Deu Sada/Cruzeiro na abertura da semifinal



Tem tudo para ser um jogo equilibrado. Foi com esse pensamento que saí no Rio de Janeiro, no sábado de manhã, rumo a Belo Horizonte. Mas minha expectativa não vingou horas depois. O Sada/Cruzeiro não deu qualquer chance para o Vivo/Minas no clássico mineiro pela abertura da semifinal da Superliga masculina.

Com o Poliesportivo do Riacho, em Contagem, lotado, o categórico 3 a 0 (21-11, 21-18 e 21-16) dos donos da casa é daqueles para virar exemplo na próxima preleção. De um lado, tudo deu certo e precisa ser repetido na próxima partida. Já do outro…

No primeiro set, jogo de um time só.  4 a 1, 7 a 1, 17 a 5…  Basta ver estes números para entender que a parcial estava definida com menos de dez minutos de bola em quadra. O Minas não virava com Mauricio, Lucas Loh, Filip… Picinin colocou em quadra Rapha e Franco. Mas o panorama não mudou. Com um show cruzeirense na defesa e virada de bola no contra-ataque, o placar de 21 a 11 explica muito bem a superioridade dos donos da casa. Em resumo: não foi um set digno de semifinal de Superliga.

O equilíbrio  finalmente apareceu no segundo set, com o Minas mantendo Lucas Loh e Filip na reserva.  Apesar de o Sada/Cruzeiro estar comandando placar desde o início, a diferença se manteve em dois pontos até o 7 a 5. Um erro de Rapha no ataque, um contra-ataque de Leal e o placar começou a ficar dilatado. E logo disparou para 12 a 7. E nesta situação, o Sada/Cruzeiro é letal, já que o saque de Wallace, Leal, Eder, Isac pode ir para o risco máximo. E dá-lhe pancada, fazendo com que Marcelinho corresse para todos os lados para tentar consertar o passe. E assim não dá para encarar uma equipe como a celeste. Um esboço de reação do Minas aconteceu após a inversão de 5-1 do rival não funcionar e Rapha acertar uma boa sequência de saques. Mas a diferença nunca baixou de dois pontos, com o set terminando em 21 a 18.

A primeira parada técnica do terceiro set repetiu a anterior: 7 a 5, com o Sada/Cruzeiro sempre liderando. O Minas até errou menos, mas em nenhum momento achou o rival no bloqueio. Como o saque não quebrava o passe celeste, pontuar em contra-ataque se tornava quase impossível. No 10 a 8, Rapha parou Leal no bloqueio. No ponto seguinte, o mesmo ponteiro amorteceu o ataque do cubano, mas a defesa não recuperou a bola.  Poderia ser um empate para dar um ânimo que o Minas não parecia ter para a virada. E não teve mesmo.  E o jogo terminou com o 21 a 16. após bloqueio de Isac.

Para o segundo jogo, na Arena Vivo, vou esperar o equilíbrio que pouco vi hoje. Se ele não aparecer, o melhor time da fase de classificação estará em mais uma final consecutiva. A 16ª, se ainda não perdi as contas…



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