Entrevista com Fernanda Garay



Depois de um ano no Fenerbahce, da Turquia, Fernanda Garay vai defender o Dínamo Krasnodar, da Rússia, na temporada 2014/2015.

Nesta entrevista por e-mail ao blog, a ponta explicou os motivos da escolha, analisou a experiência turca e projetou a participação no Campeonato Mundial da Itália, principal compromisso da Seleção Brasileira em 2014.

1) Qual o principal aprendizado que teve no vôlei turco?
Nessa temporada eu tive que adaptar a minha forma de jogar. Como ponteira, eu preciso estar sempre atenta a todos os fundamentos, porém no Fenerbahçe a forma de jogar me exigiu menos no ataque e muito mais na sustentação do jogo. Trabalhei muito passe, saque, defesa e bloqueio.

2) Como vê a diferença do nível dos campeonatos na Europa em relação ao Brasil hoje? A Superliga ainda está muito abaixo?
De forma alguma a Superliga está abaixo, mas na Europa, por terem mais competições internacionais, o clubes e atletas acabam recebendo maior exposição internacionalmente e se enfrentam muitas vezes.

3) Quais fatores pesaram mais para fechar com o Dínamo Krasnodar? Muito se fala da ida do Zé Roberto para lá. Como vê isso?
O fato de ser uma grande equipe, com uma ótima estrutura e a possibilidade de crescimento como jogadora. Pesou também as ótimas referências que recebi do clube e da cidade. Com relação a ida do Zé Roberto, até agora não recebi nenhuma informação do clube e nem dele sobre essa possibilidade, mas se for confirmada a notícia, será muito bom poder trabalhar com ele não só na seleção, mas também no Dínamo.

4) Pelo que pôde perceber em sua experiência no Fenerbahce, quem são as atletas que devem dar mais dor de cabeça ao Brasil em 2016?
Eu poderia citar várias jogadoras, pois tive a oportunidade de jogar contra grandes atletas. Mas posso destacar a Kim, que foi minha companheira no Fener.

5) Teve propostas para voltar ao Brasil esse ano? Se puder dizer de quem…
Houve algumas sondagens, mas nenhuma proposta concreta chegou até mim. Acho que a mudança no ranking limitou as possibilidades das equipes.

6) Agora na Rússia, qual será a estratégia para se destacar em meio a gigantes de mais de dois metros de altura?
Não será novidade ter que brigar contra bloqueios altos. Mas, apesar de “baixinha”, eu salto bastante!! (Risos)

7) Como vê a Seleção Brasileira para o Mundial?
Vejo o Brasil como um grande candidato ao título, porém, não haverá jogo fácil. Teremos que estar muito focadas para que nenhum tropeço nos impeça de disputar a medalha de ouro nesta competição. O nível está muito elevado.

8) E como vê o momento dos principais rivais do Brasil para o Mundial?
Eu acho difícil analisar nossos adversários, pois até agora só tivemos referências pelo Montreaux. Mas pelo que vi, as equipes estão buscando se reformular sem perder suas principais características.



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