E vamos lá para mais um Unilever x Sollys/Nestlé



Terminei de escrever agora minha coluna Saque, que será publicada neste domingo, 17 de março, no LANCE!. Acho que nem preciso citar o tema, né?

Admito que demorei para conseguir encerrá-la. Pensei, pensei, pensei, escrevi, apaguei, recomecei… Felizmente, meu arquivo me ajudou a encontrar um rumo para mais um Unilever x Sollys/Nestlé, que já foi Rexona x BCN, Rexona-Ades x Finasa… Mudaram os nomes, algumas peças, mas a essência é a mesma. Ontem, já imaginando essa possibilidade, resolvi esperar o fim das duas semifinais para atualizar o blog, inclusive. Quem esteve aqui antes e nada encontrou, me desculpe.

Sei que neste blog existem fãs dos dois times, talvez sejam até a maioria aqui. Alguns mais fervorosos, outros mais críticos, alguns mais ácidos. E, sinceramente, gostaria de ler/ouvir as diferentes correntes hoje.

Vocês já estão cansados desta reprise constante na decisão? Logicamente, ambos possuem muitos méritos. Ninguém chega à final por acaso. Assim como nenhum projeto de sucesso dura tanto sem competência. Acerto na hora de contratar, renovar, lanças atletas…  Verdade. Mas a imagem que a Superliga feminina tem hoje é a do “Eu já sabia”. E quanto isso é ruim para a competitividade, para o encorajamento de novos patrocinadores investirem no vôlei?

Perguntas que soam como desafios, principalmente para a CBV, dona do produto. Uma reformulação no ranqueamento é assunto antigo também. Somente isso resolveria? Difícil cravar, mas arrisco a dizer que ajudaria bastante.

Zé Roberto Guimarães, técnico do Vôlei Amil, tocou nesse ponto assim que seu time foi eliminado pelo Sollys. Talvez ali não fosse o momento ideal, já que o discurso parece ser apenas uma desculpa pela derrota. Mas o assunto deve, sim, ser discutido. Pelo bem do esporte no país, eu diria. 

O fórum está aberto para a discussão. E ideias são muito bem-vindas!

 

 

 



  • FORA GLOBO

    Zé Roberto foi ridículo ontem quando disse isso. Tem que acabar com esse negócio de ranking da CBV. Se não fosse o Sollys/Osasco contratando essas jogadoras, hoje elas estariam na Europa. Os treinadores e jogadoras tem que brigar com a Rede Globo para que transmita os jogos da Superliga na TV aberta, que a duração da SUPERLIGA seja maior, que tenhamos jogos só nos fins de semana, aí sim mais patrocinadores vão querer investir na SUPERLIGA. O correto seria que os clubes se unissem e formassem uma liga independente e vendessem o produto para qualquer emissora, sem interferência dessa Globo. Esse monopólio da Globo acaba com o Brasil em todos os sentidos.

    • bsb

      Sou da mesma opinião, tb acho que a melhor coisa seria uma liga independente. CBV é uma vergonha para a SL.

  • Welmer

    Daniel, às vezes eu penso: “Como é chato! É sempre a mesma coisa, dá até preguiça de assistir!”. Mas também penso: “Superliga sem Osasco e Rio na final não é Superliga!” (de tão intenso que é um jogo entre as duas equipes, fico imaginando que seria sem graça se a final fosse algo diferente disso).

    Para quem não acompanha o vôlei deve ser chato ver a mesma final todo ano. Mas isso só acontece porque as duas equipes são muito competentes.

    Com relação às declarações do Zé, não sei se somente mudanças no ranqueamento seriam suficiente para equilibrar a Superliga. O Zé falou que o Ranking favorece a Adenizia, mas como li em outro blog se a Adenizia ou qualquer outra titular tivesse que sair, o Sollys, assim como a Unilever, teria totais condições de contratar qualquer jogadora do mundo do mesmo nível que o delas para substituí-las, o que não tiraria o status de “seleção” do time, mas se encaixariam perfeitamente no ranking. Então, os times com maiores investimentos sempre estarão um passo a frente dos demais.

    Já li aqui no blog pessoas sugerindo que a cbv substituísse o Ranking pelo ‘teto salarial’, mas acho que essa medida não seria a ideal, pois penso que diminuiria o nível da competição (dependendo do teto estipulado). Espero que CBV encontre uma forma justa de equilibrar as forças da próxima Superliga.

    • bsb

      Um jeito de equilibrar as forças poderia ser de ao invés da CBV ficar com todo o dinheiro dos patrocinios (inclusive da TV) distribuir entre os clubes, que ai se tornariam mais fortes e consistentes para uma sequencia maior na competição.

    • Bom se vc aha chato final sem osasco e unilever,acho que deveria mandar uma sugestão para CBV dizendo pra mudar o nome de superliga para Unisacoliga,pq é totalmente sem sentido seu comentário,diria ate infantil de quem de fato desconhece o volei.O volei precisa se renovar,daqui ums dias as sheillas ,as jaquelines as fabi estão se aposentando…e DAI A NECESSIDADE DE SE DESCOBRIR TALENTOS e colocá-los pra jogar em partidas grandes,importantes,pq se não estaremos fadados no futuro bem próximo a uma escassez de grandes jogadoras,é sadio pro volei a diversificação..a descentralização.. e o patrocinio de outros grandes clubes!

  • Paulo

    Também considero que o discurso do Zé ficou mais pra choro de perdedor. Na verdade o ego dele é tão elevado que não consegue administrar a derrota. Sou torcedor do Sollys/Osasco, mas é difícil não ficar com o gosto de gostaria de ver outro filme. O final pelo menos é imprevisível.

