Dia de aplaudir o Zenit Kazan



O Zenit Kazan se vingou do Sada/Cruzeiro. Depois de derrotas consecutivas nas últimas duas finais de Campeonato Mundial, os russos derrotaram os brasileiros na semifinal da edição 2017. Neste sábado, em Cracóvia, na Polônia, triunfo incontestável dos europeus por 3 sets a 0, parciais de 25-23, 25-19 e 25-18.

Talvez a próxima frase resuma o jogo: se os times estivessem jogando até agora os russos sairiam com a vitória.

O que quero dizer aqui não desmerece o Cruzeiro, seus jogadores de altíssimo nível, seu treinador fantástico e toda a história vencedora do projeto. Ela, sim, enaltece a atuação de gala do Zenit Kazan.

Depois de ficar atrás por 4 a 1 no início do primeiro set, o time dirigido pelo campeão olímpico Vladimir Alekno só ficou em vantagem no placar. E, jogando com o placar favorável, o jogo do Zenit fluiu de uma forma absurda. Vamos por partes:

  • A virada de bola não teve nenhum momento de instabilidade, algo surreal neste nível de jogo. Ora Leon, ora Mikhaylov… A dupla nem precisou da ajuda de Anderson, o terceiro pilar. O cubano foi o maior pontuador da semifinal, com 20 acertos. O russo anotou 14, enquanto o americano fez apenas seis e mesmo assim o time não sentiu falta.
  • O saque fez estrago na boa linha de passe brasileira. Foram oito aces, cinco deles no segundo set, momento de maior diferença entre os dois times na partida.
  • A recepção do Zenit fez, em alguns momentos, o saque do Cruzeiro parecer inofensivo. Foram vários bons e fortes serviços brasileiros controlados com maestria por Verbov & Cia. Isso irrita qualquer sacador!
  • O Zenit não oscilou na semifinal e assim não deu brecha para os mineiros crescerem. Uma qualidade e tanto!
  • Mesmo sem usar os centrais, o levantador Butko não fez um jogo previsível e lento.

Ao Cruzeiro resta corrigir alguns pontos para a decisão do bronze, neste domingo. O saque, uma arma conhecida deste time, precisa entrar com mais regularidade. Contra rivais europeus deste nível é preciso pressionar desde a primeira ação, sem entregar tantos pontos de graça. No levantamento, faltou precisão para Uriarte. Com Cachopa em quadra, os atuais bicampeões do mundo tiveram um jogo mais veloz e diversificado. E Leal precisa ser mais Leal. Na semi ele teve lapsos de Leal, anotou 14 pontos, mas tem potencial para muito mais (pontuou em 11 de 25 tentativas no ataque).

Aos torcedores vale aplaudir o espetáculo de altíssimo nível mostrado pelo Zenit Kazan.

 



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