Finalista das últimas quatro Superligas decide abandonar o vôlei



Ele ainda tinha mais alguns anos de carreira. Mas resolveu trocar as quadras pelos escritórios.

O ex-central na passagem pelo Sada/Cruzeiro (Divulgação)

O ex-central na passagem pelo Sada/Cruzeiro (Divulgação)

O central Rogério, com passagens por Minas, Sada/Cruzeiro, Cimed, Sesi, entre outros, decidiu romper um contrato com o Benfica, de Portugal, e encerrar precocemente a carreira profissional.

O agora ex-jogador revelou ao blog que decidiu aceitar um convite para trabalhar numa empresa de marketing esportivo, abreviando em algumas temporadas a carreira no vôlei.

Abaixo uma pequena entrevista feita com Rogério, que também teve passagens pelo vôlei italiano (Piacenza) e pelo árabe (Dubai).

1) Como foi o processo de decisão para encerrar a carreira nas quadras?
Com 30 anos de idade, 12 anos de carreira profissional e atuando nas quatro últimas finais de Superliga, foi uma decisão complicada. Ainda mais porque eu já havia acertado um contrato com o Benfica de Portugal para essa temporada e faltando 15 dias para a minha apresentação, acabei quebrando o contrato e me associando de vez a Kadoshi. Deu pra vê que não foi nada fácil (risos)

2) Você se aconselhou com jogadores ou ex-jogadores antes da definição?
Não. Muitos me perguntaram o motivo, como também muitos nem sabem ainda dessa decisão.

3) Agora como ex-atleta, como você vê a situação do vôlei brasileiro?
Vejo que precisa de mudanças no sistema de gestão da CBV. Todos que eu conheço que pararam de jogar e outros que quiseram fazer algo pelo voleibol nunca enfrentaram o sistema. Tenho um projeto hoje dentro da Kadoshi que vai beneficiar os clubes e profissionalizar essa atual gestão que hoje se preocupa com a Seleção Brasileira, mas, esquece que quem abastece a modalidade com seus atletas precisa de mais apoio.

4) Qual momento da carreira você escolhe como o seu melhor?
Sem dúvidas foi meu primeiro título da Superliga com o Cruzeiro 2011/2012 e antes uma sequência com o Sul-Americano de Clubes e o vice no Mundial.

5) Como aconteceu a aproximação com a Kadoshi?
Foi um convite de um grande empresário, me dando a oportunidade de estar à frente de dois dos três pilares que hoje a empresa tem: Gestão de Arenas, Gestão de Competições e Gestão de Patrocínios. Já temos grandes projetos pra 2016 aprovados que em breve vamos lançar no mercado. É um grande desafio, mas nada diferente dos outros grandes desafios que já passei como jogador.



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