EXCLUSIVO: Clubes voltam a bater pesado na organização da Superliga



Clubes e CBV seguem em rota de colisão neste início de Superliga.

O clima voltou a esquentar neste fim de semana. Vittorio Medioli, presidente do Sada/Cruzeiro e um dos líderes da Associação de Clubes, reclamou com a entidade da ausência de transmissão da partida entre o time mineiro e o Funvic/Taubaté, no sábado.

Ele ainda voltou a contestar a entidade sobre a decisão de fazer a final da competição masculina em jogo único, contrariando a posição dos clubes. E não poupou críticas à forma com a competição é gerida.

Como se vê a partir do e-mail abaixo (na íntegra, sem qualquer correção), a relação azeda a cada dia que passa.

Prezado Renato D’ Ávila,

Escrevo-lhe indignado por sermos nesse momento cobrados de toda parte pela falta de televisionamento hoje de Cruzeiro x Taubaté, jogo que terá a nata do vôlei nacional e mundial. Ainda durante a semana fomos privados da transmissão de Taubate e SESI que escalava vários campeões olímpicos e mundiais em quadra, representando um dos 4 jogos mais importante do torneio.

Isso mostra a incapacidade de CBV atender ao interesse comezinho do vôlei nacional, em organizar um torneio com os cuidados que exige. Dessa forma geram-se prejuízos incalculáveis aos clubes, a imagem do Brasil no exterior e penalizam-se os esforços para levantar o nível do vôlei nacional.

É inconcebível que no trato com SPORTV, a CBV não tenha se lembrado e não se importe absolutamente em atender ao anseio das torcidas, dos amantes da modalidade e ao interesse do setor. Ainda descartar e humilhar os melhores valores que existem no torneio.

Reafirmo que a questão dos 3 jogos para decidir a final a nosso ver não está encerrada com a redução anunciada por CBV para um único jogo. Isso representa uma perda financeira aos clubes de mais de R$ 3 milhões com a bilheteria de 3 ou 5 jogos de final.

As regras adotadas internacionalmente é de 5 jogos e CBV é filiada a FIVB, desrespeita assim um entendimento internacional consagrado e o calendário internacional.

A incapacidade de organizar um formato que atenda ao mundo do Vôlei mostra ainda que os valores de televisionamento de todo o torneio da Superliga (R$ 3 milhões anunciados por CBV e retidos integralmente alegando custos de organização) representam menos que a bilheteria dos jogos finais na melhor de 5 jogos.

Os clubes não se importam de não ter a transmissão na teve aberta das finais, pode ser em tevê fechada ou até não ter transmissão em face a perda de propriedades e de  bilheteria. Ainda registramos que  penalizam-se os atletas e tolhe as torcidas a possibilidade de seguir seus clubes de perto.
Nas ultimas finais a carga máxima de ingresso para nosso clube foi de 2 mil ingressos com pedidos de até 25 mil. CBV evidentemente não acompanha , o desconsidera o crescimento de Superliga. Tomam-se atitudes autoritárias em desrespeito a decisão plenaria de 11 contra 1 voto decidida em sede de discussão.

A produção de um jogo do nível Cruzeiro x Taubaté interessa ao mundo inteiro assistir, recebemos da Itália mais de 10 mensagem para saber como acessar as imagens desse jogo e até da Russia, França Polônia e Japão.

Essas omissões ofendem o vôlei nacional, apequenam a CBV uma instituição que se monstra fora de sintonia com o mundo de profissionais (atletas, técnicos), torcedores e dirigentes do vôlei e os patrocinadores.

Estamos assistindo na Band Esporte a jogos de torneio realizados na Itália, na França e na Turquia sem termos a possibilidade de assistir a jogos de melhor qualidade e interesse que envolvem nossos atletas no Brasil.

Vivemos um profundo desconforto que nos leva a divulgar a nossa torcida os reais motivos dessa situação inconcebível.



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