Esperava um jogo tecnicamente melhor no Mineirinho



A abertura de um playoff final em cinco sets é sempre o sonho de qualquer fã. Ainda mais em um clássico regional. O  jogo decidido apenas no tie-break, porém, não escondeu a irregularidade de Itambé/Minas e Dentil/Praia Clube.

Com exceção do primeiro set, repleto de emoção, os demais deixaram a desejar neste quesito. O segundo até que foi aceitável. Do terceiro em diante, porém, não parecia um embate entre dois finalistas com tantas qualidades, vide a falta total de equilíbrio.

O Minas saiu com a vitória e andou metade do caminho para o título tão sonhado, mas nitidamente sentiu o jogo. O passe oscilou mais do que o aceitável, tirando em boa parte do jogo a bola de segurança de Carol Gattaz. Esperava ainda bem mais individualmente da dupla Macris/Natália. Coube a Gabi assumir o protagonismo no ataque em grande parte da final, uma boa notícia. Outro ponto positivo foi a recuperação do emocional após as derrotas por 25 a 17 na terceira e na quarta parciais. A equipe soube extrair, no momento de pressão do tie-break, seu melhor jogo.

Carol tenta vencer o block do Minas (Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Certamente para o Praia faltou Fê Garay. A lesão do ponto de equilíbrio do time ainda no primeiro set poderia ter um efeito catastrófico. No emocional e no modelo de jogo. Mas Paulo Coco conseguiu tirar um coelho da cartola com a formação de Rosamaria e Ellen. E o time em quadra não sentiu um baque psicológico com a perda da campeã olímpica. O bloqueio segue sendo um fundamento matador, com 22 pontos. Fawcett chamou a responsa no ataque. Faltou, em alguns momentos, mais precisão de Lloyd com as centrais, um problema que parecia resolvido na semi.

Dou um desconto aos dois pela falta de referências de um ginásio grande como o Mineirinho. Ainda sim, o espetáculo poderia ser melhor.



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