Entrevista com Fabiana



Acontece neste sábado, em Baku, no Azerbaijão, o Final Four da Liga dos Campeões da Europa, no feminino.

Na primeira semifinal, as francesas do Cannes vão enfrentar as italianas do Villa Cortese. No jogo de fundo, as turcas do Fenerbahce duelarão com as russas do Dínamo de Kazan.

E será no time da Turquia que os brasileiros estarão de olho. O Fener é comandado pelo bicampeão olímpico José Roberto Guimarães e tem no meio de rede Fabiana.

O blog conversou com a central, no início da semana, antes da viagem Istambul-Baku e inclusive fez algumas perguntas que vocês sugeriram por aqui ou pelo Twitter.

O principal da conversa foi ter ouvido de Fabiana que este período fora do Brasil a fez refletir muito e está sendo benéfico física e psicologicamente. Capitã da Seleção, a central não fez uma temporada tão consistente como em anos anteriores, principalmente na Copa do Mundo, que não classificou o Brasil para a Olimpíada antecipadamente.

Confira a entrevista

PREPARAÇÃO PARA O FINAL FOUR
– Fizemos uma semana de treinos muito pesada. Cada dia mais forte e vamos chegar bem lá em Baku. Para mim está sendo uma experiência nova. A Champions é muito gostosa de se jogar. O Fener busca esse título há anos e seria um salto importante para todos aqui ter essa conquista no currículo. Nas ruas, os torcedores costumam nos cobrar: “Tem de ganhar agora. É nossa chance”

O FENERBAHCE
– A estutura aqui é muito boa. Se tivesse de comparar com clubes do Brasil, diria que é do nível de Minas e Pinheiros.

CONTATO COM OUTROS ESPORTES
– De vez em quando tenho contato com o time de futebol do Fenerbahce também. Muitas vezes os horários de treino não coincidem, mas já fui ver jogo do Alex (ex-Coritiba, Palmeiras, Flamengo e Cruzeiro). Acho bacana trocar experiências.

ADAPTAÇÃO E CRESCIMENTO NA TURQUIA
– Não sofri para me adaptar. Meu objetivo ao deixar o Brasil era claro. Queria voltar a ter minha forma de antes, tanto física como psicologicamente. Tanto que eu sabia do limite de estrangeiros nas competições e não me preocupei. Meu foco era estar bem para a Olimpíada de Londres. Mesmo não jogando alguns jogos, pude cuidar mais de mim. Estou melhor de cabeça, pude cuidar muito da minha parte física. Ganhei muito. Posso dizer, sim, que aprovei 100% ter deixado o Brasil para jogar aqui.

JOGAR AO LADO DE SOKOLOVA, LOGAN TOM E KIM
– Convivência com as estrangeiras do Fener é muito boa. A gente troca ideias, elas me perguntam sobre bloqueio, eu peço dicas sobre outros fundamentos para a Sokolova, a Logan Tom… A coreana Kim é a minha melhor amiga. Nos comunicamos em inglês. No início foi difícil, precisávamos apelar para as mímicas. Mas agora meu inglês melhorou bastante. Tenho muito contato também com a Logan, que fala português.

SENTIMENTO ESPECIAL POR ENFRENTAR A GAMOVA NA SEMIFINAL
– Não tenho um sentimento especial de enfrentar a Gamova. Mas quando é jogo de seleções a coisa muda.

OLIMPÍADA
– Eu e o Zé não temos falado ainda de Olimpíada. O foco está todo na Champions.  Mas é fato que já estamos nos preparando para Londres.

A SUPERLIGA BRASILEIRA
– Temos acompanhado bastante a Superliga, mais a feminina do que a masculina. Converso com algumas jogadoras, vi que muitos jogos têm sido equilibrados e o nível está bem alto.

TEMPORADA EM ARAÇATUBA
– A experiência no Vôlei Futuro foi nova, aprendi algumas coisas. Saí de lá mais madura, fiz amizades. Mas admito a decepção por não ter conseguido ser a jogadora que sempre fui. Estava meio mal e não consegui render. Não quero entrar em detalhes, eram coisas minhas e por isso decidi sair, viver um tempo fora.



MaisRecentes

Vaivém: “Livre”, Thaisa seguirá atuando no Brasil



Continue Lendo

Jaqueline chega ao Japão para substituir Drussyla



Continue Lendo

Vaivém: Abouba espera aproveitar chance da vida no EMS/Taubaté



Continue Lendo