Entrevista com José Roberto Guimarães: primeira parte



Demorou, mas está no ar a primeira parte da entrevista que fiz no fim da semana passada com José Roberto Guimarães.

A conversa por telefone com o treinador durou mais de 40 minutos. Zé havia acabado de treinar o Fenerbahce para a fase final do Campeonato Turco e se encaminhava para outra entrevista em uma TV local.

Durante o papo, o bicampeão olímpico falou sobre a conquista da Liga dos Campeões da Europa pelo Fener, após bater Dínamo Kazan (RUS) e Cannes (FRA), na fase final disputada em Baku, no Azerbaijão.

Neste trecho inicial da conversa, selecionei alguns assuntos: a repercussão do título europeu e o tão aguardado futuro de Zé Roberto, procurado para comandar um novo projeto feminino em Campinas, patrocinado pela Amil, empresa do ramo de saúde. Por enquanto, ele não fala em nomes e muito menos em detalhes da formação da nova equipe. Por respeito ao time turco, Zé prefere deixar o assunto para “a semana que vem”.

Na outra parte da entrevista, vou abordar os tópicos Seleção Brasileira e Olimpíada de Londres.

A inédita conquista do título europeu
A comemoração está sendo muito intensa. Estamos, desde o título, todo dia na TV, participando de programas. As meninas estiveram até em um talk show. Estivemos no jogo de basquete entre Fenerbahce e Galatasaray e foi uma loucura. Aqui, o Fener pode perder para todo mundo, menos para o Galatasaray. O torcedor quer ver as meninas, quer festejar. É impressionante como eles estão reagindo. Por ser a primeira conquista da Champions na história do clube, a torcida está delirando. Estão mais alegres do que quando ganhamos o Mundial (na temporada passada). A relação que ela (torcida) tem com todos os esportes do clube demonstra uma paixão sem limites. O torcedor sabe o nome de todas as jogadoras. Criaram até uma música para elas. É a mesma intensidade que eles torcem para o futebol. É só assim que posso comparar: com a ligação que o brasileiro tem com seu time de futebol.

A volta do Azerbaijão
Os dirigentes fretaram um avião e voltamos no mesmo dia da final. Chegamos na Turquia por volta de 3h, 3h45 da manhã. Trouxeram time, torcida, dirigentes, todos no mesmo voo. O aeroporto estava lotado. Parecia até volta da Olimpíada pelo Brasil após título olímpico. Me lembrei de 92 e 2008. Foi uma festa e tanto, com fogos coloridos. Na final (contra o Cannes), jogamos de amarelo e fez até relembrar o Brasil mesmo.

Finais do Campeonato Turco
Os playoffs começam nesta terça. Todos os jogos serão em Ankara. A fase final dura oito dias. Agora são dois grupos de quatro. Primeiro, quarto, quinto e oitavo de um lado. No outro, segundo, terceiro, sexto e sétimo. Os dois melhores se cruzam na semifinal, em jogo único. Depois é a final.

O time com Sokolova, Kim, Tom e Fabiana
A atmosfera foi uma das melhores que já vivi com um time. A maturidade deste grupo, a entrega nos treinos. Fiquei muito satisfeito com o período de convivência com este grupo.

Futuro
Estou decidindo o que fazer. O pessoal aqui ainda não me chamou para conversar e falar sobre o futuro. Como eles ainda estão curtindo o momento, não falaram nada sobre renovação. Vamos esperar mais um pouco, uma semana, para decidir.

Campinas
Fui procurado. O projeto é sério, vai sair do papel. Não bati o martelo ainda e não posso falar mais nada. Mas é algo de longo prazo, pensando no ciclo até os Jogos do Rio, em 2016. É um momento importante para o esporte brasileiro. Vamos aguardar mais um pouco.

 



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