Domingo decisivo para a Seleção feminina



O Brasil cumpriu a obrigação de vencer a frágil seleção de Porto Rico por 3 a 0, na manhã deste sábado.

O resultado deixou o time de José Roberto Guimarães em quinto lugar, com 16 pontos, empatado com Cuba. Hoje, seriam as duas últimas classificadas para a fase final do Grand Prix. Estados Unidos, Turquia, Tailândia e China (sede da decisão) já estão garantidas.

Alemanha e Polônia, ambas com 15 pontos, brigam com brasileiras e cubanas pelas vagas remanescentes.  Na última rodada da fase de classificação, os duelos serão: Brasil x China, Cuba x Porto Rico, Alemanha x Turquia e Itália x Polônia. A única molezinha será das cubanas no clássico caribenho.

Apesar de jogar em casa e estar invicta na competição, a China não é mais o bicho-papão do passado. Temo mais a instabilidade atual do Brasil do que o adversário.  3 a 0 e 3 a 1 garantem a vaga brasileira. Vencer no tie-break, o que mais este time fez até agora, pode levar a decisão para os critérios de desempate.

Nos confrontos europeus, a surpreendente Turquia de Marco Aurélio Motta é favorita diante das germânicas, time com volume de jogo e boas atacantes. Já Polônia e Itália fariam um jogo equilibrado, caso a Azzurra estivesse com sua força máxima. Por estar muito desfalcada, a Itália não deve ser páreo para as polonesas.E aí mora o perigo para o Brasil.

Um detalhe importante: os jogos BRA x CHN e ITA x POL acontecerão quase simultaneamente, o que impedirá que alguém jogue sabendo o resultado que interessa para a classificação.

 

 



  • Afonso RJ

    Amanhã é a última rodada da fase classificatória do Grand Prix, e nós precisando de três pontos para garantir a última vaga. Se Conseguirmos uma vitória de 2 pontos, vamos depender de outros resultados. Se perdermos estamos praticamente fora da fase final. E isso faltando dois meses para as Olimpíadas. Sentiram a barra, né?

    • mauricio

      pior ainda, falta um mês e cinco dias para o primeiro jogo! vamos acreditar…

  • Adriano

    Pode ser que a Turquia, por já estar classificada, não entre com força máxima, o que facilitaria o caminho da Alemanha. Mas, como você comentou, o que mais há a se temer não é a (também desfalcada) seleção da China e, sim, a instabilidade do Brasil. Se não estou enganado, a última vez que a China ganhou do Brasil foi justamente há 4 anos, no GP 2008.

    Quanto à Liga, dava dando uma olhada nos resultados e parece que dificilmente o Brasil não irá às finais (talvez para desapontamento da Escada). Em termos de campanha, o único atual segundo colocado com chances de ultrapassar o Brasil (26 pontos) é a Bulgária (16). A França (14) pode empatar em pontos e levar a decisão pra critérios de desempate, enquanto a Rússia (13) não alcança a pontuação do Brasil.

    O que pode acontecer, no entanto, é uma reversão das posições. No caso da Rússia, principalmente, é mais difícil, porque está a 7 pontos de Cuba, primeira na sua chave. Mas Estados Unidos e Alemanha, atuais líderes das suas chaves, estão apenas a 3 pontos à frente dos segundos. Se França e Bulgária conseguirem ultrapassar a pontuação dos líderes, daí aumentam as chances de haverem segundos colocados com pontuação mais alta. Para efeito de comparação, quando o Brasil estava a 4 jogos de concluir participação na primeira fase, ele tinha 18 pontos, que é mais do que quaisquer dos atuais segundos, no entanto, ali, o Brasil havia momentaneamente tornado-se líder da chave.

    Ao que pese o equilíbrio do torneio – dos dois, na verdade, tanto do GP quanto da Liga – acho que isso mostra que ninguém tá dando muita bola para esses campeonatos. Vamos ter Tailândia e possivelmente Cuba nas finais do GP. Na Liga, quem diria, o Brasil atrás da Polônia, Rússia 7 pontos atrás de Cuba, a Itália em terceiro na sua chave, e a Alemanha liderando um grupo.

    Acho que seria bom pras nossas seleções disputarem as fases finais dos respectivos torneios, mas, diferente do que as finais da Liga e do GP representaram em 2008, com amplo domínio dos times que viriam a se tornar campeões olímpicos na época, esse ano, a impressão que dá é que poucas conclusões vai se tirar de quem deve se destacar na Olimpíada. Talvez a exceção seja os Estados Unidos no feminino. No masculino, acho que tá tudo muito embaçado pra se apontar favoritos. Por isso justamente que acredito que o Brasil ainda pode dar a volta por cima, depois de uma primeira fase de Liga pouco animadora.

