E lá vem bomba às vésperas do início da Superliga



Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, Rogério Loureiro, presidente do Volta Redonda, anunciou o fim das atividades do time.

Ou seja: duas semanas antes do início da Superliga masculina, um time que estava confirmado fecha as portas.

Cedo saber o que vai acontecer com a competição nacional. Será que a CBV vai chamar de volta o Voleisul, aquele mesmo que entrou e dias depois foi obrigado a sair por não haver concordância dos demais participantes? Ou a tabela terá de ser refeita, com o torneio masculino tendo um time a menos?

Certeza neste momento é que o estado do Rio de Janeiro NÃO terá representantes na competição nacional e mais uma dezena de jogadores ficará sem emprego no país.

Veja abaixo nota oficial enviada pelo Voltaço ontem, quando foi marcada a entrevista de Loureiro:

“Terminado o período eleitoral, reassumi a presidência do Voltaço, cargo do qual me licenciei, mesmo sem obrigatoriedade formal da lei, porque considerava a decisão mais adequada. Desde que entrei na política de Volta Redonda, defendi a importância da busca da renovação dos quadros, das lideranças e das ideias. Findo esse processo no qual não obtivemos êxito eleitoral, decidi que é momento também de praticar essa renovação no Voltaço. Estou desde 2003 como presidente do clube e permaneci esse tempo todo por nas eleições passadas não ter sido apresentada outra chapa, mas agora creio que meu ciclo como presidente de fato tenha sido encerrado. O meu atual mandato se encerra em dezembro de 2014. E decidi não continuar na presidência. Hoje me reuni com o presidente do conselho do Voltaço e o comuniquei da minha decisão. Solicitei também que seja antecipada a eleição para o mais rápido possível para que a nova presidência tenha tempo para se planejar para a disputa do Carioca de 2015. Já solicitei uma reunião ao prefeito de Volta Redonda para expor essa decisão. Como considero que o clube seja um patrimônio da cidade, mesmo que independente, acho importante que a prefeitura assuma alguma responsabilidade em relação ao clube. Durante os mais de 10 anos que presidi o clube, o Voltaço atingiu seu recorde de permanência na Série A, conquistou seu principal título, a Taça Guanabara de 2005, e teve suas contas saneadas. Meu amor ao clube permanece e desejo todo o sucesso ao conselho para encontrar um presidente que cuide do Voltaço como o clube merece”



  • manu

    Qual o motivo dos times não aceitarem o Voleisul?

    • Eduardo

      2 motivos: 1- Por pressão do SADA que perdeu no tapetão ano passado por jogar com um atleta irregular.

      2- O presidente da Federação Gaúcha ter incentivado uma devassa nas contas da CBV, retaliação.

      • Livia

        3- O Minas também não votou a favor a inclusão do Voleisul.

  • Neide

    Olimpíadas no Rio em 2016 e não temos mais nenhum time de volei?
    Parabéns!

    • Afonso RJ

      Vôlei masculino realmente não temos. Pena. Mas no feminino…..

  • JR

    Lamentável….mas n surpreende mais nada que acontece no vôlei NO Brasil. Agora vão chamar o Voleisul de volta, fazem um remendão na tabela e tá td bem. Globo transmite dois, três jogos, anuncia a “melhor” liga de volei do mundo e os cartolas ao fim da temporada comemoram $$ !
    Já passou da hora de uma reação por parte de todos da comunidade do volei, de dirigentes à atletas q realmente se preocupam com o desenvolvimento e crescimento do nosso esporte.

  • Edu

    Esse mesmo dito “Voltaço” que se anunciou na imprensa deu um calote de quase quatro meses na comissão técnica e jogadores na temporada passada.Depois de ameaçar se retirar da Superliga esse ano propôs um acordo indecente de perdão compulsório de 75% da divida e recomeçar do zero a partir do pagamento do resíduo de um mês e a promessa de deixar os pagamentos em ordem a partir do inicio da superliga 2014/15.Deu no que deu.Na nota intima de forma subterrânea a prefeitura de Volta Redonda a assumir o time.Como se fosse obrigação de um poder executivo municipal gerir uma equipe profissional de voleibol.Uma experiencia camuflada dessa especie tem sido engendrada nessa dita Superliga.E já tem gerado comentários desabonadores perante seus gestadores.E ela não tem sido tão plena já que um jogador do elenco estrelado acabou de deixar o time depois de dois meses apenas.O que é absurdo em razão de dispor de recursos garantidos de mais de 100 milhões reais ano a CBV consegue promover um campeonato tão frágil até mesmo antes do inicio e com uma media de publico de menos de duzentas pessoas(com ingressos gratuitos na maioria das partidas) em certas rodadas de chaveamento.Essa superliga luta contra a krypotnita produzida pelos seus próprios dirigentes e da CBV.

