Entrevista com Joycinha



Depois de temporadas na Rússia e na Coreia, a oposto Joycinha ganhou uma nova chance na primeira convocação de José Roberto Guimarães em 2015.

Ela admite que o nome da lista foi uma surpresa, algo que ela não mais cogitava na carreira. Agora tentará mostrar serviço para ganhar espaço na Seleção, já que a posição de oposto está aberta após a gravidez de Tandara, provável descanso de Sheilla em algumas competições, além da lesão de Monique.

Confira abaixo a entrevista de Joycinha, por e-mail.

Joycinha em ação na Coreia (Divulgação)

Joycinha em ação na Coreia (Divulgação)

1) Qual a sensação de voltar a ser chamada para a Seleção?
É sempre um sonho para qualquer atleta defender o nosso país e para mim não é diferente. Me sinto realizada de voltar para a Seleção Brasileira. É muito gratificante saber que seu trabalho está sendo observado mesmo estando tão longe.

2) Achou que seu ciclo estivesse encerrado?
Já tinha colocado na minha cabeça que não iria mais para a Seleção. Mas o Zé Roberto me ligou recentemente e conversamos bastante. Ele foi fundamental para eu mudar de ideia.

3) Talvez a posição de oposto seja a mais aberta na Seleção hoje. Sheilla não deve atuar nesta temporada, Tandara está grávida. Como vê este cenário?
São grandes jogadoras e quem joga defendendo o Brasil tem que estar acostumada com concorrência. Mesmo elas estando fora, tem outras grandes atletas buscando espaço na Seleção. E acredito que vai ser sempre assim. O Brasil vai ter sempre várias jogadoras de qualidade numa mesma posição.

4) O que tirou de mais proveitoso de sua temporada na Coreia?
Na Coreia o estilo de jogo é completamente diferente e a estrangeira é sempre muito cobrada. Só para ter uma ideia, chego a receber mais de 60% das bolas durante um jogo. Isso fez com que eu mudasse principalmente a minha parte física. Tive de fazer um reforço muscular maior e passei a tomar alguns suplementos. Tudo isso me ajudou muito. Só assim para suportar a carga

5) Algum caso curioso, engraçado da sua passagem pela Ásia?
As comidas na Coreia tem muita pimenta. Fui experimentar uma comida típica e passei mal com a pimenta. Nunca mais ninguém me ofereceu nada com pimenta.

6) Sofreu com adaptação ou de alguma forma a passagem pela Rússia minimizou/ajudou?
Na Rússia não sofri muito. Na verdade a minha dificuldade foi ser o meu primeiro ano jogando fora. Já Na Coreia foi um choque cultural muito grande. As comidas são muito diferentes, o fuso horário e a forma de tratar os mais velhos. Lá existe uma hierarquia muito pesada. Mas graças a Deus, em um mês e meio, consegui me adaptar a esse choque de culturas.

7) Mesmo à distância conseguiu acompanhar um pouco da Superliga? Se sim, o que tem achado do nível técnico?
Sempre estou de olho e a internet ajuda muito quem está fora do país. A Superliga continua sendo um dos melhores campeonatos do mundo. O nível é muito bom, com diversas jogadoras da Seleção Brasileira. Teremos uma grande final entre Rexona e Molico.

8) Tem alguma aposta para Rexona-Ades x Molico/Osasco?
São duas grandes equipes, com dois grandes treinadores. O Rexona vai jogar em casa e isso certamente conta na hora da decisão. Mas o Molico já mostrou que pode superar isso e na semifinal ganhou do Sesi fora de casa. Será muito equilibrado e é difícil fazer um prognóstico. A única certeza que dá para ter é que será um grande jogo.



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