E as “titias” italianas surpreenderam



Eu admito que não acreditava na Itália na reta final de Mundial diante de Rússia e Estados Unidos, no grupo da morte nesta terceira fase. Mas o experiente time de Marco Bonitta venceu impiedosamente as americanas por 3 a 0, nesta quarta, dando um passo gigantesco para a semifinal.

Para delírio dos quase 13 mil presentes no Fórum de Assago, em Milão, a Azzurra mostrou força, principalmente, no fim das parciais. No primeiro set, por exemplo, saiu de um 18-22 para fechar em 25-23. Ganhou moral, ainda mais apoio da galera e foi, aos poucos, minando o time americano, que nunca passou a segurança de ser dominante no confronto. Sempre que o treinador italiano inverteu o 5-1 com Ferretti e a gigante Diouf, de 2,02m, a Itália cresceu e deixou Karch Kiraly sem resposta. As centrais  Harmotto e Akirandewo jogaram muito abaixo do normal e quase não bloquearam no jogo. Por outro lado, Del Core, Centoni, Costagrande e Arrighetti pontuavam e faziam o ginásio explodir a cada ponto. E foi assim até o último deles.

Arrighetti comemora ponto italiano (FIVB/Divulgação)

Arrighetti comemora ponto italiano (FIVB/Divulgação)

Em um Mundial em casa, com pressão por um bom resultado, a Itália talvez tenha usado o lado positivo de um faca de dois gumes que este time possui: a experiência. Basta ver o time titular para perceber essa “qualidade”: quatro atletas na casa dos 34 anos, uma beirando os 30. Só Chirichella, uma novata de 20, destoa. Fruto de um período que a Itália não teve boas gerações de transição, tendo de apostar, para esta competição em casa, em remanescentes da conquista  do longínquo Campeonato Mundial de 2002, na Alemanha. E, por enquanto, vai dando certo. Se a meta de Bonitta for fazer bonito (não resisti, me desculpem) em casa, ok. Mas, pensando no auge de um ciclo, que é a Olimpíada em 2016, acho temeroso contar com um base que terá perto de 36 anos, sem dar tantas chances para outras jovens, como Caterina Bosetti, Folie e a própria Diouf.

Mas, por hoje, a Itália não deve pensar em 2016. Seu 2014 já pode ser melhor do que o esperado.



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