Filme repetido na final da Superliga após jogo estranho e confusão no fim



De novo, mais uma vez, novamente. O filme mais repetido dos últimos tempos no esporte brasileiro vai acontecer no dia 14, às 10h, no Maracanãzinho.

Unilever e Sollys/Nestlé vão decidir pela OITAVA vez seguida a Superliga feminina. As cariocas levam vantagem com cinco títulos no duelo com as paulistas de Osasco. No geral, os dois principais rivais do país já fizeram 66 jogos na História do torneio. E a Unilever leva a melhor outra vez: 37 a 29. Nesta temporada, um 3 a 1 para cada lado, com o time que jogou em casa levando a pior depois de ganhar o primeiro set.

Esgotando a numeralha, hora de falar do 3 a 0 (25-23, 25-23 e 25-22) que a Unilever enfiou no Vôlei Futuro, nesta Sexta-Feira Santa.

Pode parecer estranho, mas o time de Araçatuba me pareceu melhor em boa parte do confronto. Mas não soube decidir. E, pelo retrospecto acima, não se pode bobear contra a Unilever, ainda mais num dia em que uma ponta titular (Regiane) é sacada no início do segundo set e a outra (Mari) só apareceu efetivamente no ataque no fim terceiro set. Chama a atenção como a sintonia entre a camisa 7 e a levantadora Fernanda Venturini, já no fim da temporada, parece não existir. E olha que estamos falando de atletas acima da média.

Faltou ao Vôlei Futuro cabeça no lugar em lances capitais. Exemplos: Ana Tiemi entra na troca simples no lugar de Ana Cristina no fim do segundo set e levanta uma bola muito longe da rede. Saiu no ponto seguinte. Fernanda Berti entra para sacar no fim do terceiro set e manda a bola para fora. Faltou também obediência tática. Opções erradas das levantadoras em lances consecutivos. Atacantes que tentavam encarar o bloqueio, mesmo depois de Paulo Coco pedir para que ele fosse explorado. Sem paciência e sabedoria não se vence.

Sobrou para a Unilever estrela de time acostumado a ser campeão. O que dizer da atuação de Amanda, uma coadjuvante que entrava apenas para sacar na maioria dos jogos? Desta vez, foi além. Pontuou em momentos decisivos no saque e no bloqueio. Levou o Viva Vôlei para casa por ter sido o elemento-surpresa da semifinal. A dupla Fernanda/Sheilla apareceu em momentos importantes e resolveu. Assim como o bloqueio de Juciely/Valeskinha e as defesas de Fabi.

Por fim, faltou espírito esportivo para as comissões técnicas. Trocar farpas, provocações e/ou xingamentos após o jogo terminar é algo tão desnecessário que beira o ridículo. Estamos falando de representantes das Seleções Brasileiras. Desta vez, Paulo Coco se revoltou com alguma frase/atitude de Helio Griner, assistente da Unilever durante o cumprimento protocolar pós-partida.

É fato que o staff de Bernardinho não se dá com o de José Roberto Guimarães. É fato que os dois maiores técnicos do país não se suportam, não se falam e evitam até encontros casuais. É fato que não sabemos metade dos problemas e entreveros que já existiram ali. Quem viu pela TV vai se recordar de uma informação da repórter Karin Duarte, no início do jogo, que relatou uma discussão entre Bernardinho e Paulo Coco, na qual o comandante da Unilever mandou o rival calar a boca. É fato também que a situação já beira um limite perigoso. Uma hora a coisa vai descambar de vez e não fará nada bem para o esporte.

PS: via Twitter me alertaram sobre declarações de Paulo Coco sobre favorecimento ao rival carioca. Não vi e prefiro ter acesso às frases antes de opinar.

 



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