Em Omaha, deu a lógica. Mas Brasil ficou devendo



O Grand Prix é dos Estados Unidos. Neste sábado, em Omaha, o time de Karch Kiraly derrotou o Brasil por 3 a 0, parciais de 25-16, 25-22 e 25-21, conquistando com uma rodada de antecipação (e méritos) o título da competição.

Resultado óbvio, levando em consideração os dois elencos. Ainda assim não gostei do que vi da Seleção Brasileira neste hexagonal.

Algumas jogadoras foram muito abaixo do que podem apresentar. E exemplifico este comentário na ponta Natalia. Todo mundo sabe que o passe não é seu forte, mas os erros foram excessivos e decisivos em alguns sets perdidos. Para compensar ela poderia ter sido a referência brasileira no ataque, já que é mais forte e explosiva do que Monique e Gabi. Mas nem isso ela mostrou. E, algo ainda mais preocupante no meu modo de ver, foi uma atitude pouco positiva, quase emburrada da jogadora.

A canhota Lowe no ataque (FIVB Divulgação)

A canhota Karsta Lowe no ataque (FIVB Divulgação)

Por ser um ano pré-olímpico, preocupa esse conjunto da obra. Natalia precisa reagir para mostrar novamente que pode ser importante neste grupo. Em Londres-2012, ela ganhou um baita voto de confiança da comissão técnica, sendo convocada ainda em processo de recuperação de uma complicada contusão. Agora, livre do problema, precisa voltar a sorrir. E voltar a jogar em um nível bem maior do que mostrou em Omaha.

E olha que ontem o fortíssimo time americano até abriu algumas “portinhas” para o Brasil neste sábado. Robinson e Hill não estavam tão bem assim no passe, fazendo com que o saque da Seleção fizesse estrago em algumas passagens. Mas o time comandado por Paulo Coco não conseguia manter uma atuação consistente por muito tempo. Logo os erros de passe, virada de bola e uma apatia contagiante tomavam conta do lado verde-amarelo da quadra, facilitando demais a tarefa das donas da casa. O aproveitamento de 50% dos contra-ataques desperdiçados teria dado ao Brasil uma chance de equilibrar bem mais o confronto. Vale ressaltar ainda a atuação ruim do bloqueio, que marcou cinco pontos, três deles com Gabi. Carol marcou um, já no fim do terceiro set, e Juciely, a melhor bloqueadora da competição até então, passou em branco.

Neste domingo, o Brasil encerra sua participação no Grand Prix diante da Itália, brigando por um lugar no pódio. Está com seis pontos, em terceiro lugar, com duas vitórias e mesma pontuação da Rússia. A China, com sete e também dois triunfos, está em segundo. A tarefa chinesa é mais complicada por enfrentar as americanas. Já as russas duelarão com o Japão, zeradinho até aqui. No papel, as chances de vice-campeonato são grandes.

 



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