Emanuel no Hall da Fama



Mais um brasileiro vai entrar no Hall da Fama do vôlei.

Emanuel, que se despediu das quadras em 11 de março, durante o Grand Slam do Rio de Janeiro, foi indicado por unanimidade para ser ‘imortalizado’ em 22 de outubro como membro da classe de 2016. Criado há 31 anos em Holyoke (Massachusetts-EUA), o Hall da Fama já homenageou 125 nomes, entre jogadores, técnicos, líderes esportivos e administradores, de 21 países. Emanuel será o 13º brasileiro a integrar esse seleto grupo (Adriana Behar, Ana Moser, Bebeto de Freitas, Bernard Rajzman, Carlos Arthur Nuzman, Fofão, Jackie Silva, Maurício Lima, Nalbert, Renan Dal Zotto, Sandra Pires e Shelda).

Emanuel no dia da da despedida, no Rio (Divulgação)

Emanuel no dia da da despedida, no Rio (Divulgação)

– Esta indicação é motivo de muito orgulho, de uma alegria enorme, é o reconhecimento de toda uma vida dedicada ao esporte e pelo esporte, de uma modalidade que vi crescer e que me trouxe até aqui. Sempre quis deixar um legado, construir uma carreira exemplar, servir de exemplo e inspiração para os mais jovens, para as novas gerações. Quero agradecer a todos que estiveram ao meu lado, família, amigos, fãs, em especial à minha esposa, Leila, a quem dedico essa nomeação, uma pessoa que sempre me apoiou na minha evolução enquanto atleta, que sempre sonhou com esse momento especial – disse Emanuel.

Foram mais de 25 anos de carreira nas areias, 155 títulos (recordista mundial de conquistas no vôlei de praia), três medalhas olímpicas (ouro em Atenas-2004, prata em Londres-2012 e bronze em Pequim-2008), tricampeão da Copa do Mundo, decacampeão do Circuito Mundial, octocampeão do Circuito Brasileiro… Impossível dizer que não é justo.

Felizmente tive a oportunidade de conviver com Emanuel em parte da carreira dele, na condição de entrevistador e entrevistado. E ele sempre foi um dos exemplos de atenção, educação e disponibilidade. Falava com a Rede Globo, com o LANCE! ou com qualquer veículo pequeno sem qualquer tipo de privilégio. Atualmente, tenho conhecido melhor outra faceta dele: como integrante da Comissão de Apoio ao Conselho Gestor da CBV. Esclarecido, estudioso e em preparação para ser, caso queira, um dirigente competente neste momento de pós-carreira.

Além de Emanuel, outros quatro grandes nomes do vôlei internacional receberão a homenagem: o sérvio Nikola Grbic, o técnico coreano Man-Bok Park, e as americanas Misty May-Treanor (vôlei de praia) e Danielle Scott-Arruda (vôlei de quadra).



  • César Castro

    Por que Giba ainda não tá lá?

  • Lauriclecio Figueiredo Lopes

    Acho super merecido.

    Também deveria-se inclui Ricardo (seu parceiro de tantas conquistas).

    Honestamente, apesar de todo reconhecimento que o Hall da Fama proporciona e simboliza, eu ainda acho algumas escolhas (comparado com algumas ausências) meio que tendencioso (para os americanos). Sem desmerecer a inclusão do nome, porque acho justo, Regla Bell e Marlene Costa da geração cubana dos anos 90, por exemplo, são mais merecedora que a Danielle Scott.

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