A dor de Gabi e de quem estava ao lado



Estava no ônibus, me preparando para uma viagem de sete horas, quando vi no Twitter a informação da lesão da ponta Gabi Guimarães, a Gabiru, do Sesc, na partida contra o Hinode/Barueri.

E as imagens do SporTV, principalmente pela câmera que marca invasões por baixo, dão a ideia da dor sofrida pela jogadora no momento da queda após o ataque. Perna já frouxa, sem apoio, com o joelho dobrado.

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O grito de dor é imediato. O sofrimento está na rosto, nítido, não precisa de legenda. Companheiras de time começam a chorar. Adversárias também se desesperam. Todos percebem na hora a gravidade da contusão.

O rompimento do ligamento cruzado do joelho esquerdo deixará a jogadora ausente das quadras de seis a oito meses.

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Pelo Instagram, a mensagem de Gabi merece ser lida na íntegra.

“Sabemos que estamos sujeitas a nos machucar todos os dias. Obviamente nunca esperei por algo assim e sempre joguei sem o menor medo em relação a isso!! Tive um rompimento de ligamentos no qual será necessário operação. Nada inédito, já que é uma típica lesão de joelho de atletas. Não fui a primeira e nem serei a última! Triste por saber que ficarei um longo período longe do que mais amo fazer. Agora preciso focar na minha recuperação e estarei com o coração apertado por não poder ajudar da maneira que eu queria o meu time! Fico tranquila por estar em boas mãos, com excelentes profissionais que confio. Estou com minha família e amigos que deixam tudo melhor! Todas as mensagens que recebi só estão me dando mais força!! Obrigada de verdade. Meninas , vocês foram foda ontem! Muito orgulho e obrigada mesmo pelo apoio”.

Digno de aplausos o esforço das jogadoras do Sesc para a vitória no tie-break após a cena com Gabi. É sempre difícil seguir uma partida de qualquer esporte com a concentração necessária após algo parecido.

Para Gabi, o momento é esquecer o que será “perdido” nos próximos meses. Era apenas o início da passagem pelo Sesc, depois de ter feita efetivamente parte da temporada da Seleção, atuando como líbero. Certamente dá para dizer que ela vivia o melhor momento da carreira.

O Sesc também sentirá muita falta de Gabiru, já que acumula ainda a baixa da xará Gabi, outra que foi operada. Drussyla e Kasiely deverão formar a dupla titular na posição. Mas parece até cruel pensar na substituição. O momento é para mandar energias positivas para a recuperação da atleta.

 



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