Erro da FIVB. Leal ainda vai demorar para vestir a Amarelinha



A comemoração pela presença de Leal na Seleção Brasileira em março de 2018 durou menos de 24 horas. A Federação Internacional (FIVB) admitiu um erro interno no envio do ofício para a Confederação Brasileira (CBV) com a informação da liberação.

Nesta quarta-feira, a entidade máxima do vôlei assumiu a falha e reforçou a informação correta. O ponta do Sada/Cruzeiro terá de esperar até 30 de abril de 2019 para vestir a Amarelinha. Isso porque existe uma “carência” de dois anos entre entrega de documentos comprobatórios da naturalização para a liberação para defender uma segunda nação.

Leal em ação pelo Sada/Cruzeiro em uma edição do Mundial de Clubes (FIVB Divulgação)

“A FIVB oferece um sincero pedido de desculpas para a CBV e para Leal pelo erro administrativo e pelos inconvenientes causados”, escreveu a entidade ao fim do comunicado que explica a situação.

Um pequeno resumo da linha do tempo do processo de Leal na FIVB:

– Em 30 de abril de 2017, a FIVB recebeu a confirmação da Norceca, confederação das Américas do Norte, Central e Caribe, da entrega de todos os documentos necessários, incluindo a liberação da federação de origem: a cubana. Nesta data, a CBV já havia pago a taxa de US$ 25 mil exigida para este tipo de transferência.

– Automaticamente, começa a contar o período de carência para Leal poder defender uma segunda nação. Pelas regras da FIVB, esse prazo é de 2 anos.

– No dia 4 de maio, em reunião do Comitê Executivo da FIVB no Marrocos, a entidade oficializa a mudança de “nacionalidade” de 13 atletas. Um deles Leal. Mas tendo de cumprir a “quarentena”.

Então esqueçam grande parte deste post: http://blogs.lance.com.br/volei/o-brasil-muda-de-patamar-com-leal/

Leal está fora do Campeonato Mundial de 2018, no Japão. A Seleção segue no mesmo patamar na elite do vôlei. E quem tem algo contra a presença de um jogador nascido em Cuba com a Amarelinha terá mais tempo para refletir sobre o tema.



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