  • tuliobr

    Criticar a reincidência das finais Sollys x Unilever soa estranho. Qual seria o pecado deles? Excesso de competência? Definitivamente não é por aí. Quanto ao ranqueamento, se o objetivo é promover equilíbrio, incentivar os clubes formadores e o repatriamento, ao que parece só o terceiro item não está sendo totalmente frustrado; equilíbrio, obviamente, não há. Os formadores tradicionais, como o Minas, Pinheiros, Mackenzie, passam dificuldades. E o incentivo ao repatriamento não evitou que algumas jogadoras tivessem que encarar o voleibol azeri, esloveno ou que tais, ou ainda pior, ficassem sem clube, como a Carol G, só para citar um exemplo. Mas a queixa do JRG me parece extemporânea. O Sollys tem mais é que ser elogiado pelo seu trabalho, e servir de parâmetro para elevar o nível geral, e não querer que o projeto de Osasco se rebaixe para nivelar-se a quem não sabe, não consegue ou não pode. Culpar a Globo também é um explicação canhota; ou alguém já viu qualquer mídia chamar o Flamengo de Peugeot ou referir-se ao “Caixa/Corinthians”? Também deve-se considerar que o vôlei não é um esporte de massa, é um esporte de nicho: o maior deles certamente, e que tem grande potencial de crescimento se investir corretamente no jovens das classes D, C e B, mas não devemos ter a ilusão de ver a decisão da SL no horário nobre. Não que a Globo tenha algo contra o vôlei, mas porque a audiência não justifica, ao menos não nos dias atuais. Creio que a questão do patrocínio está mais ligada à escassa confiança dos investidores na gestão dos clubes e ‘projetos’ que vez por outra surgem aqui e ali. Quem não conhece alguma história de gestão temerária ou até mesmo suspeita? Os projetos do Rio e de Osasco foram tão longe principalmente por sua credibilidade, patrimônio que outros não puderam ou não souberam construir. Deve-se levar em conta também a legislação tributária, que provoca a entrada de empresas dispostas a desentortar contabilidade e, tão logo as coisas fiquem regularizadas nos livros-caixa, perdem o interesse. Dito isso, minha humilde opinião é que os interessados devem parar de procurar culpados e começar a desistir do que comprovadamente não funciona, tal como o ranqueamento, e tentar coisas novas. Se não teremos finais inéditas, ao menos poderemos ver erros novos. Da CBV, creio que devemos elogiar a universidade corporativa: é uma iniciativa importante que poderá dar frutos se for bem desenvolvida. Poderia ser trabalhado um melhor relacionamento com as faculdades de jornalismo e com os meios de comunicação, para ampliar a presença de profissionais que possam falar com conhecimento do esporte. Incentivar ($) que ex-atletas que possuam vocação cursem jornalismo, por exemplo, fazendo convênios com boas instituições. É desconcertante ver que os principais jornais da país tenham articulistas falando de automobilismo, MMA e até de turfe (nada contra, claro), mas não de vôlei, normalmente relegado à notinhas muitas vezes claramente redigidas por profissionais esforçados, mas que não dominam o assunto. Quanto a mais um clássico Sollys x Unilever decidindo a SL, acho que no dia em que um deles não estiver na final, estaremos aqui reclamando, relembrando as grandes finais do passado e suas inesquecíveis e decisivas ou improváveis heroínas: Hooker, Natália, Monique…

  • Afonso RJ

    Há quem ache (e com certa razão) que o “timing” do Zé ao tocar no assunto do ranking não tenha sido dos melhores. Mas pode-se contra-argumentar que ele não poderia perder a oportunidade ao expressar-se na TV aberta.

    Na verdade, essa discussão sobre o ranking é antiga, e sempre as opiniões sobre a manutenção do “status quo” vem em sua maioria dos torcedores dos clubes beneficiados. Alguns usam o argumento ridículo de que se o Sollys não contratasse estas jogadoras elas estariam na Europa. Até parece que uma Unilever, Amil ou SESI, ou mesmo o extinto Vôlei Futuro não teriam cacife para contratá-las. Não as contratam única e exclusivamente por causa da pontuação.

    Mas vamos ao que interessa:
    Se a gente for no site de CBV, bvai ler (com todas as letras), que a finalidade do ranqueamento é “evitar a formação de superequipes e primover o equilíbrio entre os competidores). Pergunto: esse objetivo está sendo alcançado? A resposta inequívoca é: NÃO. O que está acontecendo é o seguinte:
    Graças a brechas na regra ou sua torção até o limite, o Sollys conseguiu formar um supertime praticamente imbatível e que conta com a grande maioria das jogadoras da seleção brasileira. Por outro lado, as mesmas regras impedem que os demais participantes formem equipes que possam competir em pé de igualdade.
    As consequências são:

    1 – Afasta potenciais investidores. Como bem frisou o Zé na entrevista, ao saber que sua equipe não terá a mínima condição de disputar o título, qualquer investidor pensa duas vezes.

    2 – Afasta torcedores. Tenho a mais absoluta convicção que muita gente passa a se desinteressar pelo seu time, e muitos nem chegam a se interessar, ao perceber que as chances de vitória são inexistentes. Além disso, a grande quantidade de jogos chatíssimos por causa do enorme desnível entre as equipes também acaba contribuindo para afastar novos e velhos torcedores.

    3 – O afastamento de torcedores e investidores contribui para o empobrecimento da superliga, que vai diminuindo o número de participantes. Já se fala abertamente no fechamento de São Caetano e São Bernardo. De 12 na temporada passada, a superliga passou a 10 (e isso porque entrou o Amil, porque senão seriam 9), e na próxima temporada estamos correndo um sério risco de serem apenas oito).

    4 – Acaba por restringir o mercado a atletas de pontuação alta (o que ainda é agravado pela diminuição do número de equipes participantes). As equipes com maior investimento, e que poderiam contratar craques nacionais, acabam por serem obrigadas a trazer jogadoras estrangeiras para se reforçarem.

    Finalmente, gostaria de reforçar o fato de eu não ser absolutamente contra a equipe do Sollys a contratar a seleção brasileira inteira, ou até mesmo a seleção do mundo. O grande problema que eu vejo, é que as regras atuais não permitem que as outras equipes façam o mesmo, e acabam por beneficiar um time em detrimento dos demais, criando um desnível gigantesco e absolutamente injusto entre os participantes.

    E antes que digam que o Unilever também é beneficiado, saibam que considerando apenas o time titular (Natália, Logan Tom, Sarah Pavan, Fofão, Fabizinha, Waleskinha e Jucieli), o time carioca fica dentro dos 32 pontos regulamentares, ao passo que o Sollys (Jaqueline, Fe Garay, Fabíola, Brait, Sheilla, Thaísa e Adenísia) soma 43 na pontuação “cheia”.

  • Afonso RJ

    Volto para perguntar:
    Daniel, o que você acha do sistema de ranqueamento nos moldes em que está?
    Você falou, falou, mas acabou por não dar sua opinião (ou fui eu que não entendi?).
    Nada de ficar encima do muro. Sei que você não é disso.

    • Daniel Bortoletto

      É assunto para um post à parte, que seria feito após a Superliga. Mas vamos lá.
      Acho que ele deve ser repensado, adequando as regras ao momento vivido. Ele foi feito há muito tempo atrás, quando se vivia uma situação econômica/técnica muito diferente no país. E as mudanças no ranking não acompanharam as mudanças no cenário.
      Se foi feito para evitar que a Seleção jogasse em um mesmo time, não está mais funcionando, principalmente no feminino, que possui menos times e maior concentração econômica. Então, ele ainda é válido?
      E pq. não fazer algo radical, como acabar com o ranking e deixar o mercado ditar as normas? Não sei se daria certo, mas insisto que algo deve ser feito, pois o modelo atual tem brechas e não tem funcionando mais como foi idealizado.

