E o esperado Brasil x França não irá acontecer



Sabe aquela partida decisiva entre Brasil e França que você esperava ver? Ela não irá acontecer no futebol e muito menos no vôlei.

Na Copa do Mundo, por culpa da Bélgica, algoz brasileira nas quartas de final. Já na Liga das Nações, um dia depois, a responsável foi a Rússia.

Nas semifinais da Liga das Nações masculina, neste sábado, os franceses precisaram de cinco sets, mas cumpriram sua parte com o triunfo sobre os Estados Unidos, parciais de 25-18, 25-17, 23-25, 24-26 e 15-13. Já os brasileiros foram dominados pela Rússia, caindo em sets diretos: 25-17, 25-18 e 25-14.

Na preliminar, a França deu impressão de que iria até atropelar os Estados Unidos. Com Boyer imparável nos dois primeiros sets, o time da casa passava a impressão de o que o adversário do outro lado era um “zé ninguém”. Quando o volume de jogo americano apareceu, o jogo encontrou o equilíbrio esperado e por pouco a torcida em Lille não presenciou uma virada histórica.

O oposto Boyer terminou a partida com 31 pontos (25 bolas no chão em 38 recebidas no ataque). Percebam a diferença para Ngapeth, que terminou com 12 (11 em 35), e desta vez não foi o protagonista francês. Matt Anderson fez 23 para os EUA, três a mais do que Taylor Sander, reforço do Sada/Cruzeiro.

No jogo de fundo, o Brasil sofreu demais com a força e a altura da Rússia. E vou além. Esse mesclado time, com a experiência de Muserskiy e Mikhaylov, com jovens talentos como o ponta Kliuka, é bem mais “jogueiro”, como diz a gíria do vôlei, do que os anteriores. Defende mais, tem uma regularidade importante no passe e obriga o rival a atacar várias vezes para pontuar. E fez o que já é conhecido: com a placar favorável abusou da pancadaria no saque. E construiu um muro no bloqueio.

Em vários momentos, os atacantes brasileiros perderam a paciência e quiseram encarar os bloqueadores russos. Renan Dal Zotto trocou Lucas Lóh por Victor Birigui, inverteu o 5-1 algumas vezes, mas o panorama do jogo não se alterou.

Nas estatísticas, a confirmação da superioridade russa: 37 a 27 no ataque, dez a dois no bloqueio. Já nos erros, 19 para o Brasil contra 14 da Rússia.

Bloqueio brasileiro quebrado diante da Rússia (FIVB Divulgação)

Diante de tamanha consistência russa, o Brasil não conseguiu sequer equilibrar as ações. Vai assim para a disputa do bronze contra os Estados Unidos. E, mais do que isso, com algumas lições para o Campeonato Mundial. Para mim, a principal é: o nível dos maiores rivais está bem mais alto.

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