Fabi, muito obrigado por tudo. Assinado: vôlei mundial



A melhor líbero do mundo será uma ex-jogadora a partir da tarde deste domingo.

Fabi encerra a brilhante carreira com a final da Superliga Cimed Feminina 2017/2018 entre Sesc e Dentil/Praia Clube, em Uberlândia.

Foram 20 anos em quadra, dois títulos olímpicos, cinco edições do Grand Prix, Copas do Mundo, Pan-Americanos, Sul-Americanos… Com ela presente, a melhor geração do vôlei feminino brasileiro em todos os tempos só não conseguiu subir no degrau mais alto do pódio em um Campeonato Mundial. Um detalhe diante de tantas conquistas.

Festa da líbero em uma das conquistas da Supercopa pelo Rexona (Divulgação CBV)

Por clubes, sempre jogou no estado do Rio de Janeiro, sua terra-natal. Carioca da gema, pé na areia, amor incondicional. Flamengo (torcedora fanática de arquibancada), Campos, Vasco e o projeto de Bernardinho com diversos nomes (Unilever, Rexona e agora Sesc). Duas mãos cheias de títulos da Superliga. Uma infinidade de prêmios individuais como a melhor líbero. Como se precisasse reafirmar ano após ano que Fabi era a melhor da posição. Em algum momento poderia ser dito que ela era hors concours em uma posição que se confunde com o nome Fabi.

Certamente ela vai fazer falta. Na verdade, ela já faz falta. Na Seleção, ficou fora do último ciclo olímpico, no Rio de Janeiro, mesmo ainda jogando o fino da bola. José Roberto Guimarães cansou de dizer que ela ainda teria espaço, mas a líbero não voltou atrás depois da aposentadoria anunciada em Londres-2012, após o ouro “hollywoodiano”, como a líbero gosta de dizer.

A camisa 14 nunca será mais a mesma. Deveria ser imortalizada como na NBA, para que ninguém mais a usasse. Marca registrada de uma atleta que revolucionou a posição no vôlei feminino mundial.

O vôlei, a partir desta segunda-feira, será diferente sem você. Mas ele tem muito a agradecer pelos seus 20 anos de dedicação, suor, vitórias, defesas, passes perfeitos, títulos, Fabi!

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