Entrevista com Gamova



A gigante russa concedeu uma entrevista a um veículo local (R-Sport) sobre seu retorno à seleção que irá disputar o Campeonato Mundial, na Itália, no próximo mês. Ela não voltou a falar sobre a polêmica sobre o “caminhão de dinheiro” citado por José Roberto Guimarães, semanas atrás. Mas comentou sobre Grand Prix, Brasil, expectativas para o retorno…

Seguem alguns trechos do papo com Gamova, nome que sempre atrai amor e ódio entre os fãs do vôlei.

– Você começou a treinar não muito tempo atrás. Como evoluir a menos de um mês do Mundial?
Eu comecei a treinar em 4 de agosto. Eu tive uma parada, depois fui para Kaliningrado e trabalhei lá com o time.

– Quando você vai se encontrar com a seleção russa?
Um destes dias.

A gigante de 2,02m (FIVB Divulgação)

A gigante de 2,02m (FIVB Divulgação)

– O que você pode dizer da performance da Rússia no Grand Prix?
Em geral, tudo terminou bem. Nós ficamos em terceiro lugar, não é tão ruim. Mas ainda existe trabalho para ser feito. Existem problemas no jogo, o maior é com a recepção. Se conseguirmos estabelecer o passe e reduzirmos o número de erros, tudo será perfeito.

– Você viu todos os jogos da Rússia na fase final?
Todos não. Estávamos fazendo sessões de exercício no mesmo horário. Então eu vi os jogos durantes os intervalos para descansar.

– A derrota para as brasileiras foi surpreendente não apenas pelo 3 a 0, mas pela vantagem que as rivais possuem…
Você sabe, o Brasil jogou com sua estrutura da Olimpíada, enquanto nós temos gente nova. Mas acho que a Rússia teve uma logística complicada no Grand Prix. Elas chegaram à Europa, depois jogaram no Brasil, retornaram para a Europa e finalmente voaram para o Japão. Não é todo mundo que é capaz de lidar com isso. E, na minha opinião, o GP é mais uma preparação para o Mundial.

– Treino que inclui uma viagem de volta ao mundo permite tal preparação?
É duro. Eu estou muito feliz de este ano não ter feito parte disso. É complicado, tanto fisicamente quanto mentalmente. Quando você sai por um mês por diferentes países, é difícil estar num círculo com as mesmas pessoas durante tanto tempo.

– Como sua família reagiu com a decisão de retornar à seleção? Certamente o time de Kazan gostaria de contar contigo nos treinos da pré-temporada.
Eu não posso dizer que o time vai sofrer por não contar comigo. O treinador e os dirigentes responderam positivamente após a minha decisão. E minha família está feliz.

– Após o fim da temporada, você pensava em passar o mês de agosto numa academia?
Em agosto, nós estávamos planejando passar férias na praia. Tinha planos completamente diferentes para agosto, mas, quando o técnico me chamou, tudo mudou.

– Você se recorda do seu primeiro Mundial?
Foi em 1998. Nikolay Karpol me deu a chance de ver como o vôlei real era.



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