Estados Unidos e Itália na Rio-2016



A extenuante Copa do Mundo terminou nesta manhã. E o Brasil ganhou a companhia de Estados Unidos e Itália na Rio-2016.

A vaga americana já era até esperada. Mas a italiana acabou sendo a grande surpresa da competição masculina.

EUA, Itália e Polônia terminaram a Copa com 10 vitórias e uma derrota. Um equilíbrio absurdo levando em consideração a quantidade de partidas disputadas. A definição dos dois primeiros acabou acontecendo nos detalhes.

Os americanos foram os campeões, já que não precisaram de tie-breaks na conquista dos dez triunfos. Somaram assim 30 pontos. Já italianos e poloneses acabaram empatados, após a Azzurra vencer o confronto direto dos até então invictos poloneses, nesta madrugada, por 3 sets a 1. Ambos somaram 29 pontos e a definição aconteceu nos sets average (divisão dos vencidos pelos perdidos). E neste critério deu Itália por ter perdido três sets a menos do que os rivais.

A classificação italiana acabou sendo a grande notícia da Copa. Meses antes, na Liga Mundial, a Azzurra vivia forte crise. Já no Rio de Janeiro, local da disputa, a Itália foi sacudida pelo corte de quatro jogadores, entre eles o craque Zaytsev e o capitão Travica, após uma balada mal explicada na Cidade Maravilha. O técnico Mauro Berruto assumiu o risco e, semanas depois, também estava fora. A Federação local optou por Gian Lorenzo Blengini e a aposta foi acertada. Ele perdoou Zaytsev, mas manteve o levantador Travica fora do time, dando uma chance para o então reserva Gianelli, de 19 anos. Além disso, ganhou um importante reforço: o ponta cubano Juantorena foi liberado pela FIVB e se transformou em protagonista. Hoje, por exemplo, foi eleito o melhor da posição na Copa, prêmio que ajuda a entender como a Itália mudou da água para o vinho em poucos meses. Zaytsev foi o melhor oposto. Uma dupla da pesada!

Juantorena emocionado após a classificação (FIVB Divulgação)

Juantorena emocionado após a classificação (FIVB Divulgação)

Na decisão contra a Polônia, hoje, Juantorena marcou 25 pontos, enquanto Zaytsev colaborou com 18. E a Azzurra, que havia se transformado em equipe mediana no cenário internacional, volta a impor respeito. É o fato novo mais relevante a pouco menos de 1 ano para o início dos Jogos.

Com o passaporte carimbado para a Rio-2016, a Itália verá de camarote o pré-olímpico europeu, que acontecerá em Berlim, no início do próximo ano. Lá, gigantes como Rússia, Polônia, Sérvia, França, Bulgária, entre outros, brigarão por apenas uma vaguinha na Olimpíada.  Alguns derrotados terão uma última chance no pré-olímpico mundial, meses depois. Promete ser bem interessante.

Sobre os americanos, campeões da Copa, um dado relevante é a volta com tudo de Matt Anderson. O jogador, que nesta temporada chegou a abandonar o esporte alegando estar em depressão, foi eleito o melhor jogador da competição. Desta vez, teve como fiel escudeiro o ponta Aaron Russell, que acabou sendo mais constante do que Taylor Sander, grande nome na conquista americana na Liga Mundial de 2014.

Anderson festeja, com Sander ao fundo (FIVB Divulgação)

Anderson festeja, com Sander ao fundo (FIVB Divulgação)

Além deles, o levantador Christenson e o líbero Shoji também faturaram prêmios individuais, mostrando que a força deste time americano é o conjunto.

Para fazer justiça, a Argentina merece uma menção honrosa. O time comandado por Julio Velasco, que terminou em quinto lugar, evolui a ponto de encarar as grandes seleções do vôlei mundial quase de igual para igual. Certamente vai conseguir sua vaga na disputa a Venezuela, na América do Sul, e deve atormentar ainda mais na Rio-2016.

 



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