Em nova guerra de notas oficiais, mais lenha na fogueira da semifinal



Vôlei Futuro e Sada/Cruzeiro não param de se alfinetar antes da decisão do segundo finalista da Superliga Masculina.

Nesta quinta-feira, o time de Araçatuba foi o primeiro a se manifestar, reclamando da decisão do STJD que condenou os mineiros ao pagamento de multa de R$ 50 mil pela reação homofóbica contra o meio de rede Michael, no primeiro duelo da semi, em Contagem (MG).

Veja o trecho final da nota do Vôlei Futuro:

Da multa variável de R$ 100,00 a R$ 1000.000,00 o STJD decide pela aplicação de R$ 50.000,00 ao clube Sada Cruzeiro cabendo recurso para redução ou até mesmo absolvição. Quem foi punido? Os ofensores?  Os torcedores? Os que praticaram os atos discriminatórios? A equipe que se beneficiou da desestabilização do jogador do Vôlei Futuro? Enfim, alguém que fosse sofrer em função do envolvimento do mesmo com aquela equipe? Não, o único sofrimento e punição proporcionada por essa decisão é no setor financeiro, na frieza dos números de um caixa. Com essa decisão quem sofre mesmo é o Vôlei Futuro e seus atletas que terão que voltar naquele mesmo lugar, com aquelas mesmas pessoas, com a organização exercida pelo mesmo clube, tudo dentro do mesmo quadro de constrangimento e pressão com uma única diferença agora: a legitimidade de todo esse cenário. Agora senhores preparem suas pencas de banana, ensaiem seus gritos de “macaco”, “preto”, “manco” e “bicha” e tantos outros, afinal agora é uma questão de custo x benefício, se isso serve para desestabilizar o outro time e ganhar o jogo através dessas estratégias, R$ 50.000,00 é uma pechincha para chegar a uma final. É isso mesmo, agora tem preço, paguem e discriminem, paguem e atinjam os seus objetivos, é apenas uma questão de dinheiro. O STJD teve a oportunidade de impedir a realização da partida do dia 15 de abril em Contagem (MG) e não o fez. A responsabilidade de tudo que acontecer, antes, durante e depois da partida será de responsabilidade deles, já que foram eles que legitimaram a partida neste local.

Horas depois, o Sada/Cruzeiro respondeu ao rival.

O clube lamenta o tom e o conteúdo da nota divulgada pelo Vôlei Futuro, que não contribui em nada para o terceiro jogo das semifinais. A tese defendida nos últimos dias pela diretoria do time paulista é oportunista, com a nítida intenção de tentar ganhar a disputa no ‘tapetão’, circunstância que ofenderia o esporte. Em cinco anos disputando a Superliga, é a primeira vez que o Sada Cruzeiro é julgado pelo STJD, e mesmo assim por atos da torcida, levada ao entusiasmo em um jogo de alto nível técnico. As reclamações da direção do Vôlei Futuro sobre a decisão do STJD, disparando contra a instituição e alguns órgãos de imprensa que tentam ampliar as discussões sobre o ocorrido, mostram que o real interesse dos dirigentes paulistas era evitar que o terceiro jogo fosse realizado em Contagem ou fazer com que o Sada Cruzeiro perdesse os pontos. A discussão precisa ser analisada com foco mais amplo. Queremos uma torcida amordaçada? Que o seja, mas em todas as quadras e estádios do país, não apenas com o Sada Cruzeiro. Perderá o esporte, perderão todos (…) O clima de animosidade partiu dos dirigentes do Vôlei Futuro, que distorceram e amplificaram os atos de parte da torcida, que pretendia desestabilizar o adversário, atitude que em maior ou menor grau acontece em vários ginásios de todo o país.

Para mim, essa história cansou e passou dos limites.



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