      • Afonso RJ

        Valeu, Daniel. Não esperava nada menos de você. E fico feliz em constatar que tenho a mesma opinião que você. Acho, inclusive que acabar ranqueamento, pelo menos por um tempo, poderia ser uma ótima solução. Mesmo porque há dúvidas quanto aos critérios e se observa algumas distorsões óbvias. Por exemplo: é uma opinião quase unânime que Camila Brait e Fabi estão praticamente no mesmo nível. Alguns até acham que a Brait está atravessando um momento melhor. No entanto, a Fabi tem 6 pontos enquanto a Brait apenas 4. Porque essa diferença de 2 pontos em atletas com desempenho tão similar já há muito tempo?

  • Emanuella

    Gosto mais da liga masculina do que da feminina, não torço para nenhum clube da superliga feminina. já teve anos que torci para o Osasco e anos que torci para o Rio.
    Esse campeonato esta ruim demais. Campeonato só de dois times não dá. Não é possível. Até acho que se fosse Campinas e Rio seria mais disputado, porque o Sesi não conseguiu fazer nada nas semi-finai.
    Zé esta certo, pode ser choro, mas é um absurdo que a seleção Brasileira completa joguem num time só. Isso não tem o menor cabimento. Tem que misturar isso aí sim.

  • Euri

    Já escrevi isso em outro blog e vou escrever aqui também. Essa história de ranking já virou foi desculpa para perdedor. Pode ser que até o ranking tenha algumas brechas que não deveria ter, mas a verdade é que se o Osasco não fosse um time com um projeto sério de volei, não poderia usar essas brechas a favor. Se não tivesse um bom investimento no trabalho de base, o time não teria a Adenísia ou a Brait com a pontuação que têm hoje. As pessoas esquecem que é um investimento de alto risco o que é feito em qualquer esporte. Qdo o Luziomar trouxe a Fabíola do Pinheiross,ela ainda era uma levantadora muito questionada e poderia ter sido um fracasso na contratação. Muitas pessoas sempre consideraram a Jaqueline como uma boa passadora e só, mas nem por isso o Osasco desistiu dela para chamar outra atacante superpotente e hoje ela evoluiu de um jeito que pode ser considerada a melhor ponteira do Brasil. A verdade é que o Osasco está na final por um motivo que muitas pessoas não querem reconhecer pq envolve organização e planejamento. Como isso exige trabalho e paciência, preferem ficar chorando a derrota do que iniciar um projeto sério de vôlei. Elas preferem se aventurar em projeto de retorno rápido como o do Vôlei Futuro e todo mundo sabe como isso termina.
    Além disso, se Osasco tá sempre na final por causa das brechas no ranking, qual é a desculpa pra a Unilever está sempre nas finais? O time não tem um monte de jogadoras de seleção. Tem um levantadora aposentada, como tinha ano passado, duas estrangeiras (uma ainda aposta e outra machucada), uma ponteira adolescente e outra que só agora está se recuperando totalmente de problemas físicos. A única coisa comum entre os dois time é o trabalho contínuo, sério e planejado de volei. E claro, dinheiro bem investido.
    O que falta é CBV atrair mais patrocínio para que os clubes possam dar continuidade ao trabalho desenvolvido. O futebol não tem essa coisa patética de ranking e é absurdo querer proibir os melhores times de contratar os melhors jogadores. Daqui a pouco vamos ter que começar proibir o time masculino do Rio de Janeiro de ter o Bruninho e o Lucão jogando junto só pq é impossível bloquear a jogada deles. Rídiculo.

  • Jairo(RJ)

    Ranking, choro do Zé, influência da Globo… A Superliga é um produto, como diriam os amigos do marketing de vida cíclica longa, mas que ciclo e esse onde o consumidor, no caso nós, nunca temos voz ativa nas solicitações de mudanças? E, em que estágio está esse ciclo? A SL de 2013/2014 já está toda acordada com a Globo e não há nenhum interesse da CBV em querer modificar esse panorama. Então no final da próxima edição teremos novamente esses questionamentos.

    Sim, teremos mais um Unilever x Sollys. O momento é todo favorável ao time paulista. O próprio Bernardo disse hoje em meio ao comentário… “se nós não formos atropelados”. A seleção formada por Sheila, FÊ Garay, Fabíola e Adenízia, É SIM, a grande favorita para esse jogo, ainda mais que estará em seus domínios.

    Quanto ao Unilever, se quiser fazer algo diferente, deve começar com a montagem de estratégia para o menina Gabi, pois com certeza o Sollys fará um jogo em cima dela.

    Deixo uma pergunta ao amigos: Num cenário ideal, qual deve ser o critério a ser adotado para o nivelamento das equipes?

    • Afonso RJ

      Nunca haverá um nivelamento ideal entre as equipes. Tudo dependerá do que cada patrocinador estará disposto a investir. Mas podemos ter a esperança que algumas equipes que se disponham a investir mais consigam um relativo nivelamento. Basta deixar de restringir artificialmente as possibilidades de contratações. Do jeito que está, onde a seleção está praticamente toda concentrada em um time e os outros times impedidos de contratar reforços, não há a menor possibilidade de nivelamento. E isso está sendo imensamente prejudicial para o vôlei, pois está afastando público e patrocinadores.

  • Eduardo Araujo

    Oi gente, Daniel em relação a sua pergunta vou colocar a resposta do Marcos Freitas comentarista do Sportv para o um programa deles.

    “Se ter jogadoras com pontuação alta fosse garantia de sucesso o SESI estava na final, muitos se esquecem, mas o SESI tem mais jogadoras medalhistas olímpicas que o Sollys (Dani Lins, Fabizona, Sassa, Tandara, Carol e Elisangela) contra (Jaque, Thaisa, Adenizia, Fernanda Garay), falar isso é uma falta de respeito com a comissão técnica adversária.”

    Bom eu acho mais choro de perdedor para tirar o foco mesmo da derrota, na entrevista o ZR falou que é muito difícil jogar contra a seleção brasileira, não é a seleção brasileira uma vez que o mesmo dispensou a Fabíola e a Brait para os jogos olímpicos.

    Ele também comentou que se o Sollys é a base da seleção brasileira, mas esqueceu de falar que o Amil é a base da seleção B do Brasil afinal muitas das jogadoras do Amil treinaram no CT e ainda participaram de 2 torneios representando o Brasil.

    Eu também li uma entrevista da central do Amil a Wal, dizendo que quando a Fabíola mudava o modo de jogo do Sollys as jogadoras do Amil não podiam entrar em desespero, já que elas não tinham um plano B, pq se elas abandonassem de vez o plano A ai que o jogo ficaria mais difícil ainda, não sei quanto a vcs, mas eu entendi que o ZR não consegue se adaptar a uma nova estrategia no decorrer do jogo.

    Mas voltando a pontuação das jogadoras, pra mim o problema não é a pontuação em si, mas o quanto as outras equipes estão dispostas e investir no time, o Sollys e o Unilever são grandes por causa do investimento feito no time, a Nestlé por exemplo pode injetar 20 milhões no time.

