cubana Carcaces foi a maior pontuadora da partida, com 26 pontos.

Tentar resumir o jogo apenas pelo tie-break dá um bom resumo do que foi o jogo. Imprevisível é a palavra que talvez melhor o defina.

6 a 1 Osasco. Rio diminui para 6 a 5. Donas da casa abrem 8 a 5. Cariocas voltam a diminuir para 8 a 7, mas desperdiçam o contra-ataque que representaria o empate. A baixinha Gabi, do Vôlei Nestlé, pontua no bloqueio e vantagem vai para 10 a 7.  Gabi, a do Rexona, crava, diminui e sai para entrada da jovem Drussyla. O saque dela faz efeito e a vantagem volta a ser de apenas um: 10 a 9. Dani Lins para Natália, a melhor jogadora da Superliga no block, duas vezes seguidas, e o placar sobe para 13 a 9. Carcaces, a melhor do jogo, explora o bloqueio e o time da casa fecha em 15 a 10.

Detalhes a destacar:

  1. Mesmo com Luizomar de Moura de volta ao banco de reservas do Vôlei Nestlé, o auxiliar Jefferson Arosti foi o treinador “principal”. A vez do fiel escudeiro dar as cartas. Ao fim do jogo, ele se emocionou e chorou.
  2. Foi corajosa a decisão de manter a belga Van Hecke no time titular após a derrota no quarto set. Apesar de deixar Carcaces exposta na recepção, a oposto gringa ajudou muito no tie-break. Eu teria voltado com Ivna, admito.
  3. Gabi deu muito volume de jogo ao Vôlei Nestlé, fazendo várias defesas.
  4. Há tempos eu não via uma Dani Lins tão vibrante em quadra.
  5. Natália sentiu dores na panturrilha no meio do jogo. E a parte física pesou na reta final do jogo, quando o jogo do Rexona ficou muito centralizado na ponta.
  6. Vergonhosa a decisão da arbitragem no fim do terceiro set. Com o placar empatado em 24 a 24, Gabi virou uma bola pelo Rexona. Ela caiu tão dentro que passou até longe da linha. Um bandeira deu bola fora, o árbitro principal Anderson Caçador admitiu não ter visto, mas seguiu a decisão dos auxiliares. O desafio eletrônico precisa ser usado mais vezes em todo o mundo para minimizar tal chance de erro.
  7. Segundo relatos do repórter Alexandre Oliveira, do SporTV, que estava à beira do quadra, Bernardinho chegou a chamar um torcedor para a briga na virada do terceiro para o quarto sets. Eles discutiram ainda com a terceira parcial em andamento, a câmera flagrou o técnico desferindo xingamentos e o clima ficou quente. Segundo Alê, o torcedor estava ao lado do noivo de Thaisa. Em quadra, a central foi muito importante nas viradas de bola pelo meio.

 



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