E o Chile endureceu um jogo com o Brasil



O título acima é um daqueles que eu nunca imaginei escrever em um blog de vôlei. Ainda mais em uma partida entre seleções adultas.

Mas, nesta quinta-feira, o Chile jogou, pelo menos em dois sets, de igual para igual com o Brasil, em Maceió, pelo Sul-Americano masculino. Teve até a chance de levar a decisão para o tie-break, algo ainda mais surreal ao levar em conta que a maioria esmagadora dos jogadores chilenos atua de forma amadora.

Vou destacar uma sensata frase de Nalbert, que comentou o jogo para o SporTV, após a partida:

– Os jogadores brasileiros e a comissão técnica do Brasil devem estar constrangidos.

Bernardinho orienta o time em Maceió (Alexandre Arruda/CBV)

Bernardinho orienta o time em Maceió (Alexandre Arruda/CBV)

E deveriam mesmo.

O Wallace não jogou. O Sidão também se recupera de lesão.  O Escadinha ficou no banco. Lucão também não entrou em quadra. Lucarelli foi outro a ver o jogo do banco por opção de Bernardinho. Você poderia me apontar uma série de motivos. Mas ainda assim não é normal tal cenário contra o Chile, 30º colocado no ranking da FIVB, próximo de Marrocos, Argélia, Paraguai na lista.

Os chilenos fizeram o jogo da vida, é verdade. Defenderam demais, foram eficientes no contra-ataque em boa parte do jogo e não se intimidaram com a camisa do outro lado da rede. Possuem méritos pelo resultado e talvez nunca mais esqueçam deste dia 1 de outubro de 2015. Apesar de tudo isso o Brasil deixou muito a desejar. Entrou em quadra desconcentrado e pagou um alto preço. Errou demais em vários fundamentos. Uma atuação assustadora de quem se acostumou a vencer gigantes com autoridade, mas que atualmente sofre até com coadjuvantes do vôlei mundial.

E a preocupação não é o Sul-Americano, que fique claro. É daqui a pouco mais de 300 dias, no Rio de Janeiro.



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