Estreia a coluna do Serginho, diretamente de Doha: Primeiras impressões em solo árabe



A cobertura do Mundial de Clubes aqui no blog ganha um colaborador mais do que especial.

O líbero Serginho, do Sada/Cruzeiro, aceitou meu convite e vai escrever algumas colunas durante a estadia em Doha, no Qatar. A primeira dá uma ideia do choque que um ocidental tem ao chegar ao Oriente Médio.

Publicamente, agradeço ao jogador por compartilhar esses dias especiais que terá no Mundial com os leitores do blog.

Desembarcamos em Doha devidamente bem trajados e alinhados e logo nos deparamos com o primeiro adversário: o calor do deserto.

Esse calor diminui o número de pessoas nas ruas. É raro ver alguém caminhando. Alternamos entre 40 graus nas ruas e 20 graus em ambientes fechados, como hotel e ginásio.

Serginho e Filipe no aeroporto/Divulgação

Desembarcamos animados, filmando e fotografando, mas logo fomos advertidos sobre a não permissão de imagens.

Disponibilizaram duas vans para o grupo no trajeto aeroporto-hotel. Numa delas foram as malas. Na outra foi o grupo. Time unido se desloca unido, exatamente 24 lugares milimetricamente apertados.

Foi uma decisão acertada antecipar nossa chegada ao Qatar, custeada pelo time até quinta-feira, dia em que a FIVB atuará diretamente.

Pesquisei sobre os hábitos e um pouco da cultura para não ser surpreendido. Olhar, conversar e encostar nas mulheres é proibido.
Reza a lenda que as mulheres que se sentem “incomodadas” com olhares ou até um pequeno esbarrão gritam e chamam a polícia. Todo cuidado é pouco.Usar a burca ou o traje masculino não é obrigatório mas muita gente usa. Li sobre os horários sagrados onde todos se ajoelham e rezam, mas ainda não presenciei. Na ida ao ginásio passamos por um mesquita que pretendo conhecer. Em todos os quartos do hotel tem o Alcorão, registro das palavras exatas reveladas por Deus por intermédio do anjo Gabriel ao Profeta Mohammad.Nosso guia Saleh Haldhary vem matando minha curiosidade e colaborando muito para nos adaptarmos o mais rapidamente possível.  Simpático e bom anfitrião, ele fala inglês fluente e facilita muito nossa vida. Nos levou em uma operadora de telefonia para comprarmos chips e não dependermos da internet do hotel.

O fuso horário ainda perturba e na segunda noite apenas dois atletas não passaram algumas horas em claro na madrugada. Em alguns momentos estou indeciso entre o cansaço e o medo de dormir muito cedo e rolar na cama madrugada afora. Creio que até a estreia estaremos adaptados. E que a areia do deserto que paira também nos nossos olhos durante o dia fique apenas no deserto.



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