Deu Sesi. Choro de Escadinha resume a conquista



Aos 35 anos, Escadinha tinha no currículo todos os títulos possíveis pela Seleção. Faltava a Superliga, a principal competição de clube do mundo na atualidade. O choro do líbero, após a vitória do Sesi por 3 sets a 1 sobre o Sada/Cruzeiro, emociona por mais um momento de superação do jogador.

No ano passado, ele já não acreditava tanto que a conquista fosse acontecer. Ele passou por uma delicada cirurgia na coluna, logo após ser contratado pelo Sesi. Alguns médicos, ao verem a complexidade da lesão, duvidaram de que ele voltasse a jogar em alto nível. Escadinha deixou a Seleção e não disputou o Mundial da Itália. Os quatro pinos colocados pareciam ser o fim da carreira do melhor líbero de todos os tempos. Neste domingo de Páscoa, no Mineirinho, ele provou que ainda tem muitos anos em alto nível.

Escadinha foi um dos destaques do Sesi, principalmente na defesa, com 15 ações que renderam contra-ataque em 24 tentativas. Um número acima da média.

Somado ao volume de jogo do líbero estava o central Vini em manhã inspirada, com cinco pontos de bloqueio, além de dez em 11 tentativas no ataque. O oposto Wallace, com 27 pontos, foi disparado o maior anotador. Com tantos destaques, dar o prêmio de melhor em quadra para Murilo parecia um equívoco. E o próprio ponta fez questão de entregar para Vini. Mas também poderia ter entregue para o líbero. Ou para o bicampeão olímpico Giovane Gávio, que repetiu Marcelo Fronckowiak e o argentino Weber, com título de Superliga como jogador e técnico.

Pelo lado do valente time cruzeirense, faltou brilhar a estrela de Wallace, que só pontuou 11 vezes em 33 ataques. O fundamento, inclusive, foi o que mais falhou para os donos da casa. E em jogo decisivo não há espaço para erros em excesso.



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