Deu Vakifbank Istambul. E Unilever vai ter dificuldades para dormir



A invencibilidade não caiu. E assim o Vakifbank Istambul é campeão mundial, após derrotar a Unilever por 3 a 0 (25-23, 27-25 e 25-16).

E a forma com que o resultado se desenhou fará com que comissão técnica e jogadoras da equipe brasileira tenham uma difícil noite de sono em Zurique hoje.

Nos dois primeiros sets, a Unilever equilibrou as ações e só não saiu na frente por erros individuais. Taticamente, o sistema de bloqueio/defesa funcionou e apenas Brakocevic conseguia desequilibrar. Sonsirma, Furst e Costagrande tinham dificuldades para pontuar, o que deixava o jogo parelho. Ele só não pendeu para o lado da Unilever pois dois fatores decidiram: a instabilidade do passe com Gabi e Mihajlovic e a dificuldade de pontuar na virada de bola.

A sérvia terminou a partida com sete pontos, todos no ataque. Já a jovem brasileira fez três a mais (oito no ataque e dois no bloqueio). Ou seja: não brilharam no passe e não decidiram no ataque. Se uma delas tivesse atuado um nível acima, o jogo poderia ter um outro contorno. Válvula de escape de Fofão, Sarah Pavan também não brilhou, fazendo apenas oito pontos.

Torcedores fanáticos, não vamos culpar a arbitragem, por favor. Ela errou, sim, no primeiro set, ao apontar como fora um saque de Carol que bateu na linha. Seria o 15 a 13, se não me engano, para a Unilever. Pouco depois, as turcas abriram dois pontos. No set seguinte, porém, um ataque bateu claramente no bloqueio da mesma Carol e foi marcado fora. Logo depois as brasileiras empataram. Então, o juiz erra quase sempre para os dois lados. Reclamem sim de uma competição deste nível não ter o auxílio da tecnologia, que resolveria situações como as citadas.

Voltando à partida, como jogou Brakocevic! Foram 23 pontos, 19 deles no ataque. Merecidamente levou o prêmio de MVP da competição. Se a vitória fosse da Unilever, a premiação poderia ter ido para Carol, central que fez uma competição acima da média e das expectativas. Na final, foram 12 pontos, SETE deles no bloqueio.  A jogadora parece ter conquistado de vez o espaço na equipe.

Por fim, uma estatística que me chamou a atenção. 21 pontos de cada time foram feitos em erro do adversário. Muita coisa para uma decisão em três sets.



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