Era 1º de abril. Mas jogaço não era mentira



Acaba de sair do forno a coluna Saque, de domingo, 3 de abril, no LANCE!. Um pouco antes, vocês podem dar os pitacos ainda neste sábado no blog. 

Juro que não acreditaria em várias das linhas abaixo se não tivesse acompanhado a transmissão dos amigos Rogério Correa, Marco Freitas e Nalbert. O triunfo do Sada/Cruzeiro sobre o Vôlei Futuro por 3 sets a 2, na noite de sexta-feira, 1º de abril, vai ficar marcado por muito tempo na memória de quem teve o privilégio de vê-lo.

Como muito bem escreveu Alexandre Oliveira (repórter-apresentador-levantador), em seu twitter, o placar deveria ser 3 a 3. Ninguém merecia perder.

Paulistas e mineiros jogaram demais em Contagem (MG). Ricardinho e William deram um show à parte no levantamento. Wallace e Camejo são dois dos atacantes mais explosivos em atividade no planeta. Lucão e Acácio revezaram saques perfeitos com bons bloqueios. E sobrou espaço ainda para Serginho, Douglas Cordeiro, Dentinho e Filipe…

O rally, ponto com um tempo maior de duração, aconteceu várias vezes, coisa rara para um jogo masculino. Foi normal ver o sorriso dos jogadores, após a bola finalmente cair na quadra do adversário. Um misto de sentimento de dever cumprido com a felicidade de proporcionar um espetáculo único.

E, como um legítimo dia da mentira, alguns momentos pareciam não fazer parte do enredo. Leandro Vissotto, com 2,12m, mostrou categoria para fazer um defesa com os pés, como um verdadeiro craque do futebol. Ricardinho, que dispensa comentários, sofreu com a bola molhada em um lance e viu um dos seus levantamentos, quase sempre impecáveis, pegar um efeito e ir para trás.

Mas a cereja do bolo ainda estava por vir. A comissão técnica do milionário time de Araçatuba perdeu a conta das substituições, na reta final do quarto set. Como punição, o Vôlei Futuro foi obrigado a jogar sem levantador, já que a volta de Ricardinho à quadra seria a sétima troca da parcial (o limite é de seis). O ponta cubano Camejo, de 2,07m, foi improvisado na função, com o placar empatado e os mineiros na frente no jogo por 2 a 1.  Relembrando os tempos em que jogou assim na seleção juvenil, o caribenho não comprometeu e ajudou o Vôlei Futuro a forçar o tie-break. Os jogadores das duas equipes pareciam não acreditar. Os torcedores estavam incrédulos. Até Cuca, presente no ginásio, deve ter pensado em trocar o futebol cruzeirense pelo vôlei.

No fim, festa azul. No segundo jogo da semi, confirmado com justiça para o Ginásio Plácido Rocha, em Araçatuba, Sada/Cruzeiro e Vôlei Futuro farão o segundo tempo de um jogo que não deveria terminar nunca.

E o Sesi está mais do que vivo

Melhor time da fase classificatória, o Sesi iniciou a partida da sobrevivência, ontem, contra o Vivo/Minas, em BH, com a desvantagem de ter perdido em casa na abertura da semifinal. O empolgado time da casa iniciou o duelo como terminou o anterior. Para delírio de sua fanática torcida, abriu 1 a 0. Parecia que o primeiro finalista da Superliga sairia sem necessidade da terceira partida. Ledo engano. Com inteligência, o técnico Giovane Gavio mudou a estratégia dos paulistas. Nada de encarar o forte bloqueio do rival. Com largadas, bolas exploradas e muita categorias dos atacantes, o Sesi dominou completamente os três sets seguintes. Jogou como se enfrentasse um rival qualquer, em campo neutro.

Playoff empatado em 1 a 1, merecidamente. O Minas jogou muito em São Paulo (veja em http://blogs.lancenet.com.br/volei/2011/03/30/vivo-muito-vivo-o-time-do-minas). O Sesi fez o mesmo em BH. No terceiro jogo, na capital paulista, promessa de mais um jogaço.



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