Em dia de justa homenagem por ouro em Pequim, Brasil perde a quarta seguida



Relembrar os dez anos do ouro olímpico de Pequim. Excelente!

Ver o Maracanãzinho reaberto após dois anos. Ufa!

Acompanhar a quarta derrota brasileira diante do time B dos Estados Unidos. Preocupante!

O sábado foi de diferentes emoções para o fã do vôlei brasileiro no Rio de Janeiro. E vou começar pelo fim. O Brasil foi superado mais uma vez pelas americanas, desta vez por 3 sets a 1, parciais de 25-23, 18-25, 26-24 e 25-13.

O fim da série amistosa teve os erros de sempre no passe, o principalmente problema do atual time de José Roberto Guimarães. O emocional também pesou, após a derrota parelha na terceira parcial. Depois daí o Brasil desandou de vez. Para piorar, Bia sentiu o ombro direito e precisou sair mais cedo da partida.

Tandara tenta superar o bloqueio americano (Divulgação CBV)

A avaliação final é abaixo da média após o tour por Brasília, Uberaba e Rio. Falta muito para o jogo fluir em todos os fundamentos. Faltam também Fernanda Garay, Suelen, Natália e Drussyla. Falta confiança. Falta assim bastante para o Brasil jogar como Brasil. Por sorte, ainda faltam 40 dias para a estreia no Mundial. Existe tempo para evoluir.

O lado positivo do sábado foi a homenagem pelos dez anos da conquista do ouro olímpico. Estiveram presentes Fofão, Sheilla, Paula Pequeno, Jaqueline, Fabiana, Fabi, Sassá, Carol Albuquerque, além de Thaisa. Faltaram Mari, Walewska e Valeskinha do grupo vencedor em 2008.

Sou defensor ferrenho de eventos assim para relembrar feitos esportivos. O Brasil está longe de ser uma potência olímpica, a memória do torcedor é curta e muitas vezes ídolos são esquecidos rapidamente. Por isso é louvável ver homenagens como a de hoje. Bola dentro da CBV.

Por fim, dois anos após a Rio-2016, o Maracanãzinho voltou a receber um evento esportivo. Ouvi tanto o discurso do legado olímpico, desde a escolha da Cidade Maravilhosa como sede dos Jogos, que cheguei a acreditar. Ter um ginásio deste porte fechado por dois anos mostra como fomos enganados pelos cartolas e políticos. Enfim, que um dos templos do vôlei mundial possa ser palco, com maior constância, de jogos. Um espaço que poderia estar aberto também para trabalhos de base, inclusão social. Ou não faz qualquer sentido mantê-lo aberto.

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