É preciso ficar de olho na Itália no Mundial feminino!



O Torneio de Montreux serviu para a Itália recuperar a cotação para o Campeonato Mundial do Japão.

Depois de cair na fase de classificação da Liga das Nações e ter atuações ruins em alguns amistosos, a Azzurra deixou a Suíça com o título na bagagem e a confiança em alta.

Seria possível se intrometer no grupo das favoritas, atualmente com Estados Unidos e China?

Durante os jogos comentados na ESPN durante a última semana, eu disse algumas vezes que vejo essa Itália em formação para o próximo ciclo olímpico (2020-2024).

O time de Davide Mazzanti é muito novo. A capitã Chirichella tem 24 anos, a ponta Sylla, 23, a levantadora Malinov e a central Danesi têm 22 anos, enquanto a fenomenal oposto Egonu completará 20 em dezembro.

Apesar disso, a Azzurra já mostrou ter potencial para incomodar qualquer seleção, com óbvias oscilações aceitáveis para a idade. Brasil e Rússia sentiram na pele nos últimos dias.

A bagagem dada principalmente pelas grandes competições deverá fazer a Itália subir novos degraus em breve, ficando mais próxima do grupo de elite do vôlei feminino da atualidade.

Comemoração italiana em Montreux (Divulgação)

Nesta terça-feira, Mazzanti confirmou as 14 atletas inscritas no Mundial. A ponta Elena Pietrini, 18 anos e uma carreira promissora pela frente, está confirmada, após desfalcar o time em Montreux por lesão. Quem ficou fora foi Anastasia Guerra.

Nwakalor, outra ponta muito jovem (19 anos recém-completados), também jogará o Mundial, assim como a central Lubian, 18. Fizeram parte do grupo em Montreux, mas foram pouco utilizadas.

Prova de um trabalho de base acertado e já colhendo frutos. A Itália vem de um título mundial sub-18 e as pratas da casa agora já estarão presentes em um Mundial adulto. Parece precoce, mas demonstra o sucesso do processo. Parte do resultado deve ser creditado também ao Club Italia. Uma decisão acertada da federação local, que criou um time para fazer as jovens revelações jogarem internamente.

Durante anos, a Itália foi um eldorado para as principais atletas do planeta. E assim o espaço para as atletas da casa dentro da própria liga italiana foi muito restrito. Agora, mesmo ainda atraindo estrelas, o país dá espaço para a base atuar em alto nível.

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