Empurrão, expulsão, provocação e muita emoção: teve de tudo no clássico mineiro



Que jogo foi aquele, ontem, na Arena Vivo?

Alternâncias no placar, grandes jogadas, vários destaques individuais, provocação, torcida jogando junto o tempo todo, provocações e até princípio de confusão! Assim foi a vitória do Vivo/Minas sobre o Sada/Cruzeiro, no tie-break (16-21, 21-18, 11-21, 21-17 e 15-13).

Logicamente, o assunto mais comentado foi a briga no fim do segundo set. O cubano Leal, após fazer um ponto de ataque, encarou os rivais do Minas. Uma troca de palavras impublicáveis fez com que o jogador do Sada se aproximasse da rede. E ele passou do ponto ao dar um empurrão no central Henrique. Sim, ele foi leve. Mas não deixou de ser um empurrão. Estava armado o circo. O cubano foi excluído do jogo, os técnicos Marcelo Mendez e Ricardo Piccinin se desentenderam à beira da quadra e receberam cartão vermelho. O jogo ficou um bom tempo parado, já que Leal precisou ser retirado para os vestiários. No caminho, fez gestos obscenos para os torcedores do Minas, após ser xingado. Nas cadeiras do ginásio, a esposa do jogador, com o filho no colo, também se desentendeu com a torcida e precisou ser retirada do local. O clima ferveu mesmo e refletiu em quadra.

Apenas como registro (sem qualidade), fiz no meu celular uma foto da TV no momento da confusão.  leal

Minutos depois, o Minas venceu o set e empatou o jogo. O duelo em quadra seguiu quente. Luis Diaz substituiu o cubano e teve bons momentos. Mas os números provam que Leal fez falta. Em dois sets incompletos, ele marcou oito pontos. Nos três seguintes, o venezuelano fez nove.

Falando em estrangeiros, o tcheco Filip foi o maior pontuador do Minas, com 17. Entre os brasileiros, o oposto cruzeirense Wallace teve alguns grandes momentos no clássicos, cravando bolas que pareciam ser de aquecimento. Terminou o jogo com 19, mas também enfrentou momentos de instabilidade, ficando seguidamente no bloqueio no quarto set. No tie-break, não desequilibrou, marcando apenas dois pontos.

Nos fundamentos, o bloqueio do Minas foi um dos diferenciais. Foram 12 pontos, o dobro do que o Cruzeiro. Na classificação geral, o resultado manteve o Sada/Cruzeiro na liderança, com 52 pontos. Mas o Sesi, com 49, e um jogo a menos, pode voltar a empatar. Já o Minas, que nas duas últimas rodadas, após a saída do técnico Horacio Dileo venceu os dois líderes, subiu para 34 e roubou o terceiro lugar do Brasil Kirin, que tem um ponto e duas partidas a menos.

E logo mais os dois rivais poderão se encontrar novamente, pelo Sul-Americano. Vai sair faísca!

 



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