Faltou ser mais Brasil



Pior do que a derrota para a Argentina, a primeira na história da Liga Mundial, foi a atitude da Seleção Brasileira masculina na noite de ontem, em Córdoba.

Em nada parecia o time campeão olímpico. Faltou aquele brilho nos olhos. Faltou aquela vontade maior do que o rival para superar os momentos ruins e, consequentemente, vencer. Em alguns momentos o resultado negativo parecia normal.

Foram 33 pontos dados em erros para os hermanos no revés de virada por 3 a 1 (19-25, 25-21, 25-22 e 25-19). Números que ajudaram o time de Julio Velasco, mas não diminuem a boa atuação dos donos da casa. Foram perfeitos na definição dos contra-ataques do terceiro set para frente e brilharam no bloqueio: 11 a 3.

– Jogamos um primeiro set muito bom, depois pecamos em excesso de erros e o erro custa caro. Eles fizeram um jogo brilhante, jogaram muito bem, mas isso também não justifica a nossa condição de ter errado mais do que o normal – analisou Renan Dal Zotto.

O treinador escalou um time muito próximo ao do título olímpico: Bruno, Wallace, Lucão, Maurício Souza, Lucarelli e Maurício Borges foram titulares. Lipe, Eder e Evandro entraram durante o clássico. A mudança mais drástica em relação aos jogos anteriores foi na posição de líbero. Tiago Brendle saiu jogando e não houve o revezamento com Thalles. E esse teste deixou claro que a formação anterior deixa o sistema de recepção mais equilibrado.

Hoje, às 16h10, o Brasil encerra a participação na fase de classificação contra a Sérvia, atual campeã da Liga. Que a derrota sirva para o time mudar principalmente o espírito, já pensando na fase final, que acontecerá em Curitiba entre os dias 4 e 8 de julho.



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