As duas vitórias iniciais do Brasil na Liga



Galera, boa noite.

Estive ontem e hoje na Arena Carioca 1 para acompanhar os triunfos do Brasil sobre Irã e Argentina, respectivamente, por 3 a 0. Um início bem animador de Liga Mundial, levando-se sempre em consideração a prioridade de usar o torneio como preparação para a Rio-2016 e também definição da lista final.

Nestes dois confrontos iniciais, Bernardinho manteve uma base titular com Bruninho, Wallace, Lucarelli, Lucão e Escadinha. Creio que ninguém aqui tem dúvidas de que eles serão titulares nos Jogos Olímpicos, certo? Nas duas posições restantes, o técnico escalou Murilo e Maurício Souza diante dos iranianos. Já contra os argentinos jogaram Douglas Souza e Isac.

Isac no bloqueio diante da Argentina (FIVB Divulgação)

Isac no bloqueio diante da Argentina. Central volta após período de recuperação física (FIVB Divulgação)

E vale uma análise sobre eles. Maurício Souza terminou a temporada de clubes muito bem pelo Brasil Kirin, enquanto Isac ficou fora dos amistosos da Seleção após um problema nas costas, tendo ouvido Bernardinho dizer publicamente que a questão física colocava a presença na Rio-2016 em xeque. Some-se a isso a ausência de Sidão, recuperado de uma cirurgia no ombro, desta primeira semana de disputas, e Eder, o outro central, que ficou no banco e não entrou nos dois jogos. Perceba então que apenas Lucão é nome certo na posição entre os 12 atualmente.

Deve ser uma disputa interessante. Sidão é o central com presença mais constante como titular no ciclo olímpico. Ouvi elogios sobre o desempenho de Eder no saque durante os treinos. Maurício Souza tem o momento como trunfo, enquanto Isac já vinha sendo preparado para ser mais efetivo. O desempenho de cada um nas etapas da Liga Mundial será decisivo para a definição da comissão técnica.

Na ponta, Douglas Souza pode ser aquele cavalo azarão do páreo. Pela idade (20 anos), pouca gente acreditava na presença dele nesta Olimpíada. Mas ele jogou bem hoje diante dos argentinos e ganhou pontos. Sem Lucas Lóh, já cortado, a briga do garoto é com Maurício Borges, outro que não participa do time neste fim de semana, e Lipe, ponta utilizado com mais frequência atualmente em passagens pelo saque. Levar Douglas é também fazer uma aposta no futuro. Situação parecida com a de Lucarelli em 2012. Na ocasião, ele não foi relacionado entre os 12. Esteve em Londres em uma programação de “ambientação”. Muita gente lamenta até hoje a não inclusão dele.

Douglas comemora um dos nove pontos marcados hoje (FIVB Divulgação)

Douglas comemora um dos nove pontos marcados hoje (FIVB Divulgação)

Douglas foi sincero ao falar sobre a chance diante dos argentinos:

– Achei que não fosse jogar nesta primeira etapa, mas o Bernardinho confiou no meu potencial e está servindo como um grande teste, inclusive com a experiência de ter uma arena inteira gritando o meu nome – disse ele. – Está acontecendo tudo muito rápido. Em um ano eu estava disputando um Mundial infantojuvenil, no seguinte fui ao pódio no Pan (de Toronto 2015), e, em seguida, estou aqui com a seleção principal.



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