    • dan

      Adriano, com os resultados de ontem o único grupo em que o 2º colocado pode chegar a 26 pontos é o C, com EUA, Itália, França e Coréia do Sul. Se nessa madrugada, os coreanos vencessem os EUA ou a desfalcada Itália vencesse a França, o segundo colocado nesse grupo não alcançaria os 26 pontos. O grupo D a Bulgária como sede já está classificada e a Argentina não tem como chegar a 26 pontos.

      Então nessa madrugada o Brasil já pode está garantido nas finais.

    • Andrei

      A única equipe que ainda pode tirar a vaga do Brasil é a França. A matemática é a seguinte: ao final desse final de semana os segundos colocados de cada grupo se quiserem superar o Brasil, precisarão terminar com pelo menos 17 pontos, já que restarão em jogo na semana que vem um total máximo de 9 pontos. Portanto 17 + 9 dariam 26 pontos e empatariam com o Brasil. A França tem 14 pontos e se vencer a Itália nessa madrugada por 3×0 ou 3×1 vai a 17 pontos e matematicamente poderá até tirar a vaga do Brasil num critério desempate, caso vença os 3 últimos jogos restantes também por 3×0 ou 3×1. Mas na verdade é muito pouco provável esse desempenho vindo da instável equipe francesa. Caso a Itália vença o confronto ou ao menos leve para o tiebreaker, o Brasil já pode com uma semana de antecedência, carimbar os passaportes, pois não poderá mais ser alcançado por ninguém. As outras seleções 2° colocadas de cada grupo poderão no máximo chegar aos 16 pontos ao final dessa etapa, exceto a Bulgária, mas a Bulgária já está classificada, portanto não entra nessa conta. Caso ela vença o seu grupo, abrirá mais uma vaga de 2° colocado e a Alemanha tem grandes chances de obter a vaga.

      • Adriano

        Vocês têm razão. Eu, na verdade, dei uma olhada geral na situação dos grupos, mas fiquei com preguiça de fazer os cálculos certinhos.

        Resultados no grupo D que não implicassem a Alemanha como primeira do grupo fariam com que nenhum dos times chegassem aos 26.

        No grupo A, Cuba já está virtualmente garantida como primeira – a rigor, precisaria de uma vitória contra o Japão apenas – e os outros não alcançam mais os 26, também.

        No grupo C, realmente ainda há a possibilidade de haver um empate de 26 pontos entre França e EUA, caso a França conquiste os próximos 9 pontos e os Estados Unidos vença os outros, mas perca pra França. Pode acontecer, mas é improvável, ainda mais que os últimos jogos serão em Dallas e a França teria que conseguir aquilo que ainda não conseguiu em nenhuma das etapas, que é não perder pontos.

        Portanto: arrume as malas, Escada! 😉

  • Acredito no Zé…vejo nele um grande líder capaz de sair desta situação atípica…de repente o Brasil deixou de ter aquele voleibol natural devido, principalmente, à má fase de Sheilla…e à instabilidade da Fabiola em alguns momentos…mesmo assim ainda conseguimos dar muito trabalho às ditas favoritas…eu vejo que na fase final, as atletas estarão mais confiantes, alegres e com raça para podermos ver aquele vôlei que contagia o povo e é a cara do Brasil…com o time mais introsado…vai ficar muito difícil parar o Brasil…ouro na certa…

  • espilingarda

    do que adianta a seleção feminina se classificar amanhã??? se passar para as finais vai continuar ganhando jogos dificeis de 3×2 o q nao levara elas a lugar nenhum. entao é melhor voltar para o brasil e tentar arrumar isso ai, e pelo menos chegar as olimpiadas com essa instabilidade anulada. se jogasemos desde o inicio da partida como jogamos nos tie break seriamos inbativeis

  • Luiz

    Dizem que os EUA não usarão mais as jogadoras principais neste grand prix. Mas, que acho difícil. Se tiverem a oportunidade de jogar contra o Brasil novamente é claro que as jogdoras titulares vão querer jogar.

    Minha única preocupação é que algumas jogadoras indocáveis (Sheilla, Fabiana e Jaqueline) estão afundando o time, mas parece que o Zé quer morrer abraçado com elas. Fazer o que?

