Fim de semana dourado!



Seleção feminina campeã sul-americana na noite de sábado. Seleção masculina campeã sul-americana na manhã de domingo. Larissa e Talita campeãs do Finals do Circuito Mundial de vôlei de praia no início da tarde de domingo. Alison e Bruno Schmidt campeões do Finals para fechar a tarde de domingo.

Como se vê o fim de semana foi glorioso para o país.

Na quadra, os times comandados por José Roberto Guimarães e Bernardinho cumpriram a obrigação no encerramento da temporada das duas seleções. Em competições com nível técnico bem abaixo da média, vitórias por 3 a 0 sobre Peru e Argentina, respectivamente, nas finais, para a confirmação do esperado resultado.

Em Cartagena (COL), a Seleção feminina com quase toda a base olímpica não deu qualquer chance para as adversárias. Todos os jogos vencidos por 3 a 0, com apenas uma parcial tendo levado mais de 20 pontos (justamente na decisão contra as peruanas). Da base ideal não participaram a ponta Jaqueline (poupada), a central Thaisa (em recuperação de cirurgia no joelho) e a levantadora Fabíola (que pediu dispensa da temporada de seleções por problemas particulares). Fernanda Garay, que estava na Colômbia, ainda se recupera de um problema no quadril e pouco vem sendo aproveitada. Assim, Gabi e Natalia tiveram mais tempo em quadra. A primeira se aproveitou e faturou o prêmio de melhor jogadora do Sul-Americano. Outra que vem se consolidando no grupo olímpico (lembro que serão apenas 12 atletas na Rio-2016) é Juciely. Ela, que formou o meio de rede titular com a capitã Fabiana, foi eleita a melhor da posição.

– A nossa função agora é acompanhar essas jogadoras nos campeonatos e ver como elas estão se apresentando. Não só as jogadoras que vão jogar a Superliga, mas as que vão jogar fora. Temos que ver a forma física delas e vamos tentar ajudar da melhor maneira possível – disse Zé Roberto, já comentando a sequência do trabalho.

Brasileiras festejam em Cartagena (Divulgação CBV)

Brasileiras festejam em Cartagena (Divulgação CBV)

Em Maceió, a Seleção masculina não levou mais sustos após perder um set para o Chile na primeira fase. Passou por Venezuela, Colômbia e os reservas da Argentina e ficou com mérito ficou com o caneco. A lista de premiações individuais foi maior do que a feminina: Bruninho (melhor levantador), Evandro (melhor oposto), Isac (melhor central) e Escadinha (melhor jogador). Para Evandro e Isac o troféu reforça o espaço que estão ganhando no elenco a menos de um ano para os Jogos. E impressiona como o veterano líbero faz diferença na defesa e dando uma velocidade que este time precisa para se diferenciar de outros mais altos. Para a Rio-2016 a incógnita ainda é a parte física, já que Wallace, Sidão e Murilo, pilares do time, estão em recuperação de problemas mais sérios, atrapalhando os planos de preparação da comissão técnica.

– Tivemos uma semana de trabalho aqui em Maceió ajustando o time e jogamos de forma consistente a partir do Chile, quando jogamos um pouco desconcentrados. Fizemos três partidas de forma correta. Hoje, o saque começou não entrando e depois melhorou, o que é do jogo – disse Bernardinho.

Escadinha foi o craque do Sul-Americano (Divulgação CBV)

Escadinha foi o craque do Sul-Americano (Divulgação CBV)

Porém, destaco as medalhas de ouro de Larissa/Talita e Alison/Bruno Schmidt como os grandes resultados do fim de semana em Fort Lauderdale (EUA). Na primeira edição do Finals do Circuito Mundial, as duas melhores duplas do país na atualidade deram mais um recado aos principais adversários que irão encontrar na Olimpíada.

– Aqui estavam os dez melhores times da atualidade e isso mostra o peso desse troféu que vamos levar para o Brasil. É um resultado importante, que precisa ser muito valorizado – disse Bruno.

Bruno Schmidt no ataque na Flórida (Divulgação FIVB)

Bruno Schmidt no ataque na Flórida (Divulgação FIVB)

Eu concordo e assino embaixo. Alison e Bruno demonstram nos momentos decisivos dos torneios que estão em altíssimo nível. A vitória hoje sobre Dalhausser/Lucena, time da casa, por 21-13 e 21-15, foi a sexta em seis finais na temporada. Dá moral e mostra aos rivais que para vencê-los em decisões é preciso de algo mais.

Entre as mulheres, Larissa e Talita bateram na final as alemães Ludwig/Walkernhorst (21-17 e 21-18). Foi a primeira vitória das brasileiras em três confrontos diretos com as europeias. Mais do que isso foi o vigésimo título da dupla (sete deles em dez válidos pelo Circuito Mundial). Como se vê, números de respeito e que dão a certeza de que o ouro na Rio-2016 é plenamente viável.

Festa de Larissa e Talita (Divulgação FIVB)

Festa de Larissa e Talita (Divulgação FIVB)

– Conseguimos nosso grande objetivo na temporada que era a vaga em 2016. Depois disso focamos em ganhar o Rio Open, por ser o evento teste para a próxima Olimpíada, e ganhar essa final do Circuito Mundial. Não tem maneira melhor de encerrar essa temporada. Fechamos com chave de ouro um ano especial para a gente – analisou Talita.

Por fim, vale citar ainda que Ágatha/Bárbara Seixas e Pedro Solberg/Evandro, as outras duas parcerias do Brasil na próxima Olimpíada, ficaram em terceiro lugar.



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