E a tecnologia está atrapalhando, quem diria…



Como vocês até já comentaram em outros post, a tecnologia roubou a cena durante a vitória russa sobre as turcas, nesta madrugada.

Coloco o link do material que está no ar no L!Net para quem não viu o jogo: http://www.lancenet.com.br/minuto/Desafio-Russia-Turquia-Grand-Prix_0_1198080186.html#ixzz3B6VYe1Gq

Lamentável algo tão importante para o vôlei ter resultados tão ruins até agora. A tecnologia é um aliado para ajudar os árbitros e diminuir os erros em marcações de bolas velozes, que o olho humano muitas vezes falha. Mas, até aqui, os resultados são pífios. Ginásios sem telão para o público ver o resultado dos desafios, técnicos usando apenas para esfriar o adversário e agora esta bizarrice nas finais…

Será preciso que os cartolas da FIVB se reúnam depois do Grand Prix e analisem, com seriedade, o futuro da tecnologia.



  • Aline

    Daniel sou TOTALMENTE CONTRA AO DESAFIO! Por quê?
    1. O desafio perdeu a razão de ser, está causando mais polêmica do que solução e está servindo PARA RETARDAR AINDA MAIS O JOGO;
    2. Técnicos e jogadoras pedem o desafio para pararem o jogo e terem um tempinho para respirar em momentos difíceis;
    3. O desafio também está sendo usado para desconcentrar o adversário e quebrar um bom momento ou uma sequência de pontos;
    4. Os técnicos, quando não tem mais tempo para pedir ou jogadoras para substituir, pedem o desafio para PARAR O JOGO E PASSAR ORIENTAÇÃO ÀS SUAS JOGADORAS;
    5. Árbitros estão sendo feitos de palhaço, tendo que parar o jogo para analisar DESAFIOS FAKE.
    6. Muitas vezes o angulo da imagem não é favorável para elucidar a questão e a polêmica só aumenta em vez de ser solucionada.
    ABAIXO O DESAFIO!!!
    Sou a favor de se usar 2 árbitros e 4 fiscais de linha MUITO BEM TREINADOS E QUE TOMEM DECISÕES RÁPIDAS PARA NÃO RETARDAR MAIS O JOGO!!!
    O VÔLEI já tem pouco espaço na TV ABERTA, PQ QUEBRA A PROGRAMAÇÃO, com esses desafios o JOGO ESTÁ SENDO PARADO DE UMA FORMA MUITA CHATA para quem está assistindo.
    Queremos VER BOLA ROLANDO E DECISÕES RÁPIDAS!
    DETESTO JOGO QUEBRADO, sendo parado TODA HORA para ficar analisando desafios!!!
    Esse jogo TURQUIA X RÚSSIA durou incríveis 2h45min, só a análise do desafio do ataque de fundo da SONSIRMA no TIE BREAK durou INTERMINÁVEIS 5 min. e criou ANTICLÍMAX que acabou estragando o jogo.

  • Afonso RJ

    Da forma que está sendo feito, realmente o “desafio” tem se mostrado negativo em inúmeras oportunidades, mas na minha opinião mais por deficiência técnica do que por inoportunidade. Uma sugestão seria provisoriamente limitar o desafio a bolas “fora” duvidosas, usando a tecnologia já disponível para o tênis (com a “sombra” da bola sobre a linha), que é rápida e eficiente. Com o tempo, poder-se-ia utilizar o recurso para outras dúvidas à medida em que a técnica fosse sendo aprimorada.
    O que não pode acontecer é o uso indevido do “desafio” como recurso para parar o jogo. Mas creio que se a decisão fosse tomada com rapidez, como acontece no tênis, repito, pedir o “desafio” só para retardar o jogo perderia sua razão de ser.
    Resumindo: sou a favor, mas precisa ser bastante aperfeiçoado.

    • perikito

      No tênis, o desafio se dá da seguinte forma: se o tenista julgar que alguma bola foi fora, ele tem que parar a jogada imediatamente e solicitar o desafio. Se for acertar, leva o ponto, ser perder, o adversário quem leva. O mesmo deveria ser feito no vôlei, pois assim se pensaria duas vezes antes de ficar retardando a partida.

      E mais: dessa forma, parando imediatamente a jogada, não se perde tempo de ficar explicando ao juiz em que momento a falta aconteceu.

      Seria tão melhor se o vôlei adotasse essas regras. Não acham?

      • Afonso RJ

        No tênis se errar o desafio o ponto vai para o adversário não é uma regra, e sim consequência. Ninguém em sã consciência vai pedir desafio num ponto dado a seu favor. Sendo assim, se perder o desafio, o ponto continua, como antes, sendo creditado ao adversário. Questão de lógica. E a mesma lógica se aplica a qualquer outro esporte, incluindo o volei.

        Da mesma forma, o time tem 5 segundos para solicitar o desafio. Se o prazo está sendo corretamente observado é outra história, mas convenhamos que 5 segundos é na prática quase imediatamente.

        Concordo que o desafio precisa ser aperfeiçoado, mas não é por aí.

        • perikito

          Acho que não fui claro no que eu gostaria de dizer. Tem havidos rallys longos, e só após os seus términos é que o técnico pede o desafio, que nem sempre é do lance que levou o juiz a apitar o ponto para o adversário. É de uma jogada que pode ser muuuuito anterior ao lance final. Isso não existe no tênis. Se o jogador perceber alguma falta não marcada, ele tem que parar na hora, e não esperar pelo fim da disputa para solicitar revisão.

          Acontece muitas vezes de ele estar errado. Nesse caso, o ponto vai para o adversário, que não tem nada a ver com o achismo dele. É bizarro, mas freia o ímpeto deles. Enfearia o vôlei, mas pelo menos não esperaríamos tempo demais enquanto juízes analisam o vídeo. Além disso, qual técnico pensaria em retardar uma partida dessa forma?

  • Valdir

    O mau uso do desafio não é culpa da ideia, mas sim do modelo implementado. No tenis, os jogadores tem um limite de desafios errados que podem pedir E o sistema é absolutamente confiável, sem margem de erro. E também rápido. Não é essa demora que ocorre no volei. Juiz não precisa descer da cadeira, o resultado do desafio é mostrado no telão pra TODOS verem ao mesmo tempo e funciona muito bem. Resta ao volei aplicar esses conceitos no desafio eletrônico que ele será vantajoso.

    Quando a ser usado pra parar o jogo, no tenis ocorre bem menos, devido ao limite de desafios que os jogadores tem.

  • Bruna

    Fiquei indignado com isso. Uma bagunça! A Turquia até poderia ter ganhado, mas, depois disso, ficou um pouco desnorteada.

  • Juliano

    Estas confusões existem, mas é o começo.

    A tecnologia japonesa para avaliar se a bola foi dentro ou não, com aquela sombra da bola, ficou um espetáculo. Adorei. Assim, já se eliminou aquelas bolas que triscavam a linha e o juiz não dava ponto. Demorou alguns anos para chegar a este nível. Acontece, tem que se fazer experimentos, e o Grand Prix e a Liga Mundial são os melhores campeonatos para isto.

    Agora, quanto às de meio fundo, realmente ficou complicado. Mas EM TODOS os lances da Sonsirma foi óbvio que a pontinha do pé tocou a linha. Não tinha como negar. Não importa se tocou muito ou pouco; se tocou, é infração. O GRANDE PROBLEMA é o telão. Que eu saiba o primeiro árbitro não pode ficar olhando o telão para se decidir. E o juiz no jogo da Turquia x Rússia olhou muitas vezes para dar uma posição.

    Compete à FIVB padronizar e escolher o que tem de melhor em cada sistema. O japonês possui uma qualidade muito grande na percepção de bola dentro ou não, o polonês é bom no toque da rede e assim vai.

    Todavia, a invasão do meio fundo e o toque no bloqueio ainda não foram satisfatoriamente abordados pelos sistemas existentes até então.

  • Lauriclecio

    Confesso que fiquei um pouco decepcionado com o mau uso da tecnologia. Desde ontem que venho pensando nisso.
    Muita demora e marcações ainda polêmicas e erradas (na Liga Mundial, mesmo a imagem mostrando uma coisa, os árbitros marcavam outra).

    Se não houve uniformização nos item que devem ser avaliados no desafio tornará o jogo chato. Além de criar um código que identifique exatamente qual item deve ser revisto. Por exemplo, desafio 1: bola na dentro ou fora, desafio 2: pisou ou não na linha, desafio 3: toque na rede, e por ai vai. Para deixar claro para todos qual motivo do desafio, evitando confusão já ocorridas na Liga Mundial por exemplo.

    Outra coisa, é a quantidade de interrupções no jogo. Antes eram dois tempos programadas e até 04 pedidos de tempo (2 de cada time), agora além dessas 6, pode haver inúmeras. Isso pode tornar o jogo chato. Tenho a impressão que o tempo de bola de fato em jogo não chega a 33%. A FIVB precisa rever isso. Eliminar esse tempo no 8º e 16º ponto.

    Outra coisa que precisa ser estudado. Reclamações dos técnicos e dos jogadores… Muito para-para!

    Como tudo isso é novidade, tenho consciência que as falhas acontecem e acontecerão, mas não se pode demorar em aprimorar, para não reduzir o interesse do público.
    É isso.

  • Carlos

    A questão do desafio é que ele está sendo testado em campeonatos importantes. O certo seria fazer com que a tecnologia só chegasse quando a ferramenta estivesse estabelecida. Campeonatos importantes não são laboratório. Desconfio que tem muita gente ganhando dinheiro por trás disso. Uma ferramenta ruim não acrescenta nada ao vôlei, por mais nobre que seja o objetivo, que é chegar o mais próximo da verdade.

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