Em uma partida para cardíacos, Rexona vence e fatura 11ª Superliga



11 vezes Rexona-Ades. O maior vencedor da história da Superliga acrescentou, neste domingo, mais um caneco para a coleção. Em Brasília, em uma partida repleta de reviravoltas, o time carioca derrotou o Dentil/Praia Clube por 3 sets a 1 (25-18, 26-28, 28-26 e 28-26), mantendo a hegemonia no cenário nacional.

No primeiro set ficou bem nítida uma das principais diferenças da final. O Rexona-Ades, na 12ª final consecutiva, atuava como se fosse apenas mais um jogo, sem qualquer tipo de pressão. Leve, sem transparecer tensão, bem à vontade em quadra… O Praia, por sua vez, não escondia estar em uma decisão inédita. Nervoso, preso, com medo de errar… E entrar assim em quadra é fatal.

Carol no bloqueio, o principal fundamento do Rexona (Marcio Rodrigues)

Carol no bloqueio, o principal fundamento do Rexona (Marcio Rodrigues)

O saque mineiro não incomodava. Já o carioca impedia que Claudinha fizesse uma distribuição mais ousada e permitia que o bloqueio de Carol, Juciely & Cia. deitasse e rolasse. O 25 a 18 explica bem as diferenças de postura e atuação descritas acima.

O placar no Ginásio Nilson Nelson já mostrava 5 a 0 para o Rexona com dois minutos da segunda parcial. O panorama não havia mudado, com erros de um lado e eficiência total de outro. Até que o primeiro ponto do Praia saiu em um lance despretensioso. A cubana Ramirez passou, de manchete, uma bola para o outro lado após um rally. E a bola caiu tranquilamente, observada por três atletas. E a partir daí a final foi ficando com cara de final, ao menos com um placar equilibrado, com o Praia chegando ao empate em 13 a 13. Agora teremos uma decisão, pensei. E as mineiras voltaram a vacilar, dando pontos de graça para o Rexona e ficando novamente três pontos atrás. Acabou o set, pensei com meus botões de novo. E vem o Praia empatar em 19 a 19, após dois bloqueios seguidos. Agora tenho certeza de que vai ser equilibrado até o fim do set. E mais três pontos seguidos para o mesmo time: 22 a 19 para o Rexona. E aí era aproveitar a vantagem para fechar, certo? Errado. O Rexona teve 24 a 22, perdeu dois sets points e aí sim a parcial ficou imprevisível. Com Malu e Jú Carrijo em quadra nos lugares de Claudinha e Ramirez, o time mineiro pontuou duas vezes no bloqueio para sacramentar uma vitória que várias vezes parecia impossível: 28 a 26.

Natália no ataque (Marcio Rodrigues)

Natália, que foi bem marcada a partir do segundo set, no ataque (Marcio Rodrigues)

E o jogo mudou. A ponto de mudar o início deste texto por completo. O time campeão, acostumado com finais, sentiu. E o estreante deslanchando. O primeiro tempo técnico apontava 8 a 4 para o Praia. No segundo, 16 a 12. Para manter a vantagem o time de Ricardo Picinin passou a contar com uma participação mais efetiva da americana Alix, maior pontuadora da Superliga, no ataque. Quando o placar chegou a 23 a 18 parecia que o set era favas contadas. Parecia mas não era. O Rexona conseguiu uma incrível sequência de pontos e o virou para 24 a 23. Daí para frente foi preciso segurar o fôlego para acompanhar o restante da parcial. E deu Rexona por 28 a 26, numa reviravolta para ficar registrada na história.

O Praia sentiu muito a virada sofrida. Entrou abatido em quadra no quarto set e logo já perdia por 6 a 1. Rexona campeão? Nada. Em jogos femininos está cada vez mais comum a instabilidade. E rapidamente a diferença caiu para 6 a 4. Só voltou a cair no 14 a 13,  ficou igual no 16 a 16 e mudou de comando com um bloqueio de Walewska (que atuação no fundamento!) em Natália, fazendo 17 a 16. Mas a liderança mineira no set durou pouco. Monique virou bolas decisivas, Fabi fez defesas que geraram contra-ataques e o Rexona abriu 22 a 19. Acabou agora, né? Não! O Praia virou, com Natasha aparecendo no ataque e no block, para 23 a 22 e o set voltou a tirar o fôlego de quem acompanhava. E foi uma troca de pontos (alguns repletos de rallies) até que Carol pontuou para fechar de novo em 28 a 26.

E o título da temporada 2015/2016 ficou novamente no Rio de Janeiro, em uma partida repleta de alternâncias!



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