Duelos contra asiáticos deixam ensinamentos para o Brasil



A Seleção Brasileira masculina encerrou a terceira etapa da Liga das Nações, em Ufa, na Rússia, com vitórias sobre Irã (3 a 2) e China (3 a 0). Além dos cinco pontos, o time de Renan Dal Zotto aprendeu algumas lições para o restante da competição.

– Contra adversários mais fracos no papel, o Brasil tem sofrido com oscilações de concentração. Isso quase custou a derrota no duelo com os iranianos e por pouco não fez os chineses vencerem o terceiro set, fechado por 27 a 25, de virada.

– Menos concentração, mais erros. A equação básica de qualquer modalidade esportiva também vale para o vôlei. Contra o Irã, a Seleção Brasileira deu mais de um set em pontos ocasionados por falhas aos rivais. Contra um adversário de um nível maior a quantidade de erros iria se transformar em revés.

– O bloqueio brasileiro pontuou pouco nas duas últimas partidas. Contra o Irã, “derrota” por 13 a 6. Contra a China, novo resultado negativo no fundamento: 7 a 4. Como não estamos falando dos adversários mais altos do circuito internacional, os números acabam fazendo ainda mais sentido.

Brasil teve dificuldades no terceiro set contra a China (FIVB Divulgação)

– Contra o Irã, Douglas Souza foi o maior pontuador: 22 pontos, quatro a mais do que Wallace. E qual motivo para isso ser uma lição? Provar que outros jogadores podem liberar a pontuação mesmo com Wallace o quadra. O oposto vive uma ótima fase, é a bola de segurança de Bruno e William com razão e assume a responsabilidade. Contra os chineses, Wallace voltou a brilhar. Mesmo sem poupado em boa parte do terceiro set, ele marcou 21 pontos, com excelente aproveitamento de 75% no ataque (15 de 20).

– Thales teve mais tempo em quadra nesta etapa na etapa russa. E é preciso mesmo dar rodagem para o líbero. Não vejo Murilo como titular absoluto em sua primeira competição na nova função. Creio que Renan Dal Zotto pretenda deixar uma briga aberta para fazer com que ambos cresçam.

Na próxima etapa, em Varna, na Bulgária, o Brasil terá adversários mais forte, altos, potentes e gabaritados pela frente: Canadá, França e os donos da casa. Prevejo bem mais dificuldades do as enfrentadas em Ufa. Vale lembrar que a Seleção divide a liderança com a Polônia, com os europeus em vantagem apenas pelos sets average (empatam em vitórias e pontos), e pode sair de Varna com a vaga nas finais bem encaminhada.

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