Entrevista com Rosamaria



Ela é a maior pontuadora da Superliga com 249 pontos. Soma títulos nas categorias de base, como o Mundial sub-23, e já foi convocada algumas vezes por José Roberto Guimarães para a Seleção adulta. E ainda carrega o rótulo de uma das musas do vôlei brasileiro. Essa é Rosamaria, catarinense de 22 anos, um dos destaques do Camponesa/Minas na temporada 2016/2017.

Nesta entrevista, por e-mail, Rosa faz uma análise do momento no esporte, fala sobre ter deixado de atuar como oposto para tentar se firmar como ponteira e revela seus planos para a continuidade da carreira.

1) Você é a maior pontuadora da Superliga feminina. É possível dizer que está fazendo a melhor Superliga da carreira?
Com certeza. Acho que é a minha melhor temporada até agora, principalmente pelo fato de ter mudado de posição. Independentemente de ser a maior pontuadora, acho que eu cresci em outros fundamentos dentro de quadra.

2) Como o Minas ajudou no seu amadurecimento nestas duas temporadas?
Passei por momentos extremamente diferentes nessa temporada e na anterior. E o Minas me ajudou sempre acreditando em mim, independente das dificuldades e lesões, sempre senti uma confiança muito grande do clube em mim. E isso é muito motivador.

3) Como é sua relação com a Hooker? Qual a impressão que tinha dela como atleta antes de conhecê-la?
A nossa relação é ótima. Ela tem uma relação ótima com todos na verdade. Ela chegou muito disposta e aberta ao novo, o que facilitou e nós também tentamos introduzi-la ao máximo no ambiente da equipe, e deu muito certo. Ela parece feliz aqui e é isso que importa.

4) Em agosto de 2015 você foi campeã mundial sub-23, com papel de destaque, e depois esteve presente na Seleção principal. Qual a diferença daquela Rosamaria para a atual?
Passei por diversos momentos desde aquele Campeonato Mundial e acho que tudo se tornou bagagem para eu estar onde estou agora. Lógico que ainda estou muuuito longe do que eu espero mas hoje me vejo mais focada e feliz com o que eu faço, também um pouco mais paciente com as minhas próprias dificuldades.

5) A Naiane era uma das levantadoras naquele Mundial. Como vê a evolução dela?
Levantador é aquela posição que mais precisa de experiência e tempo para melhorar, na minha opinião. A Nai é uma garota inteligentíssima e habilidosa, vem evoluindo a cada temporada e na minha opinião é só questão de tempo até se consolidar na Seleção.

6) José Roberto Guimarães sempre frisa a necessidade de ter ponteiras fortes no ataque, mas que segurem no passe. Ser cada vez mais eficiente na recepção é uma de suas obsessões?
Com certeza. Eu, como oposta de origem, sempre fui muito focada no ataque, agora a prioridade é melhorar o fundo de quadra, mesmo que o rendimento na pontuação caia. Não tem problema. Quero ser uma atleta mais completa e para isso preciso enfatizar outros fundamentos

7) Quais são seus objetivos para este ciclo olímpico na Seleção?
Muitas mudanças acontecerão nessa próxima convocação e o meu objetivo é chegar o mais preparada possível pra tentar ir conquistando o meu espaço e conseguir disputar as próximas competições internacionais para ele poder avaliar o meu nível.

8) Você se espelha em alguma jogadora?
Difícil falar de uma jogadora só, mas alguém que eu admiro desde sempre e hoje tenho o prazer de ser uma grande amiga é a Carol Gattaz. Uma das maiores profissionais que eu conheci, extremamente responsável, boa de grupo, educadíssima, inteligente. Exemplo de dedicação nos treinos, não lembro de ter visto um dia se quer ela dar aquele famoso ‘migué’ nos treinos, mesmo com 35 anos.

9) Sonha ou planeja jogar fora do Brasil?
Claro! Sonho e planejo jogar fora do país. Acho importante para todas as jogadoras, trabalhar em diferentes ‘escolas’ de voleibol, e também estar lado a lado das possíveis futuras adversárias, pensando em campeonatos internacionais com seleção e clubes.

10) Como encara o rótulo de musa? Incomoda? Vê um lado bom?
Incomoda quando as pessoas acham que eu me importo mais com isso do que me importo com o voleibol, entende? Tem muita gente invejosa por aí é que não aceita. Acho super válido esse rótulo e fico feliz, todos ficariam, tenho certeza. Se as pessoas notaram a minha beleza é que em algum momento eu me destaquei primeiro pelo meu voleibol. Caso contrário ninguém nem saberia quem eu sou, então, é um bom sinal.



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