E o Sesi aprontou!



Vai soar estranho para alguns. Vai parecer exagero para outros. Mas é possível dizer que o poderoso Sesi foi a zebraça da abertura dos playoffs da Superliga feminina.

O time paulista estreou nos playoffs derrotando o Dentil/Praia Clube, em Uberlândia, segundo melhor time do torneio, por incontestáveis 3 sets a 0. Pela grandeza, história e elenco do Sesi poderia até ser um resultado normal. Porém, a campanha até aqui na competição (sétimo colocado na fase inicial e várias atuações muito abaixo da crítica) faz com que o placar seja sim tratado como uma grande surpresa.

Minha surpresa aumenta ainda mais ao analisar as parciais de jogo: 25-20, 25-18 e 25-19. Ou seja: sem dar qualquer chance para o time da casa sonhar com um resultado positivo.

Jaqueline anotou 17 pontos e liderou o Sesi ofensivamente. Ellen, sua parceria na ponta, foi eleita a melhor em quadra. Juba, ex-assistente que assumiu o time após a demissão de Talmo, na metade do segundo turno, mandou para quadra ainda Pri Heldes, Dayse, Fabiana, Bia e a líbero Suelen.

Comemoração do Sesi (Amanda Demétrio/Divulgação)

Comemoração do Sesi (Amanda Demétrio/Divulgação)

E a frase de Ellen após o jogo é muito sincera, até um pouco fora de discursos clichês vistos após os jogos. E explica bem o momento que o Sesi atravessava e a surpreendente sensação de vencer um dos melhores times da Superliga desta forma.

– Sabíamos que seria uma partida muito difícil, mas não esperávamos 3 a 0. Até agora na temporada nós não víamos sendo um time. Desta vez conseguimos mostrar isso. Nós estávamos ralando muito, mas o resultado não estava vindo. Críticas e falatórios, inclusive de fãs, estavam nos afetando muito. Foi diferente nesta sexta, a equipe estava unida, foi muito bom.

Ellen toca em temas relevantes: união (ou falta de união) do grupo e críticas pesadas sobre a qualidade do elenco. Resta saber agora se o Sesi mudou mesmo da água para o vinho como a partida desta sexta-feira sugere.



  • AfonsoRJ

    Sem tirar os méritos do SESI, que jogou sua melhor partida na Superliga, o Praia foi uma caricatura do time que se classificou em segundo lugar na primeira fase do torneio. Quem viu o jogo do Praia contra o Rexona no returno, principalmente o primeiro set, onde até bordoada da Natália tinha defesa e a bola simplesmente teimava em não cair na quadra mineira, não reconheceu o time em que qualquer peteleco do adversário ia direto p’ro chão. Um time tão previsível que até uma Bia, talentosa porém pesada e lenta, chegava na maioria das bolas.

    Posso estar enganado ou cometendo uma injustiça, mas atribuo esse mau resultado (sem tirar os méritos do SESI, repito) à comissão técnica que não soube trabalhar o emocional do time, e talvez a uma preparação em que o time atingiu seu auge precocemente, antes dos play-offs, e agora esteja já numa natural descendente.

    Mas a classificação é em melhor de três. Vejamos o próximo jogo, se o Praia volta a ser o Praia aguerrido do turno classificatório, ou aquele praia de outras jornadas que fazia um belo papel durante todo o torneio mas acabava morrendo na praia (essa foi sem querer querendo).

    • Carlos Adair Gloria

      parabéns pelo comentário, isto que é ver além do básico….

  • Billy

    Não achei zebra nenhuma o Sesi ter ganho do Praia.Ou vocês acham que um time que tem a Bia a Jaqueline e a Fabiana iria jogar mal na hora do ¨vamos ver¨(fase do mata-mata)? Merecida a vitória e acho que o Praia vai perder a segunda partida também.

MaisRecentes

Agora líbero, Murilo volta a ser relacionado após 8 meses



Continue Lendo

E vem mais um Zenit Kazan x Sada/Cruzeiro por aí!



Continue Lendo

Após virada incrível no 3º set, Minas avança na Copa



Continue Lendo