Entrevista com Vini, central do Vôlei Futuro



Férias de julho, em 2004. Então com 17 anos de idade, o central Vini reencontra a família. Ele defendia a Unorp, de São José do Rio Preto, e buscava um lugar ao sol no vôlei brasileiro, disputando competições pequenas para receber alguns trocados no fim do mês. Já até pensava em parar para estudar e encontrar uma outra profissão. Em casa, a pressão aumentava. Ao rever o pai, recebe um duro golpe:

– Você não joga nada. É um merda. Está jogando mal, não tem capacidade.

As lágrimas do menino sonhador se misturaram com a mágoa. Mas ele respondeu à altura:

– Pai, um dia vou trazer a medalha de campeão brasileiro para esfregar na sua cara.

Dois anos depois, cumpriu a promessa. No ano de sua estreia pela Cimed, conquistou a Superliga.

– Hoje sou grato a ele. Depois daquele dia, coloquei na minha cabeça que iria vencer no vôlei. Graças a Deus. Não tive base no esporte, não me formei em grandes clubes. Saí da várzea, entre aspas, do vôlei – comentou Vini, que deu os primeiros saques e cortadas no Barcelona, do Equador.

Na conquista do primeiro grande título, Vini teve participação importante. Algo que virou uma característica em jogos decisivos.

– Estava iniciando no vôlei. Nem era titular. Mas no quinto jogo na final, fui titular. O Renan queria apostar no meu ataque. Parece que deu deu certo – lembra Vini, que na temporada seguinte voltou à decisão, mas ficou com o vice-campeonato.

Amanhã, contra o Sada/Cruzeiro, o central fará a quarta final da Superliga. No ano passado, foi campeão com o Sesi, sendo o melhor em quadra no jogo decisivo. Esta final será especial. A filha, que nasceu depois do último título, estará no Poliesportivo de São Bernardo do Campo.

– No ano passada, ela estava na barriga. Agora estará presente. Meu sonho é que ela cresça e tenha orgulho do pai, chamado de baixinho por jogar como central com apenas 1,96m.

Vini sobre…

Ricardinho
“Ele é realmente diferenciado. Arrisca o tempo inteiro. É imprevisível. O bloqueio adversário se perde bastante. Falei para ele nesta reta final: ´Ricardo, é sua hora.´

Lorena
“Gosta de jogar com os nervos à flor da pele. É um cara que chama a responsabilidade, não foge da raia. Além disso, é divertido, adora fazer piada”



  • Gabriel Vicente

    Esse cara é sensacional! Como lamento o SESI ter contratado o Rodrigão e ter perdido o “coração do time”.

    Só vendo ele em quadra pra saber a dimensão da importância que ele tem pro grupo!!!

    PS: Concordo que ele foi o melhor jogador da final de BH no ano passado. Mas quem recebeu o prêmio foi o Murilo né? Que, humildimente, o entregou pro Vini ainda no pódio! Coisa que a Fabíola deveria ter feito com a Hooker na final da SL feminina deste ano!

    • Daniel Bortoletto

      é isso mesmo. para mim, foi o melhor. Murilo achou o mesmo (rs)

    • Luiz

      Eu revi esta final, que está no youtube. O Vini “comeu” a bola, o Wallece não passou uma por ele. Espero que ele repita a mesma performance, até porque ele estava presente no primeiro título da Cimed, no primeiro título do Sesi, e tem a oportunidade amanhã de estar presente no primeiro título do Vôlei Futuro.
      Aposto que o Sesi deve estar de cabeça rachada, trocaram o Vini pelo Rodrigão. hahaha

  • Luiz

    Gente, como não gostar do Ricardinho??? As declarações dele para um portal famoso são de emocionar. O William disse que a hora de ser campeão é agora, e que não tem chance melhor. O time do Vôlei Futuro recebeu esta declaração e não gostou muito. Ricardinho disse que se alguém do VF estiver com medo, que segure a mão dele. E ainda disse que o Cruzeiro está confiante porque ganhou as duas partidas este ano, mas que o Leão (VF) está ferido, mas pode se erguer e vencer. SHOW!!! Como não gostar do Ricardinho???

    • Gabriel Vicente

      Eu não gosto do Ricardinho. Não gosto de pessoas que julgo ter o caráter duvidoso! E a atitude dele de não dividir o prêmio de melhor jogador da Liga com a comissão técnica (algo pré combinado), pra mim, é falta de caráter. Entendo os torcedores do VF idolatrarem ele por jogar no time, mas ainda assim continuam achando ele péssimo de grupo. Há não ser queando ele é a maior estrela…

      • Luiz

        Realmente , para você gênio forte e dar a cara pra bater deve ser falta de carater. Vejo em muitos blogs as pessoas falando que o Ricardinho é isto e aquilo, mas NINGUÉM PROVA NADA. Ele tem o gênio forte sim, como todos os gênios de todas as áreas.
        Agora, quem é pego no antidoping pelo uso de maconha, é tido até hoje como grande ídolo do vôlei nacional e exemplo para os nossos jovens.

        Será que os valores estão trocados?

        • César Castro

          Luiz, vc nunca errou? E essa coisa de exemplo pra jovem é o discurso mais patético que pode existir.
          Se o assunto são as drogas, há campanhas e mais campanhas de esclarecimento. Exemplo vem do lar, da escola e dos amigos.
          Cada atleta tem sua vida, nem sempre fácil.
          Se você é fã do Ricardo, está no seu total direito de admirá-lo, querer vê-lo na seleção e tudo o mais.
          Agora, só não me venha falar mal de caras como o Giba. Um ícone do vôlei brasileiro tal e qual o Ricardinho.

    • Mariana

      Luiz, qual o link para essas declarações do Ricardinho?
      Tenho uma ENORME admiração por ele. Um graaaaaande jogador, tem alma e dá alma ao time que defende. Na seleção brasileira, nem se fala, me arrepiei diversas vezes com lances protagonizados por ele. Fez e faz muita falta a essa seleção que simplesmente não tem alma. Aguardo ansiosamente pelos pré-selecionados pelo Bernardo. espero que qualquer problema do passado tenha virado realmente passado!

  • Mariana

    Sobre o Vini: muuuuuuito bom jogador. Todo mundo só fala em Lorena e Camejo no Vôlei Futuro, mas o Vini é ótimo central e tem uma garra absurda. Chama a equipe o tempo inteiro, comemora, vibra, cobra. E é superjovem, vai longe!

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