E o bronze vai para a UPCN



O sonho do bicampeonato mundial do Sada/Cruzeiro terminou com sabor amargo de não conseguir sequer um lugar no pódio. Na disputa pelo
terceiro lugar, neste sábado, no Mineirinho, o time da casa foi derrotado pela UPCN, da Argentina, por 3 sets a 2, parciais de 25-17,
31-29, 23-25, 16-25 e 15-13.

Decepção brasileira, euforia dos hermanos. O terceiro lugar melhora o desempenho do Mundial de 2013, quando a equipe de Fabian Armoa
ficou em quarto lugar.

No primeiro set, quem diria, o ataque do time argentino desequilibrou. Dos 25 pontos da UPCN, 17 foram no fundamento. Duas constatações: a incrível precisão dos hermanos e a falta de sintonia entre defesa/bloqueio do Sada/Cruzeiro. O 25 a 17 mostra bem como o equilíbrio, que existia até o primeiro tempo técnico, desapareceu.

Um nome, em especial, me chama a atenção neste time argentino desde o Sul-Americano do ano passado: o ponta romeno Olteanu. Forte no
ataque, corajoso no saque, passa com eficiência. Não é nenhuma revelação aos 32 anos, mas teria espaço em muito time da Superliga. Fez
seis pontos no set, valor somado de Leal e Filipe.

No segundo set, Marcelo Mendez voltou com Douglas Cordeiro no lugar de Isac. Mas algumas falhas continuaram latentes, mas destaco a que mais me
chamou a atenção em todo o campeonato: os erros de saque. Mesmo sem sua arma mais forte, o Sada/Cruzeiro equilibrou as ações, levou a parcial ponto a ponto, usando com maior constância as bolas rápidas pelo meio, com Eder. No 25 a 24, a torcida celeste chegou a comemorar
o empate em 1 a 1, mas o erro do árbitro egípcio Ayman Milad, que havia marcado ponto de bloqueio de Filipe, foi corrigido pelo
espanhol Mario Bernaola. A parcial se arrastou mais um pouco, suficiente para a UPCN fechar em 31 a 29, com ponto final de Olteanu no
ataque. Ginásio em silêncio.

O Cruzeiro que se esperava em outros momentos do campeonato deu as caras em parte do terceiro set. Entrou ligado no início, viu Leal
entrar em jogo, conseguiu bloquear Olteanu e abriu vantagem cômoda no placar. Mas o Cruzeiro que decepcionou no campeonato apareceu no
fim da parcial e, por pouco, não permitiu o empate. O 25 a 23, com ataque de Leal, gerou alguns suspiros de alívio dos torcedores.

No quarto set, o troco do primeiro. Domínio celeste, que finalmente fez a torcida explodir nas arquibancadas.  Os hermanos se mostraram de carne e osso e também passaram a errar. E assim a definição do bronze foi para o tie-break.

E ele foi tenso, com os dois times fazendo o sideout, até Filipe parar Filardi, dando a primeira vantagem de dois pontos para o Sada (4 a 2). Não demorou para a UPCN empatar e o mesmo Filardi provocar a torcida. Aquele clima de Brasil x Argentina tomou conta do ginásio.  E o jogo se manteve igual até 0 11 a 10, quando Leal errou um passe após saque de Júnior. Marcelo Mendes inverteu o 5-1 e chegou ao 12 a 12.  13 a 13.  Até um bloqueio de Ramos em Wallace decretar o 15 a 13.

UPCN no pódio, melhor resultado na história do Mundial de Clubes. E uma derrota dolorosa para o Sada/Cruzeiro.



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