  • Euripedes Jr.

    O Sada Cruzeiro não vai aceitar o Voleisul ser convidado e já deu o recado , sai da competição com outras equipes e acredito que a CBV não vai querer perder seu principal time . Sobre o Voltaço já havia tido problema na penúltima temporada e com um acordo voltou a disputar , a nossa superliga está se afundando , tirando o projeto do Sada Cruzeiro , o rio de dinheiro no Sesi , a sorte do Campinas ter conseguido um patrocinador forte e o Taubaté que surpreendeu na nova gestão o resto das equipes agonizam , pra próxima temporada tende a ser pior e não espero que algum patrocinador dê apoio para uma equipe , o Taubaté conseguiu sucesso nesta temporada se não ia ser outra equipe a passar despercebido . Já passou da hora das equipes formarem uma liga independente com clubes , chega ser ridículo o valor de R$ 750 mil reais que a Globo/Sportv paga a CBV na transmissão .

  • Marcio Fu

    Maior problema da Superliga: as TVs não chamarem os times pelos nomes dos patrocinadores. Quando víamos os jogos pela Band (uma saudade: volei sábado a tarde de domingo de manhã na Band), os times não eram Minas, Osasco, Curitiba, mas sim MRV Minas, Finasa Osasco, Rexona. As empresas gostavam de patrocinar os times porque era uma forma de aparecerem na TV, e se apareciam na TV ganhavam mais dinheiro, e se ganhavam mais dinheiro investiam mais no volei, e se investiam mais…

    • Euripedes Jr.

      Você vai me desculpar Marcio , mas isto não é desculpa pq se fosse assim no futebol teriam que chamar de Corinthians Caixa ou Cruzeiro BMG , o q ocorre mesmo que os clubes não tem retorno financeiro , os clubes deveria iniciar com dinheiro que não seja do seu patrocinador em caixa como uma base entre 25 à 40% e não ficar na dependência dos patrocinadores e muitos deles mal intencionados que só propagam a marca 1 ou 2 anos e caem fora , muito desses patrocinadores não tem saída diária diferente de uma Unilever ou Nestlé que são produtos que vendem diariamente , isto quer dizer produtos que vendem , diferente de Amil ou OLG que são produtos que pouco vendem e ficam restrito ao mercado que não é habitual do povo brasileiro . A CBV deveria se organizar e valorizar mais o seu produto , os clubes terem uma alternativa o q vemos é ginásio vazio e muitos aqui tem a oportunidade de assistir uma Superliga e não participam pq o time é fraco ou algo assim , não compram a camiseta . Veja o caso do Rio no masculino que ganhavam um monte de coisa de graça e vê se toda aquela torcida que lotava o maracanãzinho e se lotavam o Tijuca , só os apaixonados mesmo .

  • Edu

    Existem casos de pessoas ou organizações muito mal intencionadas dentro do voleibol.Me refiro ao caso do assassinato brutal e covarde da jogadora Ingrid Visser.Por dividas contraídas por seu companheiro com dirigentes do clube em que jogava na forma de agiotagem foi covardemente morta de forma extremamente violenta e sádica junto com o companheiro.A maioria dos times da russos tem como mecenas pessoas ligadas ao ex regime socialista que se apropriaram dos serviços essenciais daquele pais como o gás e o petróleo num processo suspeito de privatização.Ficaram sobejamente bilionárias e dispõem dessas associações esportivas como uma especie de brinquedo para adulto.O lado bom e que nunca se pagou tanto e e bem para os chamados atletas de esportes coletivos olímpicos fora dos esportes dito americanos como agora naquela região do mundo.O ruim e que alguns orbitam em organizações suspeitas e sofrem alteração do humor de seus proprietários desmontando equipes e deixando pessoas desamparadas conforme a falta de irrigação regular de seus recursos.Lá ,como aqui, os projetos raramente tem longevidade prolongada fazendo com que a cada campeonato seja um exercício de suspense pelo numero de clubes que realmente vão e tem condições efetivas de participar.

  • João

    Pode esperar que nas próximas temporadas será do mesmo jeito. Times que tem donos ou que são de políticos, acabam na mesma rapidez que se iniciam. Esse ano foi o RJ Vôlei e agora o Volta Redonda, daqui a alguns anos será o Taubaté, que é um time que tem “dono”. O Ricardo Navajas coloca esse time onde ele quiser. Nos próximos anos também será o Montes Claros, que é time de políticos. Já elegeram para Deputada Federal a mulher do prefeito e dona da Faculdade que patrocina o time. E por aí vaí com o Maringá do Ricardinho, com o Sada do Vittorio Medioli… O dia que o vôlei não for lucrativo para eles, Adeus! Já que para eles o vôlei não é um esporte é um negócio!

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