Final inédita na Copa Brasil feminina



Rexona-Sesc e Camponesa/Minas vão disputar o título da Copa Brasil, neste sábado, às 21h, no Ginásio do Taquaral, em Campinas.

A classificação para a decisão aconteceu após vitórias sobre Dentil/Praia Clube e Vôlei Nestlé, respectivamente, por 3 a 1 e 3 a 2.

Na primeira semifinal, os altos e baixos de ambos os times foram a tônica nos dois primeiros sets. Eram quatro pontos seguidos para um lado, três para o outro… Era raro ver troca de viradas de bola. Com a cubana Ramirez voando no ataque, o Praia fez 1 a 0 (25 a 22). O segundo set começou com as mineiras embaladas, abrindo 7 a 2. Parecia que Campinas veria o fim de uma incômoda sequência de vitórias cariocas em jogos decisivos. Mas o confronto mudaria de forma abrupta. Anne Buijs, alvo dos saques do Praia, ficou mais escondida no passe em uma mudança importante de Bernardinho, deixando Gabi com responsável maior no fundamento. E, aos poucos, a tática mineira de saque ruiu. Monique cresceu no ataque e ajudou o Rexona a fechar em 25-20.

Daí para frente um atropelamento carioca. Carol e Juciely apareceram no bloqueio, o saque destruiu a recepção do Praia, Roberta ganhou confiança na distribuição… E o Praia aceitou passivamente, na minha opinião, o cenário. Faltou atitude das jogadoras em quadra. Faltaram mudanças de Ricardo Picinin, seja de peças vindas do banco ou na forma tática de montar a equipe. E o placar repetido de 25 a 15 escancara a facilidade encontrada pelo Rexona.

– Nos assustamos um pouco, mas a partir do segundo set a gente ajeitou nossa marcação e passou forçar mais o saque. E isso fez toda a diferença, porque tiramos o passe da mão da Claudinha e anulamos as jogadas de meio, que são muito eficientes no time delas. A partir daí nosso bloqueio funcionou e o jogo fluiu – analisou Monique.

A holandesa Buijs foi eleita a melhor em quadra. A capitã mineira Fabiana, muito sincera, admitiu que o Praia sofreu um apagão imperdoável nos dois últimos sets.

No jogo de fundo, Vôlei Nestlé e Camponesa/Minas fizeram uma semifinal bem mais equilibrada, que invadiu a madrugada. O time paulista entrou desfalcado de Tandara, com um indisposição estomacal. Um desfalque importante. Gabi entrou na linha de passe ao lado da sérvia Malesevic. A compatriota Bjelica saindo jogando na saída de rede, com Paula no banco. No começo do jogo, Osasco sofreu na virada de bola. Ainda assim conseguiu se manter perto do Minas no placar, tendo paciência para atacar várias vezes até pontuar. No fim da parcial, os técnicos mexeram bastante, com inversões e entrada no saque. E com Carol Albuquerque e Paula, o Vôlei Nestlé virou para fechar em 29 a 27, com bloqueio de Nati Martins em Jaqueline.

O Minas não sentiu a derrota e abriu o segundo set em vantagem, com ótima atuação do bloqueio. Paulo Coco ainda trocou Naiane por Karine. Osasco, aos poucos, foi se aproximando. E as mineiras passaram a errar. O empate, que na parcial anterior aconteceu no 23 a 23, desta vez apareceu no 18 a 18. E o time de Luizomar de Moura chegou a virar. Mas as mineiras não se abalaram, retomaram o controle do placar até o fechamento em 25 a 23, com Hooker virando bolas decisivas.

Para não perder o costume, o terceiro set também foi ponto a ponto. Bons rallies, defesas funcionando bastante e as três estrangeiras decidindo no ataque. Vôlei de altíssimo nível. Com Osasco na frente por 27 a 26, o ponto do jogo, do campeonato, do ano. 1 minuto e oito segundos (de acordo com o SporTV) de bola no ar. Um show de defesas, recuperações, ataques bloqueados, até o erro de Malesevic. De tirar o fôlego! O Vôlei Nestlé não se abalou com o erro, fechando na sequência após ataque de Bjelica: 29 a 27.

O Minas voltou mal no quarto set. Ansioso, errando demais e vendo o rival abrir 10 a 5. Paulo Coco voltou Naiane, colocou Jaqueline e depois a central Fran. Mas do outro lado Gabi estava voando no ataque. E assim o Vôlei Nestlé foi administrando, mesmo com a mineiras diminuindo a diferença no bloqueio, e ficou na frente até o 18º ponto. Até que a improvável virada aconteceu e, com um total de sete pontos no block na parcial, o Minas fechou em 25 a 22 e forçou o tie-break.

Coco manteve o trio de novidades em quadra. Já Luizomar voltou com Nati Martins e ela pontuou no block e no ataque, fazendo Osasco abrir 7 a 3. Fim das emoções? Nada. O Minas, com Rosamaria de volta, empatou em 7 a 7, após passagem de Hooker pelo saque. E virou com Rosa no ataque. E depois ampliou com Carol Gattaz, grande nome do set decisivo, duas vezes no block. E o placar saiu de 3-7 para 10-7. Daí em diante foi administrar até fechar em 15 a 10, com o relógio marcando 1 hora da manhã.

Carol Gattaz foi eleita a melhor jogadora da partida, após uma maratona de vôlei.

 

 



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