Escadinha é insubstituível



Li com tristeza a entrevista do líbero Escadinha ao companheiro Luiz Paulo Montes, publicada no LANCE! desta sexta-feira.

O jogador, de 35 anos, está cada vez mais próximo de anunciar o adeus definitivo da Seleção Brasileira. E, sem qualquer medo de errar, digo que o Brasil perderá o maior líbero que o mundo já viu em todos os tempos.

Durante a vencedora passagem de Escadinha como titular do time de Bernardinho, entre 2001 e 2009, tive chance de conhecê-lo de perto. Uma figura de história de vida tocante, um ser humano bem humorado, sincero e extremamente profissional. Não gosta de perder nem sequer em treino e faz de cada passe, cada defesa, seu prato de comida. Na fantástica geração que venceu tudo durante uma década, foi titular absoluto. Um gênio que não tinha tanto marketing quanto Giovane, Nalbert, Giba, Ricardinho, outros craques em suas respectivas posições.

Lembro-me de uma entrevista coletiva da Seleção, no Ibirapuera, após vitória sobre a Alemanha, na Liga Mundial, em 2002 ou 2003. No dia anterior ao jogo, fiz a apresentação para o LANCE! na linha: Escadinha, o único intocável do time. Bernardinho não gostou e disse, naquele discurso típico para evitar que o reserva imediato (Serginho, ex-Minas e atualmente no Sada/Cruzeiro) desistisse de buscar seu lugar, que a Seleção não tinha ninguém intocável. O tempo provou que Escadinha era, sim, intocável.

Depois da delicada cirurgia nas costas, no ano passado, o líbero passou seriamente a pensar na aposentadoria. Ainda vem jogando o fino da bola pelo Sesi, mas ainda assim vê Londres, no ano que vem, com certa resistência. – Se for para ir (para a Seleção) com 70%, 80% da minha condição física, não vou. Já tenho idade, não é fácil. Não sei como será o dia de amanhã, como as costas estarão – disse.

O primeiro papo com Bernardinho já aconteceu. O próximo não deverá demorar, já que o técnico, em breve, precisará definir a lista de atletas para a Liga Mundial. E não estar nela é certeza de adeus, Seleção/Olimpíada. Como torcedor, gostaria de ver Escadinha em sua última Olimpíada.



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