Em final para cardíacos, Unilever, sempre ela, na final



A primeira finalista da Superliga feminina é a Unilever, que pela décima vez SEGUIDA disputará o título nacional. E assim o time de Bernardinho vai entrar com bastante moral diante de Sesi ou Molico/Osasco, após deixar o Vôlei Amil para trás em dois jogos.

Eu admito que quase saí da frente na televisão no meio do quarto set para fazer compras na minha folga. A Unilever já vencia de virada por 2 a 1 e comandava o quarto set, vendo o Vôlei Amil errar no saque, no ataque e no passe. Por sorte, fiquei e vi um fim de semifinal eletrizante. As campineiras conseguiram forçar o tie-break e este teve emoção de sobra. O 16-14 das cariocas teve requintes de crueldade. Chamo a atenção para um momento no início e outro no fim do set.

No primeiro, com as visitantes na frente (4 a 3), Claudinha levantou muito mal uma bola de contra-ataque na entrada de rede, após um longo rally. O ponto foi perdido e a Unilever abriu frente. A levantadora, que chegou a ser chamada de burra por Zé Roberto Guimarães em um dos tempos, em um flagrante da transmissão da Globo, falhou em vários momentos, este foi apenas um deles. Sentiu a pressão. Mas o técnico pegou muito pesado naquele momento, admito.

Após o primeiro tempo técnico, a Unilever abriu. Chegou a ter 14 a 10, mas sofreu nova reação das visitantes, perdendo match points por erros de passe ou parando no bloqueio adversário. O placar se transformou em um 14 a 14 que parecia impossível. O ponto seguinte foi daqueles rallies que você prende a respiração e é o segundo que destaco como chave. O Vôlei Amil só não virou para 15 a 14 pois Fabi fez uma defesa fantástica. Ela poderia até ganhar uma placa no Maracanãzinho! Na sequência, o passe do time de Zé Roberto falhou pela centésima vez no jogo e o ginásio explodiu em festa.

Da metade do quarto set em diante, a semifinal foi como se esperava. Alto nível, rallies, belos pontos… Bem diferente do restante do jogo, feio, cheio de erros em todos os fundamentos. Não parecia ser uma partida decisiva.

Destaquei Fabi por um ponto. E destaco Carol pelo jogo. A central da Unilever liderou o time com 16 pontos. E vejam a divisão: cinco no ataque, cinco no saque e seis no bloqueio. Ela foi o ponto de desequilíbrio da partida, principalmente nos dois últimos fundamentos citados nesta pontuação. Roubou a cena, para desespero de Natália, Tandara, Walewska & Cia., que sofreram muito nas mãos de Carol. Talvez ela seja a jogadora que melhor aproveitou esta Superliga para se firmar como destaque em um dos grandes clubes. Mikhaylov (ops!), ou melhor Mihajlovic, fez 13 pontos, mas não esteve no mesmo nível da atuação na Arena Amil. Ainda assim foi mais decisiva, outra vez, do que Pavan e Gabi.

Já o eliminado time de Campinas viu Tandara e Natália (19 e 18 pontos, respectivamente) oscilarem demais. E essa falta de constância no ataque pesou. O passe também foi péssimo. Mesmo com duas líberos à disposição (Michelle e Stephany), Zé Roberto colocou a central Walewska passando em vários momentos. E ela também errou, como no ponto decisivo. A defesa também ficou devendo, tomando pontos e mais pontos em largadas. Em resumo: quem errou menos, venceu.

 

 

 



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