    Tanto a Unilever quanto a Nestle elas tem retorno desse investimento, ambas tem times com 12 anos de historia com a cidade, é muito fácil pra quem esta chegando agora e falar que a pontuação esta errado que tem que tirar jogadoras desses clubes para poder nivelar com o clube dele…, em um projeto que tem previsão de durar 4 anos e talvez nem dure isso, já que a Amil foi vendida.

    Tem achar patrocinadores dispostos a bater de frente em investimento com os 2 times, em um projeto de longa duração.

    Mudar a pontuação só vai fazer as jogadoras irem jogar no exterior afinal assim como qualquer profissional que atinge um certo nível, a pessoa vai trabalhar por um certo salário um exemplo recente disso é a PP4 e a Mari, a Mari por exemplo não quis jogar no Minas pelo salário que foi oferecido a ela.

    E isso não vai evitar que o Sollys e o Unilever contrate jogadoras de fora do Brasil com a pontuação zero, vivemos em um mundo capitalista quem investe mais tem maior retorno.

  • bsb

    Acho esse negocio de ranking pura balela. O Sollys tem um projeto na SL a mais tempo que qualquer outro, sem falar nas categorias de base que são as mais fortes do país. O Osasco sempre esteve entre os melhores e não é de hoje que tem um super time, acho até a equipe da temporada passada mais confiável, e se por um acaso o Osasco tenha que se desfazer de atletas da seleção brasileira certamente contratará as melhores jogadoras estrangeiras, acho até que se isso acontecesse o time ficaria mais forte.
    PS: tragam Brakocevic e Akinradewo para esfregar na cara do tecnico ZRG.

  • Luiz

    Vou concordar com o Zé Roberto pela primeira vez na vida. Corram para as colinas! kkkk

    Ele está certo. Se tem uma “lei” e o Osasco está burlando-a, é caso para se pensar. Mas, eu só diria que não é necessário tudo isto, até porque a Adenísia para mim é só mais uma. É muito carão e pouca bola. Agora, a Camila Brait sim é um grande reforço para o Osasco, e está jogando por causa do jeitinho brasileiro. Mas, aqui é Brasil, é assim. Em todo caso, eu dou méritos ao Bernardinho (corram para as colinas novamente), pois ele nem sempre teve um time todo estrelado, mas sempre esteve na final.

    Agora, falando de Osasco x Rio, sim está ficando chato. São Caetano e Vôlei Futuro até tentaram, mas faltou dinheiro para a continuidade. Só vou torcer pelo Unilever porque quero muito que a Fofão vença. Ela já está esperando por este título há muito tempo. Ela vive falando nisto.

    E quanto a possível retirada dos patrocinadores, eu culpo mais a rede Globo por não passar os jogos durante a Super Liga do que a velha dobradinha de Rio x Osasco.

  • Esta discussão deve ser renovada no fim da superliga. Mantendo o modelo atual, a Mari, a Joicinha e a Paula retornam ao país com a pontuação zerada e podem ingressar em qualquer grande equipe, assim como as estrangeiras selecionáveis em seus países.

  • Gustavo Perez

    Ew achei que o discurso do Zé deve ser sim discutido, pois já pensou esse time do Osasco tem toda selação e isso deve ser injusto com os demais times, porém mesmo assim a seleção tem muita dificuldade em enfrentar a Unilever, e até deu zabra em perder pro Pinheiros.

  • Marcio

    Nao achei que foi um choro de perdedor, somente como disse o Daniel, o momento foi inapropriado. Nem tudo e’ culpa do ranking, a estrutura da super liga precisa ser mudada. Esta’ refém da Globo. Ela marca e desmarcar os jogos quando quer, faz ter jogos em datas próximas ao Natal, faz ter final em jogo único, nao fala o nome dos patrocinadores. Quem vai querem pagar o salário alto dos jogadores se sua marca nao e’ divulgada? Se os técnicos da bagagem do Zé Roberto e do Bernadinho nao tocarem no assunto, se jogadores como Murilo, Dante, Serginho, ficarem calados com o calendário ridículo, fica muito difícil mudar algo.

  • Virginio

    Daniel, mudou a regra para as finais da Liga Mundial 2013, em Mar del Plata (Argentina) ? Agora só os 2 melhores dos grupos A e B e o melhor do grupo C, juntamente com o país anfitrião vão para as finais ?

    • Daniel Bortoletto

      é isso mesmo. Final Six com essa divisão

  • Marcela

    Então é sim chato afinal os novos vem na esperança de tentar um lugarzinho ao sol, mas são equipes com um planejamento melhor que passa mais segurança.
    O Ranking tem que ser muito bem pensado porque caso façam alguma opção equivocada acabam
    forçando atletas de seleção com pontuação alta terem que optar por ir pra fora, afinal as selecionaveis tem apenas 4 times com dinheiro pra contrata elas
    Acho que o assinto cnpj Osasco tem que ser discutido com muito cuidado afinal qndo isso de fato aconteceu na temporada 2009/2010 os times foram coniventes e agora que Osasco montou o super time vem chora ? acaba que vem como uma reclamação, de times que não confiam em seu potencial o time não é invencível pode estar um degrau acima mais 3 times já mostraram que é sim possivel ganhar delas

  • Peri

    Uns têm um forte patrocínio, outros só uma boa capacidade administrativa, mas apenas Unilever e Sollys/Nestlè foram capazes de aliar as duas coisas. Quantos times poderosos nós vimos surgir de uma hora para outra e com a mesma velocidade sucumbir nos últimos anos? Vários.

    Esse final de festa manjado não é a verdadeira razão para o desencorajamento dos patrocinadores. A gente sabe bem o porquê dos investimentos tão parcos: é a tv que não dá o devido destaque (não transmite os jogos com regularidade, fala pouco do vôlei em seu noticiário esportivo, e quando o faz apenas noticia os resultados ou então usa pautas pouco atraentes); é gerente de marketing esportivo mal formado, pensando que só o título do campeonato justifica alto investimento; é clube repleto de parasitas que enlouquecem quando têm a chance com um grande patrocinador, desperdiçam (leia-se roubam) não contratam elenco e comissão técnica corretos (quem se lembra do Blausiegel/São Caetano, que trouxe uma cubana idosa?); é a CBV omissa a tudo isso e permitindo uma composição recheada de atletas de seleção no Sollys.

    Pelo fim da mesmice, eu oro pelo Praia Clube e pela demissão do Talmo no SESI.O Zé Roberto já deveria ter se pronunciado de modo contundente a respeito do ranqueamento, e optou pelo pior momento. Ficou feio.

  • Cleyber

    Já imagino que tenham lhe perguntado isso.Mas porque o sul-americano de clubes não é como o Europeu de clubes,e tem um maior números de clubes presentes e maior durabilidade(igual ao europeu,decorrendo durante as ligas nacionais)?Tendo essa possibilidade em vista e com clubes brasileiros competindo(plural) e não só o campeão.Poderia assim priorizar o tempo dos atletas em seus clubes como assim disse o presidente da fivb que faria.Com essa situação seria até provável um Rio e Osasco saindo numa quarta-de-final.

    • Daniel Bortoletto

      Na Europa o campeonato é de verdade. aqui acharam um fim de semana no calendário, chamaram meia dúzia de times e fizeram o torneio

  • Lucas Rodrigues

    Daniel, gostei da recapitulação histórica q fez citando os “velhos” conhecidos q representam as duas forças do voleibol feminino hj, no Brasil: Rio & São Paulo. Mudaram-se os nomes, as peças, mas a essência continua a mesma realmente. Se por um lado, vemos um técnico imperioso e muito exigente, de outro vemos um técnico não menos trabalhador, porém mais calmo e comedido na forma de conduzir suas comandadas. O Bernardo tem a qualidade de tirar “leite de pedra” de suas equipes, inclusive algumas peças principais q hj são do Sollys a exemplo de Jaqueline, Thaísa e Natália, já foram um dia da equipe do Rio. O Luizomar aprendeu muito com as derrotas sofridas anteriormente e sempre reconheceu o valor de seu rival nas quadras. Hoje está mais uma vez nas finais com um excelente plantel nas mãos base da seleção de hj mas não creio seja isso o fator principal p seu sucesso, acredito sim ser consequência de um bom trabalho de motivação, físico, técnico e psicologico com as jogadoras q tem em mãos. Hoje um jogo Unilever x Sollys deixou de ser um Davi x Golias e passou a ser literalmente uma “guerra” de gigantes com possibilidades para ambos os lados. Quanto ao JRG, mais uma vez falou o q não devia no momento errado. Será q um time com um elenco q conta com Waleusca, Daroit, Vasileva e Ramirez não tem condições de fazer frente a outros times? Aí o JRG parece estar menosprezando a capacidade de sua equipe e isso não dá. Bom, o mínimo q se espera agora é um JOGÃO entre Skylever x Sollys em mais uma reedição de final da Superliga.

  • Lucas Rodrigues

    Corrigindo: onde se lê “imperioso”, entenda-se “impetuoso” e Natália, como todos sabem, é ex-Osasco.

  • Thamyres

    Discurso de perdedor do Zé Roberto. Perdeu a oportunidade de ficar calado.
    O time do Sollys pode ter muitas selecionáveis mas isso pode não dizer nada. O Sollys correu muito atrás pra conseguir chegar na final. Quando perdeu, teve um apagão geral na equipe, uma só jogadora jogando bem não significa muita coisa. Sollys não é o time que nunca perde, mas o adversário precisa se manter no jogo e levar a vitória. Foi o caso do Pinheiros que consegui ganhar do Sollys, o Pinheiros jogou muito, e manteve isso durante o jogo. O time do Zé Roberto também batalhou pra conseguir passar pelo Pinheiros no playoff, ou seja, seria mesmo questão de ranking ou incompetência do tec.tri-campeão-olimpico?
    O time do Amil ainda tem muito que trabalhar, pode ser sim um time pra próxima final, mas acho que isso não será muito pelo choro de ZRG e sim pela união do time, vendo de fora eu sentia que existia algum “B.O” na equipe, me parecia que existia algo ali dentro que não dava certo…

    Unilever, um time de peso e de banco. Pra mim o melhor banco da superliga é do Unilever, e isso ajuda muito quando uma das titulares não ta bem num jogo. Merecida a vaga na final.

    Quanto ao Sesi… tinha time pra ir bem no campeonato todo, mas… não foi.
    O Sesi ainda chegou muito longe com os desfalques que tiraram o time da rota.
    O passe do Sesi não funcionou nessa temporada. Se temporada passada foi o melhor passe da competição nos mostra a falta que Daldegan faz a equipe paulista. Sesi tinha duas liberos q não davam uma Michelle Daldegan.
    Suelle foi a baixa mais sofrível pro Sesi. A ponteira passadora que poderia fazer a diferença no passe lesionada.
    Ingrid, teria virado oposta titular absoluta no Sesi se não tivesse deslocado o ombro. Porque a Lili (Elisangela) não fez nada a temporada inteira. Não assumiu a responsabilidade , não chamou bola .
    Tandara foi sobrecarregada, era encoberta no passe para só atacar e virou a pontuadora do time e era perseguida pelo saque adversário.
    Sobre o ultimo jogo, somando tudo isso que já disse, ainda tem a Sassá. O melhor passe do Sesi, passa mal, sai de quadra. Nessa hora pensei “mudança de planos… Lili tem que jogar agora, Tandara tem que aparecer no passe, centrais tem que começar a pontuar.”
    O fato das centrais pontuarem apareceu, mas a Lili começar a jogar e a Tandara começar a passar é outra história.
    O que falta no Sesi é o que sobra no Unilever , BANCO.

    Bem, se clareza e transparência do ranking for mesmo regra , muito vai se mexer em contratações para o proxima temporada…
    E eu, só pra ver uma final diferente vou torcer para o Praia Clube e para o Sesi na final .
    E que o Pinheiros mantenha o bom trabalho e se for pra final també vou torcer pra isso.

    Nessa final minha torcida vai pro Sollys.

  • Marcos

    Sou fã do Zé Roberto. Mas dessa vez, ele “pisou no tomate” feio. Ele “chamou para a discussão” uma tecnicalidade sem importância alguma: mudança de CNPJ. Ora, todo mundo sabe que é exatamente o mesmo time, e a mudança de patrocinador ou de cpnj não representa nada. Basta ver que todo mundo (inclusive ele mesmo e seu companheiro de choro Bernardinho) está dizendo “mais uma final Unilever x Sollys”, ninguém faz ressalva que o time com sede em Osasco agora é outro porque mudou o CNPJ!!!!
    Isso não afasta patrocinador, pelo contrário, mostra que investir na base, gera resultado em um médio prazo. Ele deveria ajudar a buscar patrocinadores que invistam em projetos assim, não aqueles interessados em montar um timão pra ganhar no 1o ou 2o ano, depois sair fora.
    Sobre o ranqueamento, tem que continuar, porém , há muitas distorções. Ano passado, por exemplo, Lucarelli e Renan tinham pontuações baixíssimas, menores até que o Nalbert (?!?!?). Minha sugestão: quem jogou a última Olimpíada ou Mundial é automaticamente 7 pontos. Os líderes das estatísticas: ponto, ataque e bloqueio são 7 pontos. O 2o estrangeiro é 7 pontos. Quem passa de 34 anos perde 1 ponto por ano de idade. Para cada jogador a partir do 3o inscrito entre os 18 com menos de 21 anos, a equipe ganha -1 ponto (ou seja, libera 1 ponto para “gastar”).
    Teto salarial: acima de valor X, a equipe pagaria multa, que seria revertida para pagar os salários de jogadores (com valor estabelecido) que estão sem contrato e seria alocados nos times com menos pontos. Exemplo (valores arbitrários): teto de 200 mil/mês para o time. Salário Mínimo de 5 mil/mês. Salário-base 10 mil/mês. Um time paga 300 mil/Mês. Tem que pagar 100 mil/mês de multas, que correspondem a 10 jogadores com salário-base de 10 mil/mês. O time com menos pontos escolhe qualquer jogador sem contrato que se inscreva no “draft”e os salários são pagos por esse fundo. Quem está acima do teto não tem direito a usar esse fundo.

    • Daniel_Sam

      Adorei seu comentário e concordo plenamente mas acho pouco provável que a CBV adote com trasparência essa estratégia, de qualquer forma, deixo meus parabéns pelo pensamento sensato…

  • Felipe

    Como é fácil falar quando se perde né, Zé Roberto?

    Quando você faturou os três títulos da Superliga com o Osasco, quem atuava por lá? Jogadoras infantos? juvenis?

    Aproveite seu nome/curriculum para trazer suas selecionáveis para sua equipe ou duas estrangeiras de peso.

    Vamos Unilever

  • Luiz Justo

    Agora só irei ver jogos do meu time em agosto. Esse calendário é muito ruim!!! Esse negócio da Rede Globo transmitir os jogos acaba com minha vontade de assistir. Marcar jogos as 22:00 ou 13:00 não dá!!

  • Parabéns Unilever e Sollys Mais uma vez fazem a final da superliga feminina de vôlei, isto se chama competência, vi a entrevista do técnico Zé Roberto achei inoportuna, lembro alguns anos atrás que a CBV era muito criticada pelo excelente técnico Bebeto de Freitas, dizia que a CBV teria que organizar melhor o nosso campeonato que era de baixo nível técnico, E a CBV mudou a pontuações das jogadoras isso fez que as jogadoras ausentes regressassem ao Brasil, e nossa superliga é uma das melhores do mundo, Zé Roberto: siga exemplo do técnico luizomar acerca de dois anos perdeu seu principal patrocinador (Finasa), e foi à luta e conseguiu outro patrocinador e montou a melhor equipe do mundo, já dizia há muito tempo, quem não tem competência não se estabelece.

  • Gisele

    São os times que mais investem e a mais tempo, simples assim. Por enquanto que as outras equipes ditas fortes investirem nos projetos por apenas 2 anos nada vai mudar. O que tem que ser mudado é essa tabela, que é feita para a TV e dificulta, e muito, que as pessoas frequentem os ginásios. Correram tanto com as quartas de final e agora um intervalo grande entre as semis e não sei quanto tempo a mais pra final.

  • Desabafo de uma jogadora do Sollys/Nestlé/Osasco

    Estou aqui hoje para desabafar várias coisas que estavam entaladas na minha garganta.
    Treinamos muito focadas em conseguir nosso objetivo: vencer o time Zé Roberto por 3×0 da maneira mais rápida possível na casa do adversário.
    É bom deixar bem claro que não tenho nada contra as jogadoras do Amil/Campinas, mas estava muito tempo com o Zé entalado na garganta, e imagino o que as jogadoras do Amil devem estar passando, pq já passamos pelos mesmos dissabores com o Zé na seleção.
    Zé é um cara difícil de assumir seus erros, qdo o time ganha é porque as jogadoras seguiram o seu plano tático e quando perde é pq as jogadoras não seguiram, ou seja, ele se considera o responsável pelas vitórias e as jogadoras são as responsáveis pela derrota, o verdadeiro Sr. Infalível!
    Zé não sabe perder, e para desviar o foco da sua incompetência para evitar levar uma surra de fáceis 3×0 dentro da própria casa, veio com essa polêmica de Ranking de atletas.
    Há “9 anos” temos a mesma final e o ranking não tem nada a ver com isso, nada impediria a final Sollys/Nestlé/Osasco x Unilever, a não ser “investimento” nos outros times.
    Na verdade nem deveria haver ranking, mas sim patrocinadores para bancar grandes talentos em seus times.
    Enquanto os times forem chamados de Osasco, Rio de Janeiro, Campinas, Uberlândia etc… Qual é o retorno que esses patrocinadores tem na mídia? Com certeza muito menos do que se fossem chamados de Sollys/Nestlé, Unilever, Amil, Banana Boat/Praia Club.
    Como atrair novos patrocinadores se o nome do patrocinador é ocultado?
    Como pode a Globo ter os direitos de transmissão da Superliga, não transmitir os jogos e impedir que outras emissoras da TV aberta possam transmitir os jogos?
    Os times são efêmeros, do mesmo jeito que aparecem somem, como aconteceu com Vôlei Futuro, Montes Claros, São Bernardo e muitos outros…
    Somos muito gratas ao Luizomar que não deixou nosso time acabar e correu atrás de novos ivestimentos e patrocinadores.
    Portanto dêem mais importância ao que realmente mantêm o vôlei vivo que são os investimentos e os patrocinadores, e esqueçam essa polêmica de ranking, que até hoje só prejudicou os atletas que ficam impedidos de jogarem no Brasil e acabam tendo que buscar alternativas no exterior, pois com ranking ou sem ranking, quem realmente investe no vôlei é que tem ido para as finais há 9 anos na Superliga Feminina.
    Voltando à nossa determinação em vencer esse jogo em Campinas por 3×0, vários foram nossos motivos, dentre eles:
    1. O Zé já prejudicou muito o time do Sollys, não bastasse essa inveja que ele tem do Sollys com a desculpa do ranking, em 2011 ele impediu que o Sollys fosse Campeão Mundial, pois o desfalcou totalmente levando as jogadoras para disputar um PAN. O fato de ele levar o time completo para o PAN foi por uma vingança pessoal, pois ele não engoliu ser derrotado por Cuba no PAN/2007 no Rio e queria a revanche em Guadalajara, com isso ele não pensou nem no Mundial de Clubes do Sollys, nem em poupar as atletas para a Copa do Mundo, logo em seguida. Se o time do Sollys não estivesse extremamente desfalcado, teria total condições de enfrentar as equipes europeias de igual para igual no Mundial;
    2. Na Copa da Mundo as atletas chegaram desgastadas fisica e psicologicamente porque enquanto os EUA levou o time B para o PAN para poupar as titulares para a Copa do Mundo, Zé queria sua revanche para Cuba no PAN, acabou que os EUA se classificou para as olimpíadas e nós não, e tivemos que ir para a repescagem sulamericana, para buscar a vaga que já poderia ter sido conquistada na Copa do Mundo;
    3. Vingar o corte da Fabíola, que se dedicou muito à seleção e sempre foi muito querida pelo grupo, deixou de disputar o Mundial pelo Sollys e acabou sendo cortada das olimpíadas, um corte seco, sem explicações e sequer um “muito obrigado pelos serviços prestados” no saguão do aeroporto;
    4. Vingar o corte da Camila Brait, na minha opinião foi o corte mais dolorido de todos, pois o Zé foi de uma insensibilidade tamanha, levou a garota até Londres, fez ela sentir o gostinho de estar no palco dos jogos, respirar os ares olímpicos, para cortá-la de forma absurda. Absurda porque Camila no auge da forma física e técnica perdeu a vaga justamente para a Natália que sabíamos que, pelos treinos, estava longe das condições físicas ideais para estar no grupo olímpico. Não tenho nada contra a Natália como pessoa, ela é ótima companheira, muito alegre e divertida, mas não era o momento dela e, sim, o da Camila. Até pq durante o Grand Prix o Zé vinha escalando 2 líberos se revezando: Fabi entrava quando o saque estava na posse do adversário e Camila entrava quando nós estávamos sacando, da mesma forma que Talmo revezava Verediana e Juliana no SESI e Marco Aurelio revezava suas líberos na Turquia. E esse revezamento entre Fabi e Brait estava dando muito certo e sendo muito legal para o time, dividia a pressão e responsabilidade da posição de líbero entre as duas, além do que Fabi passava muita da sua experiência para a Brait.
    4. Apesar de gostarmos muito da Natália, nos incomodava a atitude do Zé em deixar público que esperaria por ela até o último minuto, criando uma espécie de idolatria, um mito de Salvadora da Pátria, fazendo parecer que Natália era muito mais importante que as demais atletas da seleção, isso gerou um clima muito ruim no resto do grupo pois havia a sensação de menosprezo das demais jogadoras em relação à idolatria da Natália, que estaria numa posição de intocável;
    5. Mostrar a ele que quem ganhou o Ouro foi a “união do grupo” e não simplesmente à soberba do Zé, o técnico do EUA, Hugh McCutcheon, contribuiu muito mais para o Ouro olímpico que o Zé, que mais atrapalhou do que ajudou. O fato é que se os EUA não tivessem feito o favor de vencer a Turquia, estaríamos eliminadas na primeira fase. Ao meu ver antes de perder o Ouro na final contra a gente, os EUA perderam o Ouro no jogo contra a Turquia nos classificando para a última vaga das quartas-de-final;
    6. Na verdade nos sentimos muito mais valorizadas e confortáveis jogando com o Luizomar do que com o Zé, não tenho dúvidas que se o Luizomar fosse o técnico da seleção já teríamos conquistado a nossa classificação para as olimpíadas na Copa do Mundo. Também não passaríamos aquele sufoco na fase de classificação das olimpíadas tendo que ficar torcendo para a derrota da Turquia para não sermos eliminadas. Entramos nas olimpíadas muito tensas devido aos acontecimentos recentes, a fase de cortes foi muito tempestuosa, porque o Zé não cortava por critérios técnicos ou físicos, os critérios dele eram muito subjetivos e ele não dava nenhuma explicação, simplesmente cortava e em momentos mais obscuros, seja no saguão do aeroporto, seja já em Londres ou na lavanderia de Saquarema. O fato é que por mais que estivéssimos bem física ou tecnicamente, isso não era garantia de nada, pois não havia um critério definido e coerente para os cortes. Ficamos realmente muito contrariadas com os cortes injustos e inesperados de nossas companheiras do Sollys: Fabíola e Camila Brait.
    Luizomar é um paizão pra gente. Com ele conseguimos jogar o melhor do nosso vôlei, com isso conseguimos ganhar em 2012 o Campeonato Paulista, a Superliga, o Sul-americano e o Campeonato Mundial.
    Como a própria Adê declarou após o 3×0 em Campinas: “Muito do sucesso desse grupo se deve ao trabalho do Luizomar. Ele é um técnico muito dedicado e que faz com que a equipe jogue tranquila e apresente muita união em quadra. O trabalho dele é fundamental para que o Sollys seja tão vitorioso”.
    Nosso principal objetivo agora é a conquista de mais uma Superliga, vamos enfrentar novamente a Unilever que se reforçou e vem com um timaço, vai ser um grande jogo e lutaremos muito pela vitória, mas independente disso, esse 3×0 em Campinas foi muito esperado e, acima de tudo, muito comemorado!

    • Marco Túlio

      1 – Fala sobre o Fabíola, Camila Brait e Adenízia…

      2 – Sobre os títulos da temporada passada então Sheila e Fê Garay não estavam na equipe.

      3 – Jogadora de seleção

      Sobra Jaque e Thaisa. É uma jogadora mesmo Daniel? Sabe quem é?

      • Ismael

        Acorda….vc acha que alguma jogadora iria parar para escrever isso ! A pelo amor né…

        Mas seja quem foi quem escreveu tem plena razão.

    • Wasley

      Se existe tanta raiva contra o José Roberto, acho mais sensato que esta suposta jogadora peça dispensa da seleção por não concordar com a forma de trabalho do atual técnico da seleção brasileira.

  • Eduardo Pacheco

    Esse campeonato de uma forma geral foi muito ruim. Pelo desnivelamento dos times mesmo. Quantos jogos verdadeiramente bons tivemos nessa superliga? Quatro os cinco jogos? Muito pouco para tantas partidas.

  • Melina

    Isso me faz pensar tanto no jogo que eu assisti do Minas contra Sollys quanto no Minas e Medley (digo, fui à Arena Vivo). No jogo da liga feminina, era notória a descrença do público com o jogo, ninguém sequer esboçava uma torcida mais enérgica. Tanto é que a torcida do Sollys (que eu francamente acho que era “paga”, mas tudo bem) era muito mais barulhenta e ficava o tempo todo gritando “ão ão ão, Osasco seleção!”. A torcida mineira entrou, se calou praticamente o jogo todo e saiu normalmente. Aí está o problema da previsibilidade, o público baixo que se dava tanto pelo horário (18:30) como pela “impossibilidade” de uma vitória do time da casa. Já no jogo da última quinta, o ginásio estava “irreconhecível”. Era gente sentada na escada, gritando, incentivando o time, porque nesse caso, havia SIM uma clara chance do Minas passar para a semi perante sua torcida. Enfim, o ZRG não é bobo, ele sabia que ia dar uma de mal perdedor, mas quis aproveitar a deixa do SPORTV para que o assunto não morresse fácil. E ele conseguiu, tanto que várias pessoas estão discutindo este assunto em vários lugares. Não pretendo discutir muito a questão do CNPJ e derivados, mas sim deixar minha impressão de como esse esquema vem “matando” torcedores de outros times que não tem a mínima expectativa do seu time derrotar a “Seleção” do Osasco (eu inclusive só assisti ao jogo do returno, porque a semi eu nem me dei ao trabalho de pagar 8 reais mais passagem para ver um time completamente desmotivado ser massacrado).

    • Logan

      O atleta profissional vai aonde está o dinheiro, e este não está no Minas. Se estivesse, o time montado seria outro independente de ranking.

      • Melina

        Você fala como se eu não soubesse que o atleta faz isso. O meu ponto foi só relatar o que eu presenciei, pois a torcida do Minas é conhecida por incentivar e muito o seu time, e não foi isso que aconteceu no time feminino. O que tinha era uma torcida “paga” (a do Precon), outra torcida “paga” para a do Sollys (que também era do Precon) e um bando de gente desanimada no meio disso tudo. Digamos que eu só queria exemplificar como o campeonato “morreu” para algumas torcidas, independente do verdadeiro “culpado” por trás da disparidade entre os times, e que uma torcida que é tão tida como forte como a do Minas também está sucumbindo no campeonato feminino. Já no masculino, como ainda havia uma chance, a torcida compareceu em peso e empurrou o time, tanto é que no primeiro set teve até bate boca do time do Medley com a torcida do Minas (é, quem vê pelo sportv não sabe dessas coisas).

    • Afonso RJ

      Vem muito a calhar esse testemunho. Mostra o quanto essa disparidade técnica entre os times está afastando torcedores e patrocinadores. Do jeito que está, essa regra do ranqueamento está sendo funesta para o vôlei. Acho um verdadeiro absurdo uma regra que permite um time contratar quase toda a seleção enquanto proibe os outros de fazerem o msmo.

      • Juju

        bla bla bla.

        • Afonso RJ

          Bla bla bla porque? Não tem opinião própria? Ou não sabe expressar? Deve ser mais uma que para pensar dói…

          • Juju a verdadeira

            Não fui eu que disse isso, é algum fake, pois concordo totalmente que a falta de chance de chegar a vitória desmotiva qualquer torcedor

        • Juju

          Por favor amigo, não use o nome de outras pessoas para tecer comentários, ainda mais neste nível.

  • Juju

    Acredito que o rankeamento é a menor parte do problema de desnivelamento da superliga, acho até que nem precisa de ranking e pontuação, pois é meio complicada esta contagem de pontos, os critérios são discutíveis. Na minha opinião o problema maior está na relação exposição na tv aberta x patrocinadores. A Globo que é a detentora dos direitos de transmissão, só fala da superliga a partir das semifinais, aliás pra essa televisão só existe o futebol brasileiro e agora aquela aberração chamada de UFC antigo vale tudo. TV por assinatura no Brasil ainda é considerada como “luxo”, por assim dizer, e sem exposição da marca, não é nem falar o nome, ninguém quer investir dinheiro alto, sem falar que o governo poderia colaborar mais com a questão de incentivos fiscais para o patrocinador, afinal é um esporte olimpico. A tv que detém os direitos de transmissão não quer popularizar o esporte e nem é por questão de não ter audiência, conheço muitas pessoas que nem são fãs de esporte e acordam de madrugada pra ver o Grand Prix. A Globo raramente fala dos campeonatos europeus de futebol, quiçá de outros esportes. Quanto ao Zé Roberto, foi só choro de perdedor mesmo, pois se fosse o treinador do Osasco ele estaria bem felizinho defendendo o rankeamento desta forma e nem se lembraria o que é CNPJ. Por outro lado ele Zé, não poderia estar treinando um time feminino na liga e a seleção, que tal discutir isso?

    • Afonso RJ

      Como se sentiria se eu escrevesse embaixo: bla bla bla…? Grossura, né?

      • Juju a verdadeira

        Mil perdões Afonso RJ, logo acima não fui eu que escrevi, tenho respeito pelas pessoas e muita admiração pelos seus comentários sempre de bom nível e muito pertinentes.

  • Melina

    Agora que fui ler a página sobre o ranking da cbv, chega a ser até irônica a justificativa: “promover o equilíbrio de forças entre as equipes” e evitar “a formação de “superequipes” e a predominância do fator econômico”. Ora, foi exatamente o contrário do que aconteceu tanto na liga feminina quanto masculina. Alguns dos times com orçamentos de menor expressão até que tentaram e fizeram bonito, mas ainda assim não tinham chances de passar para as semifinais. O único “intruso” nisso tudo foi o Minas, que “teoricamente” deveria ter perdido do Medley (mas também, não acredito nem um pouco que faça frente ao RJX; até que tem time pra isso, mas eu acho que eles vão “aceitar” o favoritismo).

  • Cleverton

    O que afeta o vôlei e o Basquete no Brasil é o monopólio. Mudar pontos para uma melhor distribuição de jogadoras(es) em nada vai contribuir para trazer novos investidores. Olhem a logística da CBV: para atender as exigências da TV Globo, fizeram um turno e retorno num piscar de olho e agora esperaremos 20 dias até a final. Porque não há jogos somente em finais de semana? Porque a TV Globo manda e não quer para não bater com o futebol, e a CBV, pau mandado abaixa a cabeça concordando com tudo. Ainda assistimos o vôlei imaginem o basquete, pra poucos.

    • Thamyres

      Concordo Cleverton.
      Isso ainda tem um fato que comprova o monopólio na Globo em cima da CBV.
      Nas Olimpíadas, o então presidente da CBV, Ary Graça recusou-se a dar entrevista para e participar dos especiais da Rede Record (emissora aberta que tem os direitos da transmissão) e disse que só iria ao Sportv pois “são eles que pagam meu salário” , logo…
      Esses direitos deveriam ser revistos, a globo não pode mandar e desmandar num calendario onde quem são os prejudicados são os atletas. Tem um jogo as 22h e o próximo as 10h da manhã é um cúmulo.
      Fora que é preciso ter outro campeonato, só a Superliga é muito pouco para o tanto de atletas e equipes .
      É hora de pensar melhor…

  • Vinhas

    Se me permitem a opinião de alguém distante (resido em Portugal e vou vendo os jogos no You Tube ou no streaming da CBV) acho uma pena o “sofrimento” do voleibol numa terra que, neste momento terá provavelmente mais talentos neste esporte que no futebol.
    Não consigo compreender porque a atração de patrocínios é tão difícil, sobretudo para o feminino, uma vez que o volei tem condições de ser “exportado” tal como a NBA. Isso depende da força de uma Liga com mais clubes. Talvez o ranqueamento seja uma opção se os patrocinadores entenderem que a competitividade e intensidade pode alargar mercados para o exterior do país. Por exemplo, apesar de não ter chegado a final, a equipe que mais me chamou a atenção foi o Praia Clube/Banana Boat. Porque era uma equipe muito certinha, equilibrada e bem orientada a que faltou um pouco de experiencia e sangue frio (e tambem a sua principal atacante!). Acho que os patrocinadores ainda não perceberam bem o potencial intenacional do volei.

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