    • Annie

      VERDADE, Luiz.

    • Luiz

      gente, desculpe os erros aí.

      “Minha única preocupação é que algumas jogadoras INTOCÁVEIS (Sheilla, Fabiana e Jaqueline) estão afundando o time, mas parece que o Zé quer morrer abraçado com elas. Fazer o que?

      • Andrei

        Amanhã é jogo de decisão, é jogo pra Mari. Não sou profeta, nem mãe Dinah, mas foi exatamente contra a China que a Mari em 2008 virou a mesa, lembra? Por que não? Eu acredito!

  • MRE

    Muito se tem comentado que a Fabiana está muito abaixo e assim por diante. Concordo que ela não esté na sua melhor fase, mas não vejo a central comprometendo a seleção. Gosto muito do voleibol da Fabiana. Não esqueço sua atuação na semifinal do Mundial do Japão de 2010. Dar uma olhada nas estatísticas do Grand Prix no site da FIVB só me convenceu do fato de que, embora ela precise melhorar (no saque, por exemplo), não está abaixo das outras centrais. No bloqueio, Adenízia tem 27,4% de aproveitamento, Thaisa 26,6% e Fabiana 23,3%. Nos ataques, Fabiana lidera, tem 48,2%, Thaisa 44,3% e Adenizia 36,3%. Isso mostra que trocar Fabiana por Adenizia não é solução. Fabiana tem aparecido menos porque precisa vibrar mais e receber mais bolas (difícil com o passe sofrível da seleção). A Thaisa geralmente pontua mais porque além de estar em melhor fase, sempre começa os sets na rede. Quem joga mais, geralmente pontua mais. Acho que agora é hora de confiar em Fabiana e Thaisa como centrais titulares da seleção.

    • Adriano

      Acho que se tratando de bloqueio, não dá pra se fiar por esse tipo de estatística. Bloqueio não é só ponto marcado. Acho estranho essas estatísticas que convertem ação tipo “bloqueio explorado” em erro/acerto. Se o bloqueio é explorado, pode ser mérito do atacante ou pode ser que o central não chegou inteiro, pode ser que o bloqueador do corredor passou da marcação. Pode ser um monte de coisas, e os números não mostram isso.

      Pra mim, parece bem claro que a Adenízia está jogando mais que as outras duas.

      Dito isto, eu gosto da Fabiana e da Thaísa, também. Acho que elas podem evoluir. A princípio, minha opção seria deixar a Thaísa no banco, por achar que a Fabiana é uma jogadora mais completa, além de aspectos técnicos: é mais centrada, tem equilíbrio mental, liderança. Às vezes acho que a Thaísa ainda se atrapalha por ansiedade. Agora, olhando para o que elas têm produzido nesse GP, realmente a Thaísa não deveria bancar para a Fabiana.

      Realmente, é uma decisão difícil, mas acho que pelo momento, a Adê deveria ser titular e as outras duas brigar pra ver quem está melhor.

  • mauricio

    Daniel,

    Você sabe se equipe que vai a Yeltsin Cup, em julho 2012, é o principal, como fase de treinamento para Londres?

    • Daniel Bortoletto

      não, será um time B.

      • mauricio

        obrigado. pelo que pesquisei, a russia levara o completo, pq é uma das competições em que a equipe poderá ganhar ritmo de jogo. que bom!

  • Luiz

    O Zé Roberto tem que se fazer uma pergunta básica:
    Quando nossa seleção ganhou alguma coisa com a Jaqueline de titular? No mundial de 2006 e no de 2010 ela só levou toco e ainda prejudicou o passe. No Grand Prix de 2011 foi considerada a melhor atacante, mas nos momentos decisivos esta “melhor” atacante desaparecia ou levava toco. Jaqueline é jogadora de meio de set e só.
    Longe de achar que ela é a única que não vem jogando bem na seleção, mas ele precisa entender que só ganhou alguma coisa quando foi ousado, algo como em 2008, quando arriscou em uma linha de passe com Paula e Mari, ou algo como em 2009 no Grand Prix, quando escalou Mari e Natália e fomos campeões (lembro que naquele jogo duro contra a Russia, na hora H, a Mari virou o jogo enquanto a Natália fazia saques maravilhosos. ACHO QUE CHEGOU A HORA DE OUSAR NOVAMENTE. Pois Jaqueline NUNCA foi importante para a seleção. Ela não tem nenhum título importante como titular da seleção. Até a Natália que é novata tem.

    • mari diva

      E ponto final.

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