Enchente invade ginásio, impede Rio do Sul de voltar para casa e pode mudar até estreia na Superliga



Uma pena ver, mais uma vez, Santa Catarina sofrendo com as enchentes e em estado de emergência. E a força da natureza já causa transtornos para o Rio do Sul, representante do estado na Superliga.

Ginásio Artenir Werner - Rio do Sul (SC)
A final do Campeonato Catarinense feminino, que aconteceria na quarta-feira, foi adiada. O time não voltou para casa depois da disputa da Copa Brasília. Além disso, o ginásio do Rio do Sul foi invadido pelas águas do rio Itajaí-açu, que corta a cidade. Vejam a foto enviada pelo próprio clube. Ela foi feita por Juciara Gessner, da Rádio Unidavi.

– Ainda não temos previsão de retorno. Precisamos aguardar a água baixar para chegar em casa – disse o supervisor do time, José Roberto Moura, que decidiu manter as atletas treinando no Distrito Federal.

As jogadoras estão preocupadas. Grande parte delas reside no bairro Canoas, um dos mais atingidos. A meio-de-rede Paula Barros, por exemplo, teve sua casa atingida, mas familiares e amigos retiraram os pertences antes da inundação.

A diretoria do Rio do Sul cogita a possibilidade de mudar o mando de quadra da estreia na Superliga. Inicialmente, o duelo com o Banana Boat/Praia Clube, no dia 4/10, aconteceria em Santa Catarina. Uma consulta será feita à CBV

– Não há clima para um jogo quando você tem vizinhos do ginásio e toda uma comunidade em situação muito difícil. A cidade está sempre apoiando o vôlei e o nós queremos ajudar. As meninas estão preocupadas com o que aconteceu e torcendo para que a os moradores tenham forças para se reerguer após tantos prejuízos – explicou Moura.

É hora mesmo de usar o bom senso, torcer para que os estragos na região não sejam maiores e abusar da solidariedade para os atingidos.

PS: segue link de matéria do companheiro Bruno Andrade, sobre o mesmo problema enfrentado pelo Rio do Sul menos de dois anos atrás:

http://www.lancenet.com.br/minuto/Superacao-tragedia-Rio-Sul-Superliga_0_616738378.html



  • Afonso RJ

    Não posso falar do caso específico de Canoas, mas morei por pouco mais de 4 anos numa cidade no interior do sul do Brasil, às margens de um rio importante. Todo o ano o rio transbordava, alagava os mesmos lugares, as mesmas pessoas eram atingidas, todo o mundo sabia e ninguém fazia nada. Era a indústria dos “flagelados”, os mesmos que todo o ano recebiam auxílio da prefeitura e outras organizações.
    Ora bolas: todo o mundo sabe que rio transborda, e sempre no mesmo lugar. Teimam em construir lá e depois vem com essa história de coitadinhos. É parecido com o que acontece aqui no Rio com edificações precárias em encostas instáveis.
    Faço a ressalva que em ocasiões excepcionais pode haver uma enchente acima da média que atinja pontos dados como seguros. São casos de 1 ou 2 por século. Será que foi isso o que aconteceu em Canoas? Ou alguém pode dizer quantas vzes esse ginásio já foi invadido pelas cheias do rio?

    • Eduardo

      Que comentário infeliz!

      Não posso falar de Canoas ou do Rio de Janeiro (não conheço), mas sou natural do Vale do Itajaí, onde cidades como Blumenau e Rio do Sul foram atingidas. O povo destas cidades é muito trabalhador, prova disso é que são cidades entre as com as melhores qualidade de vida do Brasil (Blumenau é líder em longevidade e Rio do Sul está entre as 5 primeiras), mesmo tendo, ao invés de uma excelente rodovia margeando, um açougue chamado BR 470, que além de tirar vidas, tira muito investimento dali.

      Acontece é que fica bem difícil de mudar a cidade do lugar… E falta investimento no tocante à proteção contra enchentes que, pelo que vi, está a caminho (parece-me que vão levantar 2 das barragens que protegem a região).

      Infelizmente, o Vale do Itajaí, assim como SC, contribui muuuuuuuuuuito em termos de impostos para o Brasil e tem como retorno quase nada.

      Além disso, o ponto é que choveu 2 ou 3 vezes a média de setembro durante 48h.

      Enfim… Informe-se um pouco antes de fazer comentários tão infelizes!

      • Afonso RJ

        Primeiro: Deixei bem claro que não posso falar do caso específico de Canoas.
        Segundo: Estou apenas dando um testemunho de uma coisa que presenciei pessoalmente, e não ouvi de trceiros: aproveitadores se estabelecem propositalmente em áreas de risco para poderem pleitear benesses do poder público no caso de de tragédia que todos sabem que fatalmente irá ocorrer.
        Terceiro: é necessário sim, o poder público proteger a população contra catástrofes que são facilmente previsíveis, mesmo que algumas vezes custe preço político para as autoridades. Construir barragens, conter encostas e remover população ou impedir edificações em áreas de risco é não fazer mais do que a obrigação.
        Quarto: deixei a ressalva para casos excepcionais de catástrofes realmente imprevisíveis ou com grau remoto de probabilidades.
        Quinto: Pelo que eu soube, não é nem a primeira nem a segunda vez que esse ginásio em Canoas sofre com inundações.
        Sexto: Contribuir Muuuito com impostos e receber como retorno quase nada não acontece só com o Vale do Itajaí. Praticamente todo o povo brasileiro pode se queixar da mesma injustiça, salvo é claro os “privilegiados” que todos sabemos quem são.
        Sétimo: Ser trabalhador não é prerrogativa das cidades do sul. A grande maioria do povo brasileiro é trabalhador, e muito.
        Oitavo: Não tenho nada contra Canoas, Vale do Itajaí ou qualquer outra cidade ou região. Apenas contra inúmeras mazelas que ocorrem por esse país afora.
        Nono: Em relação ao nosso país, me considero bem informado. Conheço de perto quase todo o território nacional, já tendo inclusive morado tanto no sul quanto no norte.
        Finalmente décimo: mantenho o que disse: apesar de reconhecer que grande parte das pessoas atingidas são realmente vítimas inocentes, ou que algumas catástrofes são realmente imprevisíveis, infelizmente nesse país é bem mais comum do que se pensa a “indústria dos flagelados”. Tanto por parte de “espertinhos” que visam se beneficiar de benesses públicas quanto por parte de “autoridades” que deixam de prevenir para depois, com muita propaganda, colherem votos por prestar “ajuda humanitária” às vítimas.

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