10 perguntas – Camila Brait: “A maternidade me transformou”



No dia 26 de novembro de 2017, Alice veio ao mundo 50cm e 3,4kg. Para a mamãe Camila Brait, uma nova vida começava. Ao lado do marido Caio Conca, ela iniciou uma lua de mel com a filha, como não esconde em postagens nas redes sociais.

Pouco mais de três meses após a “conquista do maior título da vida”, a líbero do Vôlei Nestlé intensifica a preparação para retornar ao vôlei. A intenção é estar disponível ao técnico Luizomar de Moura ainda nos playoffs da atual Superliga Cimed Feminina.

Nesta entrevista, Camila, 29 anos, fala sobre a nova vida como mãe, a preparação para o retorno e os planos para o futuro. Seleção, segundo ela, não está nos planos, ao menos por enquanto.

Camila Brait

Camila Brait com as camisas do Vôlei Nestlé (João Pires/Fotojump)

1) Como você vem controlando a ansiedade com a proximidade da reestreia pelo Vôlei Nestlé?
Estou muito feliz em estar voltando às quadras. Estamos indo aos poucos para não correr o risco de machucar e começar do zero novamente. Mas estou muito ansiosa pra voltar a jogar a Superliga.

2) Fisicamente, de 0 a 10, qual nota você se daria atualmente? E tecnicamente?
Fisicamente nota 7. Tecnicamente nota 5.

3) Em qual ou quais aspectos a maternidade mudou seu modo de encarar a vida?
A maternidade me transformou completamente. Hoje em dia penso primeiramente na Alice, depois em mim e no meu marido. Descobri o amor incondicional. Amo minha filha mais que tudo na minha vida.

4) Pretende que a Alice esteja presente no ginásio no dia da reestreia?
Sim. Quero que a Alice me veja jogar desde bebê.

5) Você é muito próxima da Dani Lins. Ela tem pedido muitas dicas sobre a maternidade ? (Lara, filha da levantadora e do central Sidão nasceu no último fim de semana)
Sim, nós somos comadres uma da outra e somos muito amigas. Então, nesses três meses que tive de experiência com a Alice, eu falava tudo para ela. Tentei ajudar um pouco.

6) Neste período sem jogar, você tem a experiência de apreciar e analisar os jogos de um outro ângulo. Tem sido uma experiência enriquecedora, angustiante, tensa? Por quais motivos?
Assistir ao jogo da arquibancada me deixa agoniada (rs). Quero entrar e jogar. Fiquei com muita saudade. Mas, ao mesmo tempo, foi muito bom, pois aprendi muito assistindo ao jogo do lado de fora da quadra.

7) Vê a atual temporada da Superliga feminina como a mais forte dos últimos anos?
Sim. A cada temporada a Superliga está mais disputada. Não existe favorito. Tem muitos times que podem conquistar o título.

8) Tem alguma opinião já formada sobre a presença da Tifanny numa competição feminina?
No momento, prefiro não comentar sobre esse assunto.

9) 2018 é ano de Campeonato Mundial. Seleção ainda é um projeto que você tem em mente?
Por enquanto estou focada na Alice e em voltar a jogar em Osasco. Seleção está fora dos meus planos.

10) Você é uma das jogadoras mais identificadas com um mesmo clube no vôlei nacional. Como vê essa relação com o Vôlei Nestlé?
Amo jogar em Osasco. Estou aqui há 10 anos e tenho uma relação muito boa com o Luizomar. Ele me lançou quando tinha 18 anos. Foi corajoso e me colocou para jogar de titular em um time grande aos 18 anos e, graças a Deus, estou no clube até hoje. Me identifico muito com toda a comissão, com as atletas e com a torcida.

Confira abaixo uma galeria de fotos de Camila